BULLYING: Precisamos Falar Sobre

“Bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. O termo bullying tem origem na palavra inglesa bully, que significa valentão, brigão. Mesmo sem uma denominação em português, é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato.”

A definição foi tirada daqui, e recomendo que leiam o artigo completo que é bem interessante. 

O acontecimento na escola de Goiânia em que um garoto atirou em colegas na sala de aula levantou, dentro outros temas, a questão do bullying. Não quero levar a discussão pra julgamentos sobre a motivação do garoto, sobre procedência da arma ou qualquer outra coisa: quero aproveitar pra falar de bullying e de outras formas de agressão (a definição de bullying fala em agressões repetidas, mas creio, particularmente, que mesmo acontecimentos pontuais possam prejudicar gravemente os que sofrem). Esse tipo de acontecimento funciona como um gatilho pra se falar do assunto, então acredito que o momento precisa ser usado pra isso. Pensar em bullying por conta dessa situação me fez lembrar de alguns momentos ruins passados por mim na época da escola. Infelizmente, parece que tenho mais recordações dos momentos de tristeza que tive por conta dessas “brincadeiras” do que memórias de momentos felizes na escola.

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E sabe, me entristece muito quando vejo esse discurso de “na minha época tinha isso e todo mundo levava numa boa”, ou “era só reagir e zoar o colega também que ficava tudo bem”, ou “que mimimi, agora tem até nome difícil pra falar disso?”, ou “eu zoava meus amigos e eles sabiam que era brincadeira e não se importavam”. SERÁ MESMO? Talvez quem diz essas coisas nunca tenha passado por uma situação constrangedora em que todos riem de você, ou te perseguem e ameaçam. Só podem ser pessoas que nunca foram zoadas por uma característica física, ou, no mínimo, tinham uma auto estima no teto pra não se importar com nada disso.

Deixe-me contar uma história (ou algumas): nem sei bem como, mas lá pela 5ª série um grupo de meninas da minha sala começou a me odiar. Além de me afastarem do grupo, o que me fazia ficar sozinha nos intervalos, rolaram duas situações muito marcantes (tanto que lembro delas até hoje). Fui encurralada por elas no banheiro e ameaçada de apanhar. Também teve uma atividade em sala em que deveríamos criar uma história e uma delas leu em voz alta a história sobre o ventilador de teto cair e matar uma menina (claro, a menina era eu). A professora apenas comentou sobre como a história era “estranha” e ficou por isso mesmo. Mas eu, como já deu pra perceber, gravei esse momento. Não sei se pela constante exclusão ou por algum motivo pontual em algum momento fui chamada junto com uma das meninas pra falar com a diretora da escola. O que aconteceu? Ela nos obrigou a pedir desculpas e nos abraçar. E eu realmente acreditei que ia ficar tudo bem, enquanto a garota só fez um teatrinho que durou até passar pela porta da sala da diretoria. E claro, eu lembro disso até hoje.

Pode parecer besteira pra alguns de vocês que estão lendo isso aqui, mas eu tenho certeza que muitos também vão entender do que eu estou falando. Querem mais histórias? Talvez essas não se encaixem no conceito de bullying porque foram pontuais, mas me marcaram bastante também: acho que foi também na 5ª série, no início das aulas, fui zoada por levar pra escola um fichário do Pikachu.

pikachu

Sim, deveríamos todos ter uns 10 anos, mas o fato de assumir gostar de Pokémon era uma vergonha, pois se esperava das meninas dessa idade que levassem fichários cor-de-rosa de algum tema mais “evoluído” e não essa coisa de criancinha que era Pokémon. Um belo dia também veio falar comigo um menino da turma que eu nem conhecia direito e me perguntou se eu tinha sido atropelada por uma Scania. Eu nem entendi porque não sabia o que era uma Scania. Tiveram que me explicar a piada pra eu entender que era uma referência à minha testa grande que parecia ter ficado assim por um atropelamento de caminhão.

