2018

O ano novo ainda não começou aqui no blog, mas na minha vida sim.

Muita coisa já rolou, apesar de eu estar de férias e não ter executado a primeira meta das metas que é: organizar as metas. Na verdade não tenho uma lista de metas a cumprir, repleta de tudo o que eu PRE-CI-SO fazer nesse ano, mas eu quero começar o ano mais organizada, conseguir visualizar minha rotina, meus horários, pra desfrutar do tempo da melhor maneira possível.

E, como vocês tem visto, o blog já não é uma das minhas prioridades, e tem ficado um tantinho de lado. Ainda não tenho algo estabelecido sobre o que fazer com esse cantinho tão especial, mas sei o que não fazer: acabar com ele. Sim, isso quer dizer que o blog continua. Ainda não sei como, mas está bem aqui.

Não vou fazer promessas de postar mais esse ano, de finalizar projetos ou começar novos por aqui. Eu realmente tenho sentido necessidade de seguir os meus momentos, e às vezes eu só não tô na vibe de criar posts pra cá.

Pra falar a verdade eu até tô escrevendo umas coisas, mas que ainda não tenho a segurança de que preciso pra tornar público (considerando que esse blog é público e acessado por amigos, familiares e qualquer pessoas que queira).

Então é isso: tudo certo e nada resolvido.

Pode dar START em 2018 aí, porque as questões já estão fervilhando e são elas que movem esse querido blog que não recebe esse nome à toa.

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2017 chegando ao fim (isso não é uma retrospectiva)

O fim de 2017 pode ser uma notícia boa ou ruim pra você dependendo de muitos fatores.

Se focarmos nas coisas boas, os últimos dias do ano podem ser ideais para finalizarmos pendências, resolver aquilo que ficou pelo caminho pra começar 2018 com tranquilidade. Pode ser também aquele momento para refletir sobre as coisas que aconteceram ao longo de 2017, lembrar bons momentos e ver que até mesmo os ruins serviram de alguma forma pelo aprendizado que trouxeram.

Pra mim esse ano pode ser resumido como INTENSO. Aconteceu tanta coisa que eu nem me lembro direito. Mas me lembro de que antes dele eu tinha muito mais insegurança e medo por aqui. Em 2017 eu passei a me sentir mais confortável em sala de aula, mais segura comigo mesma, seja com meu corpo ou com quem eu sou num aspecto de personalidade. Em 2017 eu compreendi algumas coisas importantes que fizeram com que meus relacionamentos, em geral, melhorassem. Acho que aprendi mais sobre empatia, e sobre como todos nós temos qualidades e defeitos, podendo ser incríveis em certas coisas e horríveis em outras, e tudo bem.

Em 2017 eu me joguei totalmente na jornada interior, nessa busca por me entender melhor e assim conseguir fazer mudanças (ou pelo menos tentativas) no sentido de me tornar alguém melhor. Li uns bons livros e tem vários já começados pra continuar mantendo esse bom hábito pra 2018. Comecei a fazer acupuntura e essa é mais uma daquelas coisas que vou recomendar pra todo mundo.

Em 2017 eu fiz amigos, me envolvi em projetos, viajei, planejei, dei aulas, fiz mandalas, estive com pessoas que eu amo demais. Eu me aprofundei no sentimento de gratidão e vi a sincronicidade acontecer diante de mim. Me fortaleci como mulher e agradeço às mulheres inspiradoras que encontrei pelo caminho e que me deram tantas lições importantes.

Enfim, tenho tentado cada vez mais praticar o “estar no presente“, deixando o passado lá pra não ficar remoendo coisas e aguardando o futuro com muita ansiedade, já que sobre ele nada se sabe. Mas essa época do ano acaba reunindo algumas lembranças e algumas projeções, por isso quero aproveitar pra encerrar 2017 com bons sentimentos, gratidão principalmente por tudo o que vivi e aprendi. Assim, que 2018 possa chegar com esses mesmos bons sentimentos e com todas as boas novas que um ano novo pode trazer!

