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Voltando? Voltando!

Meu último post foi em janeiro de 2018. Acho que desde então abandonei totalmente esse espaço que sempre me serviu de refúgio. Não me arrependo, foi necessário. Tanta coisa aconteceu nesse ano, tanta coisa já vinha acontecendo na minha vida… foi preciso dar um tempo e me voltar pra mim mesma. Foi preciso dar um tempo para abrir espaço pra coisas novas, gente nova, textos novos. Também tive um motivo pessoal que foi muito importante pra esse abandono, um motivo que agora já não faz tanto sentido, e busco que cada vez mais se torne menos relevante.

A questão é que, como vocês sabem, as questões sempre me moveram – e dizem que são elas que movem o mundo. Mas elas me moviam a partir de uma certa angústia na busca por respostas. E não era qualquer resposta que se fazia suficiente: tinha que ser uma resposta objetiva, completa e definitiva. Até que eu percebi que essas respostas não existem. Nada é totalmente objetivo, completo e muito menos definitivo. Quando entendi isso passei a ter uma relação bem diferente com as perguntas, e uma leveza na busca pelas respostas. Passei a respeitar mais as minhas respostas internas, mesmo quando o mundo parecia dizer que elas não faziam sentido.

E todo esse processo – que acontece ao mesmo tempo que vários outros – me fez chegar aqui, hoje, com a ideia de retomar o blog. Nesse tempo ausente eu não deixei de escrever, até porque é algo vital pra mim, mas usei outras plataformas, ou até mesmo guardei pra mim mesma alguns escritos. Minha ideia inicialmente é trazer alguns desses conteúdos que já tenho pra cá, e ver se me animo de voltar a produzir conteúdo aqui diretamente. Também penso em dar uma boa repaginada na estética do blog, e, quem sabe, mudar até o nome.

Então vim hoje dar uma espiadinha, tentar saber quem ainda continua por aqui, como estão as coisas. Se você leu esse post até aqui, me deixa um comentário. Pode ser só dizendo um “oi” mesmo, pra eu saber que ainda existe vida na blogosfera.

Beijos e até breve!

Olivia Alves

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2018

O ano novo ainda não começou aqui no blog, mas na minha vida sim.

Muita coisa já rolou, apesar de eu estar de férias e não ter executado a primeira meta das metas que é: organizar as metas. Na verdade não tenho uma lista de metas a cumprir, repleta de tudo o que eu PRE-CI-SO fazer nesse ano, mas eu quero começar o ano mais organizada, conseguir visualizar minha rotina, meus horários, pra desfrutar do tempo da melhor maneira possível.

E, como vocês tem visto, o blog já não é uma das minhas prioridades, e tem ficado um tantinho de lado. Ainda não tenho algo estabelecido sobre o que fazer com esse cantinho tão especial, mas sei o que não fazer: acabar com ele. Sim, isso quer dizer que o blog continua. Ainda não sei como, mas está bem aqui.

Não vou fazer promessas de postar mais esse ano, de finalizar projetos ou começar novos por aqui. Eu realmente tenho sentido necessidade de seguir os meus momentos, e às vezes eu só não tô na vibe de criar posts pra cá.

Pra falar a verdade eu até tô escrevendo umas coisas, mas que ainda não tenho a segurança de que preciso pra tornar público (considerando que esse blog é público e acessado por amigos, familiares e qualquer pessoas que queira).

Então é isso: tudo certo e nada resolvido.

Pode dar START em 2018 aí, porque as questões já estão fervilhando e são elas que movem esse querido blog que não recebe esse nome à toa.

2017 chegando ao fim (isso não é uma retrospectiva)

O fim de 2017 pode ser uma notícia boa ou ruim pra você dependendo de muitos fatores.

Se focarmos nas coisas boas, os últimos dias do ano podem ser ideais para finalizarmos pendências, resolver aquilo que ficou pelo caminho pra começar 2018 com tranquilidade. Pode ser também aquele momento para refletir sobre as coisas que aconteceram ao longo de 2017, lembrar bons momentos e ver que até mesmo os ruins serviram de alguma forma pelo aprendizado que trouxeram.