Histórias, histórias. Vocês devem conhecer muitas, mas eu quis contar algumas das minhas, as que mais marcaram e estão vivas na minha memória, pra mostrar que essas brincadeiras não são coisas passageiras, bobagens de crianças que “depois passa”. Pode ser que sim, que algumas crianças sejam capazes de superar e esquecer, mas outras não. E realmente vamos negligenciar as que precisam de cuidado pra validar a necessidade das outras de humilhar e ferir? Algo errado não está certo. Ainda não ficou claro que seria melhor uma escola e um mundo onde TODOS são respeitados e convivem em harmonia? Sim, parece utópico e difícil, mas só por isso não vamos nem tentar? Vamos esperar acontecer com alguém muito próximo pra nos sensibilizar? Vamos esperar acontecer uma tragédia com mortes pra pensar melhor sobre o assunto e não sair negligenciando o tema só porque “somos sobreviventes” de um época em que o termo bullying não existia?

Sinceramente, eu fico triste demais de ver a dificuldade que as pessoas tem em desenvolver EMPATIA. Não tô dizendo que é fácil e que a gente nasce com isso, mas poxa, hoje em dia o acesso à informação é tão mais fácil, porque não aproveitamos isso pra nos tornarmos pessoas melhores? Digo isso porque certamente também pequei quando criança. Não me lembro de ter praticado bullying diretamente (até porque geralmente quem pratica não lembra, só quem sofre, não é mesmo?) mas já vi situações de bullying e não fiz nada. Demorou um tempo até eu aprender que omissão também é ruim, e pra eu me fortalecer o suficiente pra enfrentar em situações assim. Mas hoje eu consigo, e acredito que você é capaz de conseguir também.

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5 filmes que assisti nos cinemas em Outubro

Sim, nem é fim do mês e fui aos cinemas ver 5 filmes! Mas vamos contextualizar: viajei pra São Paulo no feriadão e como na minha cidade os filmes são bem restritos, sempre que vou pra capital tento aproveitar ao máximo!

A boa notícia foi que em dois desses filmes paguei apenas R$2,00 no ingresso! Foram eles: Uma mulher fantástica e As duas Irenes. Ambos assistidos no Cine Olido, sala de cinema localizada na Galeria Olido, no centro de SP. Esses filmes faziam parte do Circuito SPcine, um projeto com intuito de democratizar o acesso ao cinema (muito válido inclusive, pois em SP os ingressos são bem caros em salas comuns, como aquelas de shoppings!).

Vamos aos comentários sobre os filmes?! Não vou contar a história e do que tratam, mas deixo o trailer pra contextualizar. A ideia é comentar minhas percepções pessoais sobre as obras, e quem sabe incentivar aqueles que ainda não assistiram!

 

O melhor professor da minha vida

Acho que foi um dos meus preferidos dessa temporada, não só por me identificar diretamente – por ser também professora e enfrentar a necessidade latente de encontrar formas inovadoras de ensino para transpor a forma tradicional que já não funciona bem – mas também pela história, pelos personagens e pela mensagem que considero muito relevante. Pra mim, reforçou a questão da existência das desigualdades sociais e a forma como isso prejudica as novas gerações, mantendo o abismo entre as classes sociais. Por outro lado, também mostrou algum otimismo ao vermos através do exemplo que uma mudança é possível, difícil, mas possível.

Uma mulher fantástica

Importantíssimo para visualizarmos a posição de uma pessoa trans na sociedade atualmente. A invisibilidade, o preconceito, a violência e, o que mais me chamou atenção, a forma como não se consegue ver essas pessoas como iguais. Algumas cenas que acredito terem pretensão de apresentar uma simbologia acabam ficando um pouco confusas ou forçadas, mas no geral achei um filme interessante, não apenas pela questão da transexualidade, mas pela história em si.

As duas Irenes

Um filme Brasileiro com B maiúsculo. Despertou memórias, reconhecimentos, nostalgias. Não só pela idade e fase das meninas, pelas quais todos passamos, mas pela fotografia e cenografia que me levaram a retomar as férias na fazenda com móveis antigos, a sensação de liberdade de morar em cidade pequena. A questão do patriarcado aparece sutilmente, mas de forma notável. Trata de questões familiares complexas com uma delicadeza interessante.

A menina índigo

Confesso que no início tudo indicava que seria um filme “bobinho”, um filme que teria um grande potencial, mas uma abordagem fraca demais. Mas acabou me surpreendendo positivamente, principalmente quando entendi que o tema é muito novo para a maioria das pessoas, e uma abordagem mais complexa iria atrapalhar. Assim, acho que o filme cumpre seu papel ao trazer o assunto à tona, ao nos fazer pensar sobre as mudanças que estamos enfrentando no mundo e sobre como podemos lidar com tudo isso.