Celebração, Festival, Sparkler, Fogos De Artifício

FELIZ 2018 PRA NÓS!

 

Todas em cada uma 

No último post, que foi na categoria Mensagens do Bem, comentei sobre um projeto que venho agora explicar. Idealizado pelo Derick do Andino Brechó  o projeto colaborativoTodas em cada uma teve intenção de abranger a diversidade corporal, baseando-se nos traços femininos e unificando a variedade de texturas que o brechó atende, unindo assim diversidade de forma e diversidade de textura.

Eu, Percilia, Derick, Iara e Suri

 

Quando recebi o convite me senti honrada, de verdade. Ser mulher e poder expressar meu eu nesse projeto foi ótimo. O próprio nome já me chamou atenção e me fez sentir afinidade: sou muitas em uma. Tenho minhas peculiaridades, mas tenho muito em comum com todas as mulheres.

Saber que faria parte disso junto de outras mulheres tão especiais também foi incrível. Ver as nossas diferenças e saber que independente disso somos MULHERES foi incrível. De formas, cores, idades, texturas e histórias diversas, somos uma só quando clamamos por liberdade e igualdade de direitos.

Também vale mencionar a importância do projeto para a nossa autoestima, bem como para a representatividade que sabemos ser tão importante para o empoderamento feminino. Por isso parabenizo o Andino por mostrar que todas as mulheres e todos os corpos devem ser valorizados. Parabenizo minhas companheiras Percilia, Iara e Walleria pela coragem de se mostrarem enquanto mulheres reais. Parabenizo o fotógrafo e namorado Rafa (acompanhem o trabalho dele no Instagram!) por retratar tão lindamente tudo isso. E mesmo que pareça egocêntrico vou me dar os parabéns também por todo o caminho percorrido que me trouxe até esse ponto e me permitiu estar de corpo e alma em mais um projetinho.

Pra encerrar, uma poesia que o Derick usou na legenda de uma das minhas fotos e que achei maravilhosamente adequada:

“Quem você pensa que é?”
perguntou pra mim de queixo em pé…
Sou forte,
fraca,
generosa,
egoísta,
angustiada,
perigosa,
infantil,
astuta,
aflita,
serena,
indecorosa,
inconstante,
persistente,
sensata e corajosa,
como é toda mulher,
poderia ter respondido,
mas não lhe dei essa colher.

(Martha Medeiros)

 

 

Comece se amando

comece se amando

Recentemente fiz umas fotos pra um projeto super especial (contarei num próximo post!) e isso me inspirou bastante a pensar sobre amor próprio, autoestima e empoderamento.

Quem me acompanha já sabe que esses são temas muito presentes na minha vida recentemente, portanto acabam aparecendo bastante por aqui. A princípio achei que para as Mensagens do Bem não faria muito sentido, mas depois vi que faz sim, sabe porquê? Porque pra espalhar o bem por aí precisamos começar por nós mesmos.

Se queremos dar amor, precisamos receber amor, e isso começa por nós mesmos: amor próprio, o nome já diz. A capacidade de exercitar o amor por si contribui para exercitar o amor pelo próximo. Muitas vezes estamos em desequilíbrio em algum desses sentidos: ou temos excessivo cuidado com o outro e nos negligenciamos, ou nos preocupamos demais com a gente e colocamos os demais em segundo plano. Acredito que os dois tipos de desequilíbrio são prejudiciais, ao nos doarmos demais sem nos cuidar vamos nos desgastando lentamente, às vezes sem perceber, mas em algum momento isso vai nos consumir de uma forma absurda. Ao nos colocarmos como centro do universo ignorando as outras pessoas e seus sentimentos nos tornamos egocêntricos e esquecemos que como seres humanos dependemos uns dos outros e precisamos das relações para ter uma vida saudável.

