Pra assistir

Indicações de filmes, séries e outras coisas “assistíveis”!

5 filmes que assisti nos cinemas em Outubro

Sim, nem é fim do mês e fui aos cinemas ver 5 filmes! Mas vamos contextualizar: viajei pra São Paulo no feriadão e como na minha cidade os filmes são bem restritos, sempre que vou pra capital tento aproveitar ao máximo!

A boa notícia foi que em dois desses filmes paguei apenas R$2,00 no ingresso! Foram eles: Uma mulher fantástica e As duas Irenes. Ambos assistidos no Cine Olido, sala de cinema localizada na Galeria Olido, no centro de SP. Esses filmes faziam parte do Circuito SPcine, um projeto com intuito de democratizar o acesso ao cinema (muito válido inclusive, pois em SP os ingressos são bem caros em salas comuns, como aquelas de shoppings!).

Vamos aos comentários sobre os filmes?! Não vou contar a história e do que tratam, mas deixo o trailer pra contextualizar. A ideia é comentar minhas percepções pessoais sobre as obras, e quem sabe incentivar aqueles que ainda não assistiram!

 

O melhor professor da minha vida

Acho que foi um dos meus preferidos dessa temporada, não só por me identificar diretamente – por ser também professora e enfrentar a necessidade latente de encontrar formas inovadoras de ensino para transpor a forma tradicional que já não funciona bem – mas também pela história, pelos personagens e pela mensagem que considero muito relevante. Pra mim, reforçou a questão da existência das desigualdades sociais e a forma como isso prejudica as novas gerações, mantendo o abismo entre as classes sociais. Por outro lado, também mostrou algum otimismo ao vermos através do exemplo que uma mudança é possível, difícil, mas possível.

Uma mulher fantástica

Importantíssimo para visualizarmos a posição de uma pessoa trans na sociedade atualmente. A invisibilidade, o preconceito, a violência e, o que mais me chamou atenção, a forma como não se consegue ver essas pessoas como iguais. Algumas cenas que acredito terem pretensão de apresentar uma simbologia acabam ficando um pouco confusas ou forçadas, mas no geral achei um filme interessante, não apenas pela questão da transexualidade, mas pela história em si.

As duas Irenes

Um filme Brasileiro com B maiúsculo. Despertou memórias, reconhecimentos, nostalgias. Não só pela idade e fase das meninas, pelas quais todos passamos, mas pela fotografia e cenografia que me levaram a retomar as férias na fazenda com móveis antigos, a sensação de liberdade de morar em cidade pequena. A questão do patriarcado aparece sutilmente, mas de forma notável. Trata de questões familiares complexas com uma delicadeza interessante.

A menina índigo

Confesso que no início tudo indicava que seria um filme “bobinho”, um filme que teria um grande potencial, mas uma abordagem fraca demais. Mas acabou me surpreendendo positivamente, principalmente quando entendi que o tema é muito novo para a maioria das pessoas, e uma abordagem mais complexa iria atrapalhar. Assim, acho que o filme cumpre seu papel ao trazer o assunto à tona, ao nos fazer pensar sobre as mudanças que estamos enfrentando no mundo e sobre como podemos lidar com tudo isso.

Como nossos pais

Um drama reflexivo e super atual. Feminismo, monogamia, relações familiares, educação, liberdade, desejos: tudo isso aparece na história. Acho que no fim, pra mim, ficou uma mensagem de que, apesar do “ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”, podemos romper o ciclo. Podemos identificar os erros e tentar não repeti-los, assim como aprendemos a copiar os acertos. Na verdade, entendo que importante é saber trilhar nosso próprio caminho, sem se prender aos padrões, sejam familiares ou sociais. Quando o filme desperta essas reflexões dá pra dizer que é bom, certo?

E aí, gostaram? Quem já viu algum desses filmes? Adoraria ver nos comentários as percepções de vocês sobre eles! E pra quem não assistiu, me conta se ficou afim de ver algum!

Beijos!