Como nossos pais

Um drama reflexivo e super atual. Feminismo, monogamia, relações familiares, educação, liberdade, desejos: tudo isso aparece na história. Acho que no fim, pra mim, ficou uma mensagem de que, apesar do “ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”, podemos romper o ciclo. Podemos identificar os erros e tentar não repeti-los, assim como aprendemos a copiar os acertos. Na verdade, entendo que importante é saber trilhar nosso próprio caminho, sem se prender aos padrões, sejam familiares ou sociais. Quando o filme desperta essas reflexões dá pra dizer que é bom, certo?

E aí, gostaram? Quem já viu algum desses filmes? Adoraria ver nos comentários as percepções de vocês sobre eles! E pra quem não assistiu, me conta se ficou afim de ver algum!

Beijos!

 

Projetinhos, projetinhos

Esses dias em uma conversa com amigos comentávamos como um deles, geminiano como eu, se envolvia em diversos projetos ao mesmo tempo tornando a vida uma correria só. Fiquei pensando que eu não tinha essa característica geminiana tão aflorada, mas estou vendo que na verdade tenho sim.

Minhas atividades e gostos são bem ecléticos, e atualmente atuo como professora, escrevo neste blog, faço mandalas de lã e participo de um projeto social (que apresentarei no próximo post com todos os detalhes!) dentre outras muitas atividades cotidianas “menos oficiais”.

Olhando assim pode parecer pouco até, mas garanto pra vocês que tudo isso ocupa um belo tempo da vida, ainda mais considerando um cotidiano que envolver também os cuidados com a casa, a atenção necessária à família, o autocuidado com terapia, exercício físico, etc. etc. etc.

Maaaaas, apesar de todas essas atividades e correrias, eu me envolvi em outro projeto – e foi aí que eu percebi que sou dos projetinhos sim, agora assumo! – e vou falar um pouquinho sobre isso.

Estava rolando a timeline do Facebook quando vi a Fernanda fazendo um convite pra pessoas que quisessem contribuir.

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Como tudo começou

Na hora pensei em todas as mil coisas em que eu já estava envolvida, mas não resisti em participar de mais uma, já que condiz totalmente com minha perspectiva sobre o mundo, que é: precisamos espalhar coisas boas por aí.

(Falando um pouquinho sobre isso: tenho pensado em como a grande mídia e nós mesmos em nossas redes sociais temos o costume de reproduzir notícias ruins, gastar nosso tempo com críticas, assuntos pesados. Não que tenhamos que ignorar os problemas que de fato existem e são muitos, mas acho necessário valorizarmos as coisas boas, pra não correr o risco da gente acreditar que tudo é só desgraça e que o mundo não tem mais jeito, ou não vale a pena lutar por algo melhor.)

E o Projeto Faça Valer tem essa luz que precisamos! Fico honrada de apresentar pra vocês minha primeira contribuição com esse projeto: Recarregar as energias pra sentir-se bem. Como o título diz, é sobre recarregar as energias e a importância disso no nosso cotidiano, cliquem no link pra ler o post completo no site do projeto!

Espero que gostem e passem a acompanhar esse projetinho do bem :)

Beijos!

 

Redescobrindo a poesia

Desde que conheci Rupi Kaur algo reacendeu em mim: o interesse por poesia. A construção simples e profunda feita pela escritora me tocou tão intensamente que não deu pra evitar o desejo de escrever também.

Não sei se já comentei por aqui, mas na pré-adolescência (sei lá, com uns 11, 12, 13 anos) eu escrevia poesia. Mas naquela época a coisa da tecnologia era bem diferente e esse material só ficou registrado nos meu caderninhos, e a maioria deles foram perdidos em uma das mudanças de casa feitas pela minha família. Mas a verdade é que depois disso, com outros interesses, outras atividades, outras preocupações, eu simplesmente abandonei a poesia. Se tornou algo ainda mais distante a partir das exigências da faculdade e do mestrado com seus textos teóricos longos e complexos.

Então surge Rupi e Outros Jeitos de Usar a Boca está em minhas mãos. Eu nem terminei de ler e já fez essa reviravolta por aqui. Acabei conhecendo o Medium e descobrindo muita gente boa que escreve. Acabei conhecendo o Marcelo e descobrindo seu trabalho – Poesia de uma Bixa – que também me inspira agora.