Enfim, a mensagem de hoje é comece se amando, pois esse amor vai se expandir e atingir mais e mais pessoas 

Mensagens do Bem – O Retorno

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A categoria Mensagens do Bem aqui do blog é minha queridinha e não escondo isso de ninguém. Mas, infelizmente, nesse ano de 2017 ela ficou abandonada. Sei que desenvolvi muitos outros projetos e ideias que tem seu valor, mas realmente fico chateada de ter deixado essa partezinha de lado.

Por isso, resolvi ao menos tentar retomar esse projetinho nesse fim de ano. O clima natalino sempre contribui para as pessoas abrirem seus corações, e as Mensagens do Bem também tem esse intuito de trazer algo positivo.

Mas antes do retorno oficial, quero pedir uma ajudinha pra vocês:

O que gostariam de ver na categoria Mensagens do Bem?

Me mandem ideias, sugestões ou contem qual foi sua mensagem preferida até agora :)

Beijos!

 

 

Como sensibilizar pelo exemplo, não com cobranças

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Eu tenho visto algumas pessoas reclamando da falta de atuação das outras, seja numa luta específica ou algo mais geral como a “construção de um mundo melhor” ou algo do tipo. Apesar de entender totalmente e também ter esse desejo de que todos sejam atuantes, acho que essa cobrança não muda nada e pode até acabar sendo ruim.

Será que alguém ler uma crítica que pode ser bem cabível a ela mesma vai fazer com que mude de postura? Será que uma indireta de Facebook vai afetar tanto alguém que simplesmente a pessoa vai passar a fazer alguma coisa? Eu acho que não. E acho que isso só cria uma situação desagradável em que parece que quem faz é uma pessoa melhor e quem não faz é uma pessoa horrível.

E se a gente simplesmente fizesse a nossa parte e usasse o nosso exemplo pra sensibilizar as pessoas? Palavras soam e somem. Palavras podem atingir os outros com sentidos diferentes da intenção inicial.

Então sugiro: ao invés de reclamar por quem não faz, faça e valorize quem faz. Não deixe sua boa intenção se transformar em algo ruim, mas sim permita que isso se espalhe da melhor forma. Convide as pessoas a participar, mostre o que você tem feito, estimule a atuação. Precisamos repensar as ferramentas que temos usado, e certamente uma boa estratégia é afastar a raiva e trazer sentimentos de amor, compaixão e compreensão, em busca do bem, sempre.

Esse texto foi produzido originalmente para o PROJETO FAÇA VALER

Trabalho voluntário: o que tenho aprendido

Eu ando meio sumida e nem sei se contei pra vocês sobre um projeto maravilhoso que está enchendo meu coração de alegria e bom ânimo: a Casassa (pronúncia: Cazaça).

A Casassa é um projeto de acolhimento à população LGBT+ em situação de vulnerabilidade – especialmente naqueles casos em que pessoas são expulsas de casa por sua orientação sexual ou identidade de gênero, vista como inadequada pelos familiares – com certeza você já ouviu falar disso, na vida real ou na ficção.

Enfim, o projeto está se desenvolvendo, se estruturando e creio que logo iremos abrir as portas oficialmente para o acolhimento. Por enquanto já temos ações para arrecadar fundos e integrar a comunidade LGBT+ de Presidente Prudente e região.

Mas mais do que apresentar o projeto – e convidar vocês pra acompanharem a gente no Facebook e Instagram – quero falar da minha experiência com o voluntariado.