 

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Filmes vistos em Janeiro

Nessas férias assisti alguns filmes nos cinemas em São Paulo. Onde moro geralmente não tem muitas opções, então aproveitei a cidade grande pra me jogar nas telonas! Vou comentar um pouquinho sobre eles e deixar na frente de cada título a minha nota em estrelinhas.

Eu, Daniel Blake – ✩ ✩ ✩ ✩ ✩

O primeiro filme que assisti foi logo o mais impactante. A descrição já me chamou atenção e me preparei pra me emocionar, mas esse drama me surpreendeu e me emocionou mais do que o esperado. É humano, é real e nos faz refletir sobre muitas coisas.

La La Land – ✩ ✩ ✩ ✩

Eu sempre falei que não gostava de musical, mas depois desse filme com certeza darei mais chances para esse tipo de filme. Achei a atuação da dupla principal incrível e a abordagem da questão das artes e da vida foi bem interessante.

Passageiros – ✩ ✩ ✩

Confesso que entrei no filme correndo e nem sabia direito do que se tratava. Olhei o cartaz e achei que era mais um romance qualquer. Fiquei bem preocupada quando entendi que envolvia uma viagem interplanetária, achei que realmente não iria gostar, mas me envolvi rapidamente e até que curti.

E aí, vocês já viram algum destes filmes? O que acharam?

Beijos!

Auxiliares da autoaceitação

No post que comecei a falar sobre o amor-próprio mencionei algumas coisas que me ajudaram a desenvolvê-lo, como o reiki e a terapia. No post de hoje quero compartilhar com vocês uma outra coisa que está me ajudando muito nesse processo: acompanhar vídeos de pessoas que passaram por esse processo de autoaceitação.

(Só um “ps”, autoaceitação não quer dizer acomodar-se. É permitido ter coisas que desejamos mudar, a ideia é somente que tenhamos carinho próprio, para que não sejamos dependentes dessas mudanças para estarmos felizes ou completos. Entendo agora, inclusive, que a aceitação e o amor-próprio são ótimas ferramentas para executar as mudanças que queremos, e não o contrário!)

Vocês podem encontrar diversos canais com pessoas que se sintam em sintonia, mas vou recomendar as duas maravilhosas que venho acompanhando. Elas fazem sentido pra mim principalmente por tratarem da questão de ser gorda e fatos relacionados a isso. Lembrando que podem ter pessoas lendo aqui que precisam aceitar outros pontos em seus corpos ou suas vidas, por isso recomendo que busquem canais que façam sentido para a realidade de vocês, que transmitam mensagens que se encaixem com o que estão passando. Não que estes canais estejam restritos à questão que mencionei também… Enfim, vale a pena conferir de qualquer maneira :)

Alexandrismos – da Alexandra Gurgel

Confesso que no começo não curti muito o jeito dela, mas acabei vendo parcerias e gostando tanto das ideias, que logo me vi apaixonada por essa pessoa! Sinto que ela é muito verdadeira no que diz e mostra nos vídeos, e tem um “projeto” dela que estou acompanhando, a #maratonadoamorproprio que logo deve ter um post especial aqui no blog porque inspirou muito esses posts e está contribuindo muito pro meu desenvolvimento! Assim que finalizar conto mais pra vocês!

Tá, Querida – da Luiza Junqueira

Com a Luiza a coisa já foi diferente, me identifiquei de cara com esse jeitinho fofo dela, amei o cabelo colorido e as tatuagens e simplesmente pensei: quero ser como essa moça aí! Hahaha! Também me tocou muito o documentário GORDA, que está disponível no canal dela e recomendo total. Ela me ajudou a perder o medo dessa palavra, a aceitar que tudo bem ser gorda, que isso é só uma característica física que não define todo o meu ser e que não deve ser entendida como ofensiva (exceto quando alguém usa de modo ofensivo).

Enfim, a ajuda às vezes vem de onde menos se espera. Espero ser também uma fonte assim como elas foram pra mim. Contem comigo <3

Beijos!

