Oi, tudo bem?
Tire os olhos dessa foto cheia de maquiagem que está no meu perfil e olha um pouquinho para as minhas palavras, puxe um pouco a minha orelha, acho que estou perdida.
Será que você, assim como eu, sente um nó na garganta sempre que começa a ouvir os planos da um adolescente de 14 ou 15 anos? Você também chora quando lembra que não planejou nada e não faz ideia de como vai começar aquilo que, segundo a visão do mercado, já era para estar concluído ha pelo menos uns 06 anos?
Você vê seus amigos casando, comprando casa, pensando em enxoval, viagem de lua de mel, casamento, filhos, Brastemp e Tramontina e se acha muito nova para isso, mas ao mesmo tempo se acha muito velha quando te perguntam se você já tem formação? Que negócio é esse de formação? Será que é só esse pedaço de papel que me deram após quatro anos de ônibus lotado, 10 quilos a menos, 03 amigos de tantos que me juraram amor eterno naquelas fotos com roupa de gala e um espaço para marcar um (x) comprovando que agora tenho um “ensino superior completo”?
Três anos se passaram, das experiências que tive nenhuma serve como verdadeira experiência que me garanta um “futuro”. Gente, o que é futuro? É esse excesso de imediatismo que me tira o ar, leva meu sono e me vicia em florais? Nem sei ao menos se lembrei daquela aula do ensino médio que me ensinava a ser coerente e obedecer a coesão e outras coisinhas que toda redação tem que ter enquanto imploro pela sua atenção em uma rede social lotada de superficialidades da qual faço 100% parte.
Desaprendi a medir o tempo e acho que ter ~só~ ou ~já~ 24 anos faz de mim alguém que não sabe em que grupo se encaixa; dos que se pode ter orgulho porque não fez nada tenebroso demais ou dos que se pode nem lembrar o nome porque não ganha mais de 10 mil e tem sobrenome SILVA (descarta). Sou utópica, quase uma desesperada, que as vezes tem total certeza do que ama nessa vida e outras não faz ideia de como foi cair nesse negócio que mais parece um manual de instruções que todo mundo parece já ter achado uma maneira de utilizá-lo, menos eu, é claro. Será que para me descrever devo usar uma lista de pós graduações, mestrados, doutorados, prêmios de melhor qualquer coisa e viagens ao exterior ou devo deixar que me conheçam fazendo um intercâmbio dentro de mim? Acreditem, estou ficando claustrofóbica com vocês e essa pressão toda para ser ALGUÉM. Senta aqui pertinho, será que você realmente consegue me dizer quem é você? Estou aqui torcendo para que sim, mas não te culpo se você ainda não conseguir se desprender desse monte de rótulos diagramados bem antes de você ter um nome. Estou aqui só pra dizer que não quero que seu eu se perca nesse monte de obrigações e que você não está sozinho. Eu também não tenho planos, tenho sonhos.

Atenciosamente,
A moça por trás desse nome esquisito: Névelyn SILVA

nevelynparablog

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Amizade e colaboração – palavras que combinam

Quando penso em amizade logo me vem uma imagem de pessoas alegres, sorrindo juntas. E se tem uma pessoa que relaciono diretamente com o ato de sorrir é minha amiga Névelyn. Talvez vocês se lembrem desse nome ~diferentão~ desse post aqui, onde apresento um texto incrível escrito por ela.

lih-e-neh

A questão é que ela vem escrevendo mais e mais textos incríveis no Facebook, e esses dias pensei que seria ótimo ter esse conteúdo maravilhoso aqui no blog. Fiz então o convite para que ela se tornasse uma colaboradora aqui, e ela aceitou!!!

Pedi também que ela fizesse uma breve apresentação de si mesma para que eu compartilhasse com vocês, então fiquem com a felicidade em forma de pessoa e aguardem os textos dela por aqui logo mais!

nevelynparablog

Olá, Meu nome é tão estranho quanto as escolhas que fiz na vida. Não sou formada em biologia mas entendo bem de borboletas, não das que voam, mas das que moram dentro da gente. Nunca planejei nada para o meu futuro, planos me parecem pastas do Excel e eu nunca gostei muito das exatas. Eu gosto mesmo é de sonhar e são os sonhos que definem os meus passos ao amanhecer. Sou jornalista, me formei em Comunicação Social em dezembro de 2013, mas atuo em departamentos ligados à imprensa desde 2010. Comecei como Menor Aprendiz no departamento de comunicação do Grupo Athia, em Presidente Prudente – SP, depois fiz estágio na Assessoria de Imprensa da Receita Federal – DRFPPE até a conclusão do meu curso acadêmico. Ao me formar, assumi o cargo de Assessora de Imprensa no Sindicato do Comércio Varejista – SINCOMERCIO/PP. Atualmente, além de trabalhar como Assessora da Companhia de teatro “Os Bárbaros”, através do ProAC – Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo, atuo como Atendimento Publicitário na PWR Criatividade Sonora e faço uma série de trabalhos voluntários. Muitas das minhas melhores experiências não estão descritas no currículo profissional, pois vivi apenas em minha cabeça. Espero que um dia eu consiga abraçar as crianças que não têm acesso à educação e fazer a diferença na vida de pelo menos uma delas. Por enquanto as miçangas não conseguem pagar minhas passagens, então eu vou de passo em passo, viajando entre as linhas.