Todos temos nossas crises. Nossos traumas, que se refletem em quem somos e como agimos. E não tem como medir, dizer que um é pior, melhor, mais ou menos intenso do que o do outro. Egoísmo ou não, nossos traumas são cheios de carga ruim pra nossas próprias vidas, e isso sempre parece pior pra quem vive. Claro que tem aqueles casos extraordinários, que impactam qualquer um, e fazem parecer que seus problemas são pequenos. Mas egoísmo ou não, nosso problemas sempre nos parecem maiores. Se há algo em que acredito, é que ninguém recebe um fardo mais pesado do que possa carregar. Por mais duros que sejam nossos dias, por mais doloroso que seja nosso medo, sobrevivemos. Uns apenas sobrevivem, se arrastando pelos dias. Outros buscam formas mais amenas de lidar. Formas que envolvem aceitar, encarar, esquecer, fugir, enlouquecer. Cada um à sua maneira. Mas acho que todos acabam por descobrir a verdade e chegam ao ponto de ter que decidir o que fazer com ela. Aí surgem as opções, às vezes todas se tornam etapas pra chegar em algum lugar. Às vezes todas se tornam etapas que não levam a lugar algum. Ou mesmo são etapas puladas, inalcançáveis, sei lá. A questão é essa necessidade de sentir que algo está resolvido, concluído. Na verdade a questão é nunca conseguir concluir… afinal a vida vai, é movimento, é mudança. Nada tem fim definitivo enquanto há vida. Se algo definitivo existe, este algo é a morte, e talvez nem tanto assim, já que tanto se discute sobre o que vem depois dela.

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Coisas chatas de ser gente…

Cara, tem hora que eu fico indignada com a falta de visão das pessoas. Você reclama de alguma atitude do outro, mas faz exatamente a mesma coisa. E quando digo “as pessoas” me incluo, também sou ser humano e tenho muitas dessas dificuldades. A quase “mania” de fazer drama com tudo, se fazendo de coitado sem considerar as razões do outro. Acho que muitas dessas situações somos nós mesmos que nos impomos, nos excluindo das coisas, achando que os outros é que devem “nos resgatar”. E cada vez fica mais claro que se não fizermos algo por nós mesmos, ninguém fará. Então vamos parar com essa babaquice de ironias e indiretas, e lembrar que nem sempre as coisas são do jeito que achamos. Diálogo, por mais incômodo que seja muitas vezes, é o caminho pra resolver grande parte dos problemas. E eu, talvez mais do que a pessoa que me inspirou a escrever isso, preciso pensar nessas coisas, na necessidade de falar mais o que penso, ao invés de ficar sofrendo, me fazendo de coitada, remoendo coisas que me fazem mal.

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O fazer sem pensar, sem querer…

O dia pede o escrever, o algo novo, inspiração.

As conversas, o café e o desespero exigem a tinta no papel, ou as letras digitadas no computador.

Mas haverá sentido fazê-lo sem aquele real desejo, sem aquele arrepio e força das palavras que vem?

Não que o fazer sentido seja necessário… Geralmente tudo isso é sem sentido, de fato.

Mas pode de alguma forma fazer bem. Pode de alguma forma tocar alguém…

E o esperar que isso se faça já é um impulso, incentivo.

E por fim, feito, está feito, e sem razão, apenas paira, como nuvens sem rumo, na imensidão do céu…Nuvens

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