Sabe, eu sempre achei lindo trabalho voluntário. Sempre foi algo que admirei e ficava pensando: “um dia vou fazer isso!”, mas o dia não chegava. Às vezes eu até me sentia mal por não fazer algo do tipo, sentia que eu estava devendo pra sociedade de alguma forma. Mas eu simplesmente não sentia uma afinidade que me fizesse participar de fato de algum projeto voluntário. Eu sempre acabava fazendo doações, mas nunca indo botar a mão na massa. Isso sempre foi mais fácil, mas não quero de forma alguma dizer que essa parte é menos importante. Na verdade eu acho que todo tipo de ajuda é válido, e não vejo graça em diminuir qualquer tipo. Mas eu ainda sentia necessidade de me envolver mais profundamente com alguma coisa. Talvez eu só não estivesse pronta, ou talvez precisasse de um projeto que me contagiasse como a Casassa me contagiou.

Vou contar a historinha de como tudo começou: de repente fui colocada num grupo de Facebook da tal Casassa, vários amigos faziam parte também e lendo sobre a iniciativa achei bem legal. Só depois entendi que a iniciativa ainda era embrionária, estava sendo construída, e haveria uma reunião para tratar do assunto. A reunião era num dia e horário que eu podia comparecer, então fui. Cheguei sozinha e identifiquei um total de zero pessoas conhecidas. Mas os desconhecidos pareciam ser legais e me senti bem.

No decorrer da reunião já aconteceu algo bem diferente: identifiquei que haviam pessoas trans ali. Dois homens e uma mulher. EU NUNCA HAVIA ESTADO NUM AMBIENTE COM PESSOAS TRANS. Pelo menos não que eu soubesse. E foi muito importante, despertou em mim muitas reflexões sobre como essas pessoas são invisibilizadas e excluídas dos espaços sociais. As histórias contadas por elas contribuíram ainda mais pro meu interesse pelo projeto: as pessoas LGBT+ precisam realmente de ajuda.

E de repente fui num segunda, terceira, quarta reunião. E quando me dei conta estava envolvida de corpo e alma. Em menos de um mês os colegas de projeto se tornaram amigos, pois as afinidades inegáveis nos aproximaram rapidamente. Até modelo fotográfica pra divulgação do bazar eu fui (um belo exercício de autoestima, considerando que a minha beleza está fora dos padrões estabelecidos).

 


Tenho aprendido em cada etapa. Aprendido sobre mim, sobre os outros e sobre o mundo. Gosto de listas, então pra contemplar o título desse post, vou listar algumas coisas que aprendi:

  • Vá atrás do que você quer, do que te interessa, mesmo que sozinho.
  • Não deixe o desânimo dos outros atingir você, você não precisa de apoio em tudo o que for fazer.
  • As pessoas são diferentes, entenda e respeite isso.
  • Respeite o seu limite, seu espaço, tempo e necessidades.
  • Encontre projetos que despertem o que há de bom em você.
  • Lidar com pessoas desperta também coisas ruins. Aproveite para encará-las e descobrir como melhorar.
  • Faça sua parte da melhor forma possível e ficará com a consciência tranquila.
  • Não se compare aos outros ou espere que façam as coisas como você.
  • No trabalho em grupo é importante estar disposto a abrir mão de algumas coisas.
  • No trabalho em grupo é importante se colocar com firmeza quando necessário.
  • No trabalho em grupo é importante ouvir, falar, repensar e refazer.
  • Cresço mais em contato com os outros do que isolada comigo mesma.
  • Quando o objetivo é o bem e o amor, as coisas fluem.
  • Identificar quando fez merda e se perdoar é importante.
  • Identificar quando fez merda e pedir desculpa aos outros é importante.
  • Nada sairá exatamente como o planejado, e está tudo bem.
Equipe da Casassa no BAZARSASSO

Espero que tenham gostado! Alguém aí faz trabalho voluntário? Adoraria saber algumas histórias sobre esse assunto, deixem nos comentários!

Beijos!

BULLYING: Precisamos Falar Sobre

“Bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. O termo bullying tem origem na palavra inglesa bully, que significa valentão, brigão. Mesmo sem uma denominação em português, é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato.”

A definição foi tirada daqui, e recomendo que leiam o artigo completo que é bem interessante. 