E com toda essa inspiração, voltei a escrever! A insegurança ainda me persegue, não só sobre compartilhar a escrita, mas sobre outros aspectos da vida. Mas estando nesse momento de encarar medos, redescobrir vontades e transformar a vida em algo que tenha mais sentido e verdade, eu resolvi compartilhar algumas coisinhas que escrevi, e espero em breve ter mais coisas pra trazer.

Fiquem com meus escritinhos. Beijos de luz!

Poesia - Ser mulher

Poesia - Meu lar sou eu

 

 

 

 

 

 

Pressão estética, dietas e terrorismo alimentar

Estou num grupo sobre gordofobia e tenho aprendido bastante sobre o tema e entendido algumas coisas que antes eu não tinha ideia. A primeira que eu queria comentar é a diferença entre gordofobia e pressão estética. (Vou comentar sobre isso de acordo com o que tenho visto no grupo, ok? Não tenho conhecimento formal sobre o tema, portanto se estiver equivocada já peço desculpas e peço que contribuam nos comentários).

Pressão estética é algo que qualquer pessoa pode sofrer, seja gorda ou magra. É uma pressão que recebemos da sociedade em geral, família, amigos, para que nos encaixemos em padrões estéticos estabelecidos. Já a gordofobia, pelo que entendi, atinge as pessoas gordas de uma maneira mais objetiva no cotidiano: dificuldade de caber em cadeiras, passar em catracas, encontrar roupas que sirvam, patologização (“gordo = doente”), dificuldade de obter atendimento médico de qualidade (por exemplo: vai ao médico tratar de uma coisa e ele reduz todos os seus problemas de saúde ao fato de estar gordo, mesmo que não haja nenhum tipo de relação). Bom, citei alguns exemplos que vi no grupo mas sei que vai ainda além disso.

Há muitas outras discussões também no que se refere à gordofobia, mas o ponto em que eu quero chegar é o quanto a pressão estética é prejudicial e muitas vezes leva aos outros dois itens que estão no título desse post: dietas e terrorismo alimentar.

Observei uma cena recentemente que me deixou muito assustada: na mesa do jantar a mãe falava para a criança que depois que passassem esses dias de festa elas iriam voltar para a dieta. Uma criança. Dieta. Vamos refletir: O que essas falas ensinam às crianças? Que conceitos e ideias? Que tipo de relação com a comida se estabelece? Eu me arrisco a dizer que esse tipo de situação ensina as crianças desde muito cedo que o normal é fazer dieta. Ainda que seja só um “modo de falar” e a criança não seja submetida de fato à algum tipo de restrição alimentar, a palavra fica gravada, a ideia é de que é preciso tomar cuidado para que a dieta seja seguida e que é um problema sair dela. A impressão que tenho é de que a alimentação não é encarada como algo natural, mas como uma coisa cheia de regras e que precisa ser controlada.

Falando em controle, vou fazer um parênteses aqui no texto pra indicar um texto que li e achei muito interessante: Fugindo do controle.

Outra coisa que me fez pensar no sentido das dietas recentemente foi uma situação em que uma moça me contava sobre como a dieta low carb foi excelente para ela, tendo perdido muitos quilos. Ela comentava que, apesar de não poder comer carboidratos, comia muita coisa gostosa, por exemplo: às vezes de madrugada fritava torresmo e comia sem culpa. Acho ótimo o comer sem culpa, inclusive acredito que isso nem deveria ser uma questão, pois comida e culpa não deveria estar relacionadas, já que se alimentar é uma necessidade básica do ser humano. Mas daí fiquei pensando: Eliminar o carboidrato e basear sua alimentação em gorduras e proteínas é mesmo saudável? Qual nosso conceito de saúde? Saúde é magreza e pronto? Infelizmente parece que sim, veja por esses exemplos que já identifiquei pessoalmente: o objetivo do gordo deve ser a “saúde”, o magro é visto automaticamente como saudável e não é cobrado; a pessoa gorda automaticamente não pode comer certos tipos de alimento (açúcar, gordura, entre outros), já para o magro tudo bem, quase ninguém se incomoda; o gordo é comumente visto como a pessoa que deseja/precisa emagrecer, o magro poucas vezes é entendido como alguém que deseja/precisa engordar.

