Sobre as dores que guardamos

São tantas coisas que venho guardando, sentindo, acumulando e deixando inchar. Porque as palavras vêm fáceis aqui, quando escrevo, mas para falar elas não querem sair. Um certo medo que trava, medo das respostas, das palavras do outro que eu sei que podem machucar, pois já machucaram antes. Então calo, calo e vou me enchendo dessas mágoas todas, até que, quando não posso contê-las, elas me escapam em forma de lágrimas. Elas caem sem que eu possa controlar, geralmente quando tudo vêm à tona por uma razão qualquer, mesmo que pequena. E aí me entrego. Me obrigo a perceber que isso só me faz mal, mas o que não faz? Se eu realmente conseguisse dizer tudo o que penso, tudo o que me aflige, talvez causasse um mal maior, talvez minha mágoa fosse colocada para fora, cuspida, para que outro passasse a guardá-la dentro de si.

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