Queridinhos de 2016 – Canais do YouTube

Depois dos queridinhos da música, reuni aqui os meus canais favoritos de 2016, aqueles que acompanhei e amei muito muito ao longo desse ano!

Jout Jout

A Jout aborda assuntos diversos sempre de forma divertida, tem um jeito especial, parece uma amiga muito próxima, né? Escolhi esse vídeo dela com o Dráuzio porque os dois são ótimos, ela expressa muito o seu jeitinho cativante e tratam de temas importantes também.

 Gorda de Boa / Canal das Bee

Não pude deixar de citar os dois canais porque a Jéssica faz um trabalho incrível em ambos! A turma do Canal das Bee é demais e os temas LGBT me interessam bastante, então é sempre bom conhecer mais sobre esse universo. Já o Gorda de Boa é quase que um diário da Jéssica e também me ajudou no processo de aceitação que já andei comentando um pouco aqui no blog.

Coisas que nunca vivi (ou evitava viver)

O Coisas… é um canal que ganhou meu coração desde o início. Já conhecia o Tavião do Rolê Gourmet e foi incrível acompanhar ele em outras aventuras. Eu gosto muito quando a pessoa transmite uma verdade nos vídeos… Na verdade, quando sinto que isso não acontece eu nem me interesso muito. Mas com o Otávio acontece exatamente o que gosto: ele conta suas aventuras e desventuras, mostrando que a vida é isso mesmo e que os youtubers são pessoas reais com vidas reais. Isso pode parecer meio bobo e óbvio, mas com certeza você já viu a vida de gente famosa e pensou “nossa, deve ser ótimo viver assim e tals”, (até porque a mídia vende muito essa imagem pra gente, essa “vida ideal” e às vezes a gente cai nessa de achar que precisa de certas coisas – como dinheiro e fama – pra ser feliz). Enfim, um dos meus queridinhos, sem dúvida.

E tem mais dois canais que descobri mais recentemente que estarão num post especial que sairá em breve: o Alexandrismos e o Tá, Querida!

Vocês já conheciam esses canais? Tem algum que queiram me recomendar? Deixem nos comentários :)

Beijos!

Pra assitir: Boyhood

Sinopse

“O filme conta a história de um casal de pais divorciados (Ethan Hawke e Patricia Arquette) que tenta criar seu filho Mason (Ellar Coltrane). A narrativa percorre a vida do menino durante um período de doze anos, da infância à juventude, e analisa sua relação com os pais conforme ele vai amadurecendo.” (Fonte: Adoro Cinema)

Acho que se eu tivesse que escolher uma palavra para definir o que achei de Boyhood seria “verdadeiro”.

Talvez porque me identifiquei em muitos momentos, lembrando de fases que passei e que foram retratadas no filme de forma semelhante. Talvez pela verdade que o filme foi capaz de trazer por manter o elenco por tantos anos e mostrar as “reais” mudanças das pessoas, não só no aspecto físico, mas também no comportamental.

Confesso que em alguns momentos houve certa monotonia, talvez porque eu realmente não estivesse preparada para um filme de 165 minutos (fui assistir à noite e sem me tocar que era um filme longo!), mas no geral o filme me prendeu a atenção, me deixando curiosa para o que viria a seguir e envolvida pelo desenvolvimento de Mason, mesmo que algumas coisas parecessem óbvias ou clichês, sempre tinha uma pitadinha de saudosismo ou aquela animação quando tocava uma música conhecida (confira a trilha sonora do filme aqui –> vale a pena!!!).

O filme teve algumas cenas que me marcaram e que talvez sejam especiais pra outras pessoas também. Mas eu sou do tipo que não curte spoilers, então vou deixar que tirem suas próprias conclusões assistindo vocês mesmos ao filme. De toda forma, é um filme que recomendo muito!

Então fiquem com o trailer que dá aqueeeela vontade de correr pra assistir!

Alguém aí já assistiu? Adoraria saber um pouco da opinião de vocês!

Beijos!