Tudo isso indica que a “preocupação” não é com a saúde da pessoa gorda, mas com o fato dela ser gorda. E essa suposta preocupação é usada de desculpa pra praticar o terrorismo alimentar. “Gordo não pode comer isso”, “gordo deve comer aquilo”, cagação de regra e blá blá blá. O magro não incomoda. O magro não é considerado doente só pela forma de seu corpo. E entendam que nada disso é apologia à obesidade, não quero dizer de forma alguma que ser gordo é saudável e pronto. A ideia é realmente entender a questão de forma equilibrada: nem todo gordo é doente, nem todo magro é saudável. É só uma questão de parar de generalizar de forma tão superficial e de usar essa generalização pra julgar e destruir a auto estima e a saúde mental das pessoas gordas.

Inclusive, falando por mim, essa “preocupação” dos outros com o que eu como mais atrapalha do que ajuda*. Me coloca num estado de tensão e ansiedade que me fazem querer comer mais do que se eu estivesse bem com relação a tudo isso. Cheguei ao ponto de ter chocolate na bolsa pra comer escondido em caso de necessidade sem correr o risco de ser julgada (e comi escondida, de fato). Já aconteceu de sair de uma situação de vigilância alimentar e ter um episódio de compulsão, na tentativa de compensar aquele período em que eu não me sentia à vontade pra comer normalmente.

A ideia desse post é que, entendendo todas essas questões, possamos evitar essas generalizações, possamos refletir sobre nossos conceitos que afetam nossas falas e ações. Que possamos observar nossa postura com relação a essas questões e evitar práticas que levem a um desequilíbrio da nossa relação com a comida. Que tomemos consciência de como podemos estar influenciando negativamente a relação dos outros com a comida quando utilizamos algumas dessas “ferramentas” citadas ao longo do texto.

Que o terrorismo alimentar se torne liberdade e equilíbrio alimentar.

Que a dieta se torne um comer intuitivo e adequado a cada pessoa.

Que a pressão estética dê lugar à valorização de todos os corpos com suas formas e características únicas.

 

*Sabe o que ajuda? Pessoas compreensivas, que respeitam nosso espaço, nosso corpo, nossos sentimentos. Que se colocam à disposição pra ajudar sem julgar, que tentam entender o que estamos vivendo mesmo que não faça sentido nenhum pra elas – a famosa EMPATIA! -, que saibam que a receita de saúde que funciona pra elas pode não funcionar pra todo mundo, que te ajudam a encontrar o seu próprio caminho sabendo que ele vai ter obstáculos, trajetos e linhas de chegada diferentes.

Encontrando a amiga virtual pessoalmente

Não sei vocês que estão por aí nessa blogosfera, mas eu conheci algumas pessoas super bacanas por aqui, com quem estreitei relações e passei a conversar em redes sociais e tudo mais. Com algumas até troquei cartinhas!

A Ana Carolina (Nika!), foi uma das primeiras pessoas que conheci melhor por aqui, agora ela nem está mais publicando no blog, mas continuamos conversando. Como ela é de Curitiba e eu andava mudando sempre de cidade (mas não fui pras bandas de lá) era bem difícil da gente promover um encontro pessoalmente. Até que esse ano ela avisou que iria pra SP em um evento e eu já estava programando passar uns dias na capital já que estava de férias. E ~tchrãm~ rolou nosso encontro!

Infelizmente foi mega rápido, só deu pra gente jantar juntas e conversar um pouco, mas já valeu super, pois pude confirmar que ela é mesmo o amor de pessoa que parecia nas redes! Foi como reencontrar uma amiga da vida real, sabe? Afinal a gente acaba acompanhando um tanto da vida da pessoa pelas redes e se sente pertinho. Também conheci duas amigas da Ana e foi bem divertido!

Ana, agradeço pela amizade, pelo esforcinho pra podermos estar juntas pelo menos um pouquinho e por ser essa querida! Que possamos ter outros encontros (e com mais tempo!) em breve. Vou achar um lugar bem legal pra deixar seu presente e lembrar sempre de você!

 

 

Histórias de SP e como a representatividade importa

Estava no banheiro do cinema e ouvi uma conversa de mãe e filha mais ou menos assim: “Mãe, mas eu sou bem bonita mesmo, né?”, e a mãe concordava e elas riam, depois a menina diz que teve à quem puxar. Fiquei curiosa pra ver as duas e quando saí confirmei que a beleza era verdade: mãe e filha negras, felizes e empoderadas. Comentei que estava ouvindo a conversa curiosa e mãe disse: “Se tem uma coisa que eu fiz direito foi trabalhar a auto estima da minha filha!”. Dei os parabéns, trocamos umas palavrinhas e ganhei um elogio também. A menina comentou que agora que usa óculos acha lindo quem usa óculos (eu estava usando também). Nos despedimos por ali e meu coração ficou quentinho.

Mais tarde, para minha surpresa, a família se senta ao meu lado no cinema (agora também com um homem que parecia ser o pai da menina, também negro e que foi muito simpático ao ver que nos conhecíamos). O filme era “Uma família de dois”:

Deixo o trailer por enquanto e depois volto pra comentar sobre o filme em outro post!

 

Fiquei pensando que certamente a menina se identificou, se viu ali na telona através de Gloria, uma menina também negra, feliz e empoderada. Isso certamente reforçou os ensinamentos dados pela mãe da menina em casa, e fiquei até pensando que talvez a escolha do filme não tenha sido por acaso.

Tudo isso pra chegar a um ponto muito importante: representatividade importa! Imagina como é positivo para as meninas encontrarem ao seu redor pessoas que se pareçam com elas? Essa questão já foi muito discutida se tratando dos brinquedos: o padrão de beleza representado pelas Barbies loiras, magras, altas e bem vestidas não engloba quase ninguém. Depois da fase das bonecas, na televisão também temos um problema: as protagonistas em geral são brancas, magras, altas, enquanto as mulheres negras aparecem em papéis ligados aos serviços gerais e aos núcleos “pobres” das novelas.

Mas esses exemplos todo mundo conhece e não quero focar no problema, mas na transformação que está acontecendo: surgem cada vez mais exemplos de mulheres negras e empoderadas, pessoas que certamente vão inspirar as novas gerações. Essa mãe mesmo, que reforça a beleza de sua filha pra que ela não aceite que ninguém diga que ela é feia simplesmente por não seguir certos padrões. As artistas que tem conquistado espaço na mídia, as pesquisadoras e professoras que estão à frente de pesquisas importantes, as mulheres que conquistaram seu espaço na política, entre outros.

Infelizmente sei que isso ainda não alcança a todos. Nem todo mundo consegue se aproximar desses exemplos, até porque eles são poucos mesmo. Percebo que São Paulo é um universo especialmente diverso e cheio de possibilidades, e isso me enche de esperança e ânimo. Mas nem todos os lugares nos possibilitam essa liberdade de romper com os padrões (e se sentir segura e confortável com isso). Bom, mudei um pouco de assunto, mas vocês entenderão o porquê.

Também preciso falar de mim quando se trata de representatividade. Percebi que me sinto muito bem em SP e compreendi o porquê: aqui posso ser quem eu quiser, até eu mesma. Aquele ‘eu’ que a gente esconde lá no fundo e às vezes mal reconhece, sabe? Me sinto livre pra usar roupas diferentes do que uso no meu cotidiano no interior, e me dei conta de que isso acontece porque tenho exemplos. Em SP vejo diariamente moças gordas e estilosas pelas ruas e sinto que posso ser como elas. Também sinto que tudo bem se eu sair “desarrumada”, ou com uma roupa que não está dentro do padrão de roupa pra gorda (aquele tipo que tem que disfarçar tudo, aquela história do “não pode listra horizontal”, etc. etc. blá, blá, blá) aqui ninguém liga, ninguém me conhece, não estou ligada às minhas funções ou à imagem que construí para os outros ao longo dos anos. Talvez fosse apenas uma questão de apertar o foda-se e não ligar pro que os outros vão pensar. Mas pra mim não é fácil, o que acontece é que é bem menos difícil quando não me sinto sozinha e diferente de todos ao redor.

Por isso reforço: representatividade é importante, na mídia, no dia-a-dia, na vida. Ver alguém como você alcançando certas conquistas te faz saber que você também pode. Ver alguém que simplesmente existe do jeito que é nos faz pensar que também temos esse poder. Nós mesmos podemos ser esses exemplos pra outras pessoas, muitas vezes sem nem saber disso. Então, pra encerrar, eu diria que precisamos nos comprometer com nós mesmos, sem medo de ser, fazer, vestir o que gosta. O que os outros vão pensar é problema deles.