Pra mim esse ano pode ser resumido como INTENSO. Aconteceu tanta coisa que eu nem me lembro direito. Mas me lembro de que antes dele eu tinha muito mais insegurança e medo por aqui. Em 2017 eu passei a me sentir mais confortável em sala de aula, mais segura comigo mesma, seja com meu corpo ou com quem eu sou num aspecto de personalidade. Em 2017 eu compreendi algumas coisas importantes que fizeram com que meus relacionamentos, em geral, melhorassem. Acho que aprendi mais sobre empatia, e sobre como todos nós temos qualidades e defeitos, podendo ser incríveis em certas coisas e horríveis em outras, e tudo bem.

Em 2017 eu me joguei totalmente na jornada interior, nessa busca por me entender melhor e assim conseguir fazer mudanças (ou pelo menos tentativas) no sentido de me tornar alguém melhor. Li uns bons livros e tem vários já começados pra continuar mantendo esse bom hábito pra 2018. Comecei a fazer acupuntura e essa é mais uma daquelas coisas que vou recomendar pra todo mundo.

Em 2017 eu fiz amigos, me envolvi em projetos, viajei, planejei, dei aulas, fiz mandalas, estive com pessoas que eu amo demais. Eu me aprofundei no sentimento de gratidão e vi a sincronicidade acontecer diante de mim. Me fortaleci como mulher e agradeço às mulheres inspiradoras que encontrei pelo caminho e que me deram tantas lições importantes.

Enfim, tenho tentado cada vez mais praticar o “estar no presente“, deixando o passado lá pra não ficar remoendo coisas e aguardando o futuro com muita ansiedade, já que sobre ele nada se sabe. Mas essa época do ano acaba reunindo algumas lembranças e algumas projeções, por isso quero aproveitar pra encerrar 2017 com bons sentimentos, gratidão principalmente por tudo o que vivi e aprendi. Assim, que 2018 possa chegar com esses mesmos bons sentimentos e com todas as boas novas que um ano novo pode trazer!

Celebração, Festival, Sparkler, Fogos De Artifício

FELIZ 2018 PRA NÓS!

 

Todas em cada uma 

No último post, que foi na categoria Mensagens do Bem, comentei sobre um projeto que venho agora explicar. Idealizado pelo Derick do Andino Brechó  o projeto colaborativoTodas em cada uma teve intenção de abranger a diversidade corporal, baseando-se nos traços femininos e unificando a variedade de texturas que o brechó atende, unindo assim diversidade de forma e diversidade de textura.

 

Quando recebi o convite me senti honrada, de verdade. Ser mulher e poder expressar meu eu nesse projeto foi ótimo. O próprio nome já me chamou atenção e me fez sentir afinidade: sou muitas em uma. Tenho minhas peculiaridades, mas tenho muito em comum com todas as mulheres.

Saber que faria parte disso junto de outras mulheres tão especiais também foi incrível. Ver as nossas diferenças e saber que independente disso somos MULHERES foi incrível. De formas, cores, idades, texturas e histórias diversas, somos uma só quando clamamos por liberdade e igualdade de direitos.

Também vale mencionar a importância do projeto para a nossa autoestima, bem como para a representatividade que sabemos ser tão importante para o empoderamento feminino. Por isso parabenizo o Andino por mostrar que todas as mulheres e todos os corpos devem ser valorizados. Parabenizo minhas companheiras Percilia, Iara e Walleria pela coragem de se mostrarem enquanto mulheres reais. Parabenizo o fotógrafo e namorado Rafa (acompanhem o trabalho dele no Instagram!) por retratar tão lindamente tudo isso. E mesmo que pareça egocêntrico vou me dar os parabéns também por todo o caminho percorrido que me trouxe até esse ponto e me permitiu estar de corpo e alma em mais um projetinho.

Pra encerrar, uma poesia que o Derick usou na legenda de uma das minhas fotos e que achei maravilhosamente adequada:

“Quem você pensa que é?”
perguntou pra mim de queixo em pé…
Sou forte,
fraca,
generosa,
egoísta,
angustiada,
perigosa,
infantil,
astuta,
aflita,
serena,
indecorosa,
inconstante,
persistente,
sensata e corajosa,
como é toda mulher,
poderia ter respondido,
mas não lhe dei essa colher.

(Martha Medeiros)

 

 

Como sensibilizar pelo exