Todos temos nossas crises. Nossos traumas, que se refletem em quem somos e como agimos. E não tem como medir, dizer que um é pior, melhor, mais ou menos intenso do que o do outro. Egoísmo ou não, nossos traumas são cheios de carga ruim pra nossas próprias vidas, e isso sempre parece pior pra quem vive. Claro que tem aqueles casos extraordinários, que impactam qualquer um, e fazem parecer que seus problemas são pequenos. Mas egoísmo ou não, nosso problemas sempre nos parecem maiores. Se há algo em que acredito, é que ninguém recebe um fardo mais pesado do que possa carregar. Por mais duros que sejam nossos dias, por mais doloroso que seja nosso medo, sobrevivemos. Uns apenas sobrevivem, se arrastando pelos dias. Outros buscam formas mais amenas de lidar. Formas que envolvem aceitar, encarar, esquecer, fugir, enlouquecer. Cada um à sua maneira. Mas acho que todos acabam por descobrir a verdade e chegam ao ponto de ter que decidir o que fazer com ela. Aí surgem as opções, às vezes todas se tornam etapas pra chegar em algum lugar. Às vezes todas se tornam etapas que não levam a lugar algum. Ou mesmo são etapas puladas, inalcançáveis, sei lá. A questão é essa necessidade de sentir que algo está resolvido, concluído. Na verdade a questão é nunca conseguir concluir… afinal a vida vai, é movimento, é mudança. Nada tem fim definitivo enquanto há vida. Se algo definitivo existe, este algo é a morte, e talvez nem tanto assim, já que tanto se discute sobre o que vem depois dela.

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2 comentários em “

  1. Olívia, estou sem sono e comecei a ler postagens do seu blog como se estivesse lendo um livro. Gosto do jeito que você aborda os temas a que se propõe escrever.
    Este post seu está muito bom. A gente lê e já se identifica. Fico pensando se me dessem esse tema para escrever, claro que sairia alguma coisa, todavia estaria longe da maturidade do seu texto. Parece até que você escreve com o coração. Tudo muito sensível.
    Gostei!

    Beijo!

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    1. Manoel, fico feliz que tenha vindo aqui ler mais postagens minhas!

      De fato escrevo com o coração. Até já tentei escrever por escrever, mas de fato não sai nada muito legal. Nesse texto acabei falando de um monte de coisa, mas que no fim creio que são todas questões que estão na mente da maioria das pessoas. E algo que tenho buscado atualmente, como um aprendizado e em busca de me tornar uma pessoa melhor, é ver todos os lados da situação. É tentar entender que as coisas não são estáticas, que o diverso está por aí em tudo o que existe! E que é preciso conviver harmoniosamente com ele.

      Obrigada por todos os seus comentários que sempre me deixam mais feliz (:

      beijo

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