Todas em cada uma 

No último post, que foi na categoria Mensagens do Bem, comentei sobre um projeto que venho agora explicar. Idealizado pelo Derick do Andino Brechó  o projeto colaborativoTodas em cada uma teve intenção de abranger a diversidade corporal, baseando-se nos traços femininos e unificando a variedade de texturas que o brechó atende, unindo assim diversidade de forma e diversidade de textura.

Eu, Percilia, Derick, Iara e Suri

 

Quando recebi o convite me senti honrada, de verdade. Ser mulher e poder expressar meu eu nesse projeto foi ótimo. O próprio nome já me chamou atenção e me fez sentir afinidade: sou muitas em uma. Tenho minhas peculiaridades, mas tenho muito em comum com todas as mulheres.

Saber que faria parte disso junto de outras mulheres tão especiais também foi incrível. Ver as nossas diferenças e saber que independente disso somos MULHERES foi incrível. De formas, cores, idades, texturas e histórias diversas, somos uma só quando clamamos por liberdade e igualdade de direitos.

Também vale mencionar a importância do projeto para a nossa autoestima, bem como para a representatividade que sabemos ser tão importante para o empoderamento feminino. Por isso parabenizo o Andino por mostrar que todas as mulheres e todos os corpos devem ser valorizados. Parabenizo minhas companheiras Percilia, Iara e Walleria pela coragem de se mostrarem enquanto mulheres reais. Parabenizo o fotógrafo e namorado Rafa (acompanhem o trabalho dele no Instagram!) por retratar tão lindamente tudo isso. E mesmo que pareça egocêntrico vou me dar os parabéns também por todo o caminho percorrido que me trouxe até esse ponto e me permitiu estar de corpo e alma em mais um projetinho.

Pra encerrar, uma poesia que o Derick usou na legenda de uma das minhas fotos e que achei maravilhosamente adequada:

“Quem você pensa que é?”
perguntou pra mim de queixo em pé…
Sou forte,
fraca,
generosa,
egoísta,
angustiada,
perigosa,
infantil,
astuta,
aflita,
serena,
indecorosa,
inconstante,
persistente,
sensata e corajosa,
como é toda mulher,
poderia ter respondido,
mas não lhe dei essa colher.

(Martha Medeiros)

 

 

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