O acontecimento na escola de Goiânia em que um garoto atirou em colegas na sala de aula levantou, dentro outros temas, a questão do bullying. Não quero levar a discussão pra julgamentos sobre a motivação do garoto, sobre procedência da arma ou qualquer outra coisa: quero aproveitar pra falar de bullying e de outras formas de agressão (a definição de bullying fala em agressões repetidas, mas creio, particularmente, que mesmo acontecimentos pontuais possam prejudicar gravemente os que sofrem). Esse tipo de acontecimento funciona como um gatilho pra se falar do assunto, então acredito que o momento precisa ser usado pra isso. Pensar em bullying por conta dessa situação me fez lembrar de alguns momentos ruins passados por mim na época da escola. Infelizmente, parece que tenho mais recordações dos momentos de tristeza que tive por conta dessas “brincadeiras” do que memórias de momentos felizes na escola.

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E sabe, me entristece muito quando vejo esse discurso de “na minha época tinha isso e todo mundo levava numa boa”, ou “era só reagir e zoar o colega também que ficava tudo bem”, ou “que mimimi, agora tem até nome difícil pra falar disso?”, ou “eu zoava meus amigos e eles sabiam que era brincadeira e não se importavam”. SERÁ MESMO? Talvez quem diz essas coisas nunca tenha passado por uma situação constrangedora em que todos riem de você, ou te perseguem e ameaçam. Só podem ser pessoas que nunca foram zoadas por uma característica física, ou, no mínimo, tinham uma auto estima no teto pra não se importar com nada disso.

Deixe-me contar uma história (ou algumas): nem sei bem como, mas lá pela 5ª série um grupo de meninas da minha sala começou a me odiar. Além de me afastarem do grupo, o que me fazia ficar sozinha nos intervalos, rolaram duas situações muito marcantes (tanto que lembro delas até hoje). Fui encurralada por elas no banheiro e ameaçada de apanhar. Também teve uma atividade em sala em que deveríamos criar uma história e uma delas leu em voz alta a história sobre o ventilador de teto cair e matar uma menina (claro, a menina era eu). A professora apenas comentou sobre como a história era “estranha” e ficou por isso mesmo. Mas eu, como já deu pra perceber, gravei esse momento. Não sei se pela constante exclusão ou por algum motivo pontual em algum momento fui chamada junto com uma das meninas pra falar com a diretora da escola. O que aconteceu? Ela nos obrigou a pedir desculpas e nos abraçar. E eu realmente acreditei que ia ficar tudo bem, enquanto a garota só fez um teatrinho que durou até passar pela porta da sala da diretoria. E claro, eu lembro disso até hoje.

Pode parecer besteira pra alguns de vocês que estão lendo isso aqui, mas eu tenho certeza que muitos também vão entender do que eu estou falando. Querem mais histórias? Talvez essas não se encaixem no conceito de bullying porque foram pontuais, mas me marcaram bastante também: acho que foi também na 5ª série, no início das aulas, fui zoada por levar pra escola um fichário do Pikachu.

pikachu

Sim, deveríamos todos ter uns 10 anos, mas o fato de assumir gostar de Pokémon era uma vergonha, pois se esperava das meninas dessa idade que levassem fichários cor-de-rosa de algum tema mais “evoluído” e não essa coisa de criancinha que era Pokémon. Um belo dia também veio falar comigo um menino da turma que eu nem conhecia direito e me perguntou se eu tinha sido atropelada por uma Scania. Eu nem entendi porque não sabia o que era uma Scania. Tiveram que me explicar a piada pra eu entender que era uma referência à minha testa grande que parecia ter ficado assim por um atropelamento de caminhão.

