Introdução ao amor-próprio

Já tem algum tempo que estou numa jornada de auto conhecimento. Já falei pra vocês um pouquinho sobre o reiki, sobre a terapia, mas hoje quero falar sobre o ponto chave do processo: o amor-próprio.

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Demorou um pouquinho para que eu percebesse que o amor-próprio era a chave para todas as mudanças que eu desejo e sentia que não ia conseguir. Mas agora, com muita ajuda, leitura, vídeos e reflexões, entendi que nada do que vem de fora tem poder real sobre mim.

Na verdade até tem, mas um poder negativo que agora estou aprendendo a me livrar. Os outros tem o poder de me deixar pra baixo, mas só quando eu permito, e agora não permitirei mais. Não darei mais ouvidos aos que dizem que eu preciso emagrecer pra fazer qualquer coisa. Não darei ouvidos a quem diga o que eu preciso fazer pra ser feliz, pois isso só eu sei, e só vou descobrir quando parar de ouvir o exterior pra ouvir o interior.

Então é assim: entendi que o caminho da transformação é só a gente que constrói, ele vem de dentro, nós criamos a partir do que descobrimos sobre nós mesmos. O caminho do outro pode ter sido muito bom pra ele, mas provavelmente não será o melhor para nós.

Nessa trajetória eu precisei aprender a me impor. Não de uma maneira ruim, me colocando com ar de superioridade ou impondo minhas preferências, mas me impor como eu mesma, ser capaz de fazer minhas escolhas, ser completa, com qualidades e defeitos, com certas preferências, com certas convicções. E olha, pode parecer muito simples ser você mesmo, mas nem sempre é, pra mim não foi.

Eu sempre me preocupei muito com os outros, com o que pensariam, com o que sentiriam, sobre o que estavam esperando de mim. E muitas vezes eu agi e fiz escolhas pensando nisso. Pautei decisões importantes em “fulano recomendou, então deve ser bom”. E quando me dei conta do quanto isso foi negligente, fiquei pasma. Agora me parece óbvio que só eu posso ser responsável pelas minhas escolhas. Imagina só lidar com as consequências de uma escolha feita pra agradar outra pessoa? Tem muito potencial pra gerar raiva, desconforto, culpar o outro.

Agora me parece óbvio também que sou eu que devo tomar as decisões com base no que eu acredito e desejo, pois, afinal, serei eu que lidarei com as consequências, sejam boas ou ruins. Não me imagino mais carregando consequências de escolhas que os outros fizeram por mim, e acho que ninguém merece esse fardo. Mas, como sempre, não é fácil se desvencilhar. Porque nem sempre é fácil saber o que realmente queremos. Porque nem sempre é fácil ter coragem de assumir os riscos das nossas próprias decisões sem ter ninguém pra culpar se tudo der errado.

Mas o amor-próprio ajuda, e muito. Ele nos faz enxergar o que temos de bom. Ele nos mostra que somos capazes de tomar as melhores decisões pras nossas vidas. Ele nos deixa seguras de quem somos, mesmo que não tenhamos certeza do que isso significa. Ele nos faz confiar mais na nossa intuição, a ouvir mais o nosso coração sem medo.

O amor-próprio traz consigo o autocuidado. E quando nos cuidamos, nos amamos. E quando nos amamos, enxergamos nosso potencial. E enxergando nosso potencial, nos permitimos ir mais longe. Nos permitimos dizer não ao que nos faz mal e dizer sim para o que realmente importa em nossas vidas.

O amor-próprio nos aproxima da verdade. A verdade que está dentro de nós, geralmente escondida, esquecida, perdida debaixo de camadas e mais camadas de crenças limitantes que nos foram ensinadas desde sempre. Limpar essas camadas não é o processo mais agradável de se fazer, digo porque creio estar exatamente nesse momento. É aquela parte chata de encarar as mentiras que guardamos com tanto carinho. É a parte de desapegar de crenças confortáveis que no fundo sabemos que não dá pra manter. É a parte de entender que só nós mesmos podemos fazer essa limpeza – por mais que você tenha pessoas te auxiliando elas não podem fazer por você.

 

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5 comentários em “Introdução ao amor-próprio

    1. Exato! Pelo menos pela minha experiência acredito que é isso… Um “ser forte” que não quer dizer ficar aguentando sofrimentos, mas sim saber lidar com os problemas de uma melhor maneira :)

      Curtido por 1 pessoa

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