Letra ~P~

Olha, sou persistente sim, e cara de pau! Não desisti ainda do projeto fotográfico A-Z.

Agora é a vez da letra ~P~ e escolhi uma foto fofa de plantinhas! Estou de férias na casa do meu pai no sul de Minas Gerais, e minha madrasta está fazendo vários vasinhos lindinhos de suculentas, cactus e outras plantinhas! Escolhi duas lindinhas pra mostrar aqui hoje:

 

Pra acompanhar, escolhi uma música que eu amo de um cantor que eu amo, e que fala de flor… hehehe!

Flor de Lis – Djavan

 

Não tem constância, mas pelo menos não abandonei, vocês entendem, né?! rsrsrs…

Beijos!

8 anos de blog!!!


Sim, há aproximadamente 8 anos eu criava esse blog. Muita coisa mudou nesse tempo e essas transformações refletiram diretamente no conteúdo que aparece por aqui. Mas sinto que uma essência permanece, a minha essência que mesmo que eu tentasse esconder iria deixar sua marca nesse espaço que se mistura tanto à minha vida real. Por aqui passaram pessoas, amigos virtuais e reais, uns foram, uns ficaram, uns ainda vão chegar. E tudo isso aquece meu coração de uma maneira difícil de explicar em palavras. Às vezes sinto que fico devendo, que não entrego tudo o que vocês merecem, que não me dedico o suficiente pra isso aqui. Mas eu já entendi que vocês entendem, eu entendi que me respeitar está acima de qualquer coisa e eu acredito que vocês entendem. Por isso, não vou pedir desculpas, vou apenas agradecer: obrigada por estarem aqui apesar das inconstâncias, obrigada por estarem aqui e por tudo o que isso representa. Que tenhamos mais bons anos pela frente nesse cantinho, com mais mudanças, novidades, e com muito muito amor!

TAG: Músicas Aleatórias

Faz um tempo que vi essa tag no blog da Verinha – Extraordinariando – e adorei a ideia! Resolvi pegar minha lista do Deezer, que é a plataforma que tenho usado mais pra ouvir música no momento e fazer também!

REGRAS:
A. Abra sua lista de música (iPod, iTunes, Windows Media Player, Spotify etc.)
B. Coloque no modo aleatório
C. Aperte o play
D. Para cada pergunta abaixo, escreva o nome da música que está tocando
E. Quando passar para a próxima pergunta, aperte o botão pra avançar pra outra faixa
F. Não minta, não tente parecer legal.

Vamos lá! Escolhi algumas pra colocar vídeo e fazer uns comentários :)

Créditos Iniciais: Quando você olha pra ela – Gal Costa

Tema do seu nascimento: De janeiro a janeiro – Roberta Campos

Primeira briga na escola: Garotos II – O outro lado – Leoni

Primeira decepção amorosa: Águas de março – Elis Regina

Tema de sua vida escolar: Flor de Lis – Djavan 

Eu amo tanto Djavan <3

Tema de sua vida adulta: Depois – Marisa Monte

Sua canção de namorados: Ninguém é igual a ninguém (Desilusão) – Vanessa da Mata

Conheci faz pouco tempo essa música e tô curtindo bastante! Meio bad pra canção de namorados, mas ok… rsrs!

Música de seu casamento: Te pegar – IZA

Eu vou te pegar, te dominar, te dominar“, acho que tem alguém mandona no rolê hein, mores? HAHAHA

Primeira canção em seu carro: Mas que nada – Jorge Ben

Tema de seus flashbacks: 912 passos – Dead Fish

Nada a ver com meus flashbacks, mas a música é excelente então tá aqui!

Tema do nascimento de seu primeiro filho: Don’t you worry child – Swedish House Mafia

Essa combinou!

Música que estará tocando quando morrer: Nossa gente (Avisa lá) – Caetano Veloso

Achei bem propícia: “Avisa lá que eu vou chegar mais tarde…

Música do funeral: Wake me up – Avicii

Achei muito legal! Teve umas que caíram muito bem, outras nem tanto! Hehehe!

Se fizerem a tag em seus blogs me avisem pra eu ir ver, ok?

Beijos!