Histórias, histórias. Vocês devem conhecer muitas, mas eu quis contar algumas das minhas, as que mais marcaram e estão vivas na minha memória, pra mostrar que essas brincadeiras não são coisas passageiras, bobagens de crianças que “depois passa”. Pode ser que sim, que algumas crianças sejam capazes de superar e esquecer, mas outras não. E realmente vamos negligenciar as que precisam de cuidado pra validar a necessidade das outras de humilhar e ferir? Algo errado não está certo. Ainda não ficou claro que seria melhor uma escola e um mundo onde TODOS são respeitados e convivem em harmonia? Sim, parece utópico e difícil, mas só por isso não vamos nem tentar? Vamos esperar acontecer com alguém muito próximo pra nos sensibilizar? Vamos esperar acontecer uma tragédia com mortes pra pensar melhor sobre o assunto e não sair negligenciando o tema só porque “somos sobreviventes” de um época em que o termo bullying não existia?

Sinceramente, eu fico triste demais de ver a dificuldade que as pessoas tem em desenvolver EMPATIA. Não tô dizendo que é fácil e que a gente nasce com isso, mas poxa, hoje em dia o acesso à informação é tão mais fácil, porque não aproveitamos isso pra nos tornarmos pessoas melhores? Digo isso porque certamente também pequei quando criança. Não me lembro de ter praticado bullying diretamente (até porque geralmente quem pratica não lembra, só quem sofre, não é mesmo?) mas já vi situações de bullying e não fiz nada. Demorou um tempo até eu aprender que omissão também é ruim, e pra eu me fortalecer o suficiente pra enfrentar em situações assim. Mas hoje eu consigo, e acredito que você é capaz de conseguir também.

5 filmes que assisti nos cinemas em Outubro

Sim, nem é fim do mês e fui aos cinemas ver 5 filmes! Mas vamos contextualizar: viajei pra São Paulo no feriadão e como na minha cidade os filmes são bem restritos, sempre que vou pra capital tento aproveitar ao máximo!

A boa notícia foi que em dois desses filmes paguei apenas R$2,00 no ingresso! Foram eles: Uma mulher fantástica e As duas Irenes. Ambos assistidos no Cine Olido, sala de cinema localizada na Galeria Olido, no centro de SP. Esses filmes faziam parte do Circuito SPcine, um projeto com intuito de democratizar o acesso ao cinema (muito válido inclusive, pois em SP os ingressos são bem caros em salas comuns, como aquelas de shoppings!).

Vamos aos comentários sobre os filmes?! Não vou contar a história e do que tratam, mas deixo o trailer pra contextualizar. A ideia é comentar minhas percepções pessoais sobre as obras, e quem sabe incentivar aqueles que ainda não assistiram!

 

O melhor professor da minha vida

Acho que foi um dos meus preferidos dessa temporada, não só por me identificar diretamente – por ser também professora e enfrentar a necessidade latente de encontrar formas inovadoras de ensino para transpor a forma tradicional que já não funciona bem – mas também pela história, pelos personagens e pela mensagem que considero muito relevante. Pra mim, reforçou a questão da existência das desigualdades sociais e a forma como isso prejudica as novas gerações, mantendo o abismo entre as classes sociais. Por outro lado, também mostrou algum otimismo ao vermos através do exemplo que uma mudança é possível, difícil, mas possível.

Uma mulher fantástica

Importantíssimo para visualizarmos a posição de uma pessoa trans na sociedade atualmente. A invisibilidade, o preconceito, a violência e, o que mais me chamou atenção, a forma como não se consegue ver essas pessoas como iguais. Algumas cenas que acredito terem pretensão de apresentar uma simbologia acabam ficando um pouco confusas ou forçadas, mas no geral achei um filme interessante, não apenas pela questão da transexualidade, mas pela história em si.

As duas Irenes

Um filme Brasileiro com B maiúsculo. Despertou memórias, reconhecimentos, nostalgias. Não só pela idade e fase das meninas, pelas quais todos passamos, mas pela fotografia e cenografia que me levaram a retomar as férias na fazenda com móveis antigos, a sensação de liberdade de morar em cidade pequena. A questão do patriarcado aparece sutilmente, mas de forma notável. Trata de questões familiares complexas com uma delicadeza interessante.

A menina índigo

Confesso que no início tudo indicava que seria um filme “bobinho”, um filme que teria um grande potencial, mas uma abordagem fraca demais. Mas acabou me surpreendendo positivamente, principalmente quando entendi que o tema é muito novo para a maioria das pessoas, e uma abordagem mais complexa iria atrapalhar. Assim, acho que o filme cumpre seu papel ao trazer o assunto à tona, ao nos fazer pensar sobre as mudanças que estamos enfrentando no mundo e sobre como podemos lidar com tudo isso.

Como nossos pais

Um drama reflexivo e super atual. Feminismo, monogamia, relações familiares, educação, liberdade, desejos: tudo isso aparece na história. Acho que no fim, pra mim, ficou uma mensagem de que, apesar do “ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”, podemos romper o ciclo. Podemos identificar os erros e tentar não repeti-los, assim como aprendemos a copiar os acertos. Na verdade, entendo que importante é saber trilhar nosso próprio caminho, sem se prender aos padrões, sejam familiares ou sociais. Quando o filme desperta essas reflexões dá pra dizer que é bom, certo?

E aí, gostaram? Quem já viu algum desses filmes? Adoraria ver nos comentários as percepções de vocês sobre eles! E pra quem não assistiu, me conta se ficou afim de ver algum!

Beijos!

 

Projetinhos, projetinhos

Esses dias em uma conversa com amigos comentávamos como um deles, geminiano como eu, se envolvia em diversos projetos ao mesmo tempo tornando a vida uma correria só. Fiquei pensando que eu não tinha essa característica geminiana tão aflorada, mas estou vendo que na verdade tenho sim.

Minhas atividades e gostos são bem ecléticos, e atualmente atuo como professora, escrevo neste blog, faço mandalas de lã e participo de um projeto social (que apresentarei no próximo post com todos os detalhes!) dentre outras muitas atividades cotidianas “menos oficiais”.

Olhando assim pode parecer pouco até, mas garanto pra vocês que tudo isso ocupa um belo tempo da vida, ainda mais considerando um cotidiano que envolver também os cuidados com a casa, a atenção necessária à família, o autocuidado com terapia, exercício físico, etc. etc. etc.

Maaaaas, apesar de todas essas atividades e correrias, eu me envolvi em outro projeto – e foi aí que eu percebi que sou dos projetinhos sim, agora assumo! – e vou falar um pouquinho sobre isso.

Estava rolando a timeline do Facebook quando vi a Fernanda fazendo um convite pra pessoas que quisessem contribuir.

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Como tudo começou

Na hora pensei em todas as mil coisas em que eu já estava envolvida, mas não resisti em participar de mais uma, já que condiz totalmente com minha perspectiva sobre o mundo, que é: precisamos espalhar coisas boas por aí.

(Falando um pouquinho sobre isso: tenho pensado em como a grande mídia e nós mesmos em nossas redes sociais temos o costume de reproduzir notícias ruins, gastar nosso tempo com críticas, assuntos pesados. Não que tenhamos que ignorar os problemas que de fato existem e são muitos, mas acho necessário valorizarmos as coisas boas, pra não correr o risco da gente acreditar que tudo é só desgraça e que o mundo não tem mais jeito, ou não vale a pena lutar por algo melhor.)

E o Projeto Faça Valer tem essa luz que precisamos! Fico honrada de apresentar pra vocês minha primeira contribuição com esse projeto: Recarregar as energias pra sentir-se bem. Como o título diz, é sobre recarregar as energias e a importância disso no nosso cotidiano, cliquem no link pra ler o post completo no site do projeto!

Espero que gostem e passem a acompanhar esse projetinho do bem :)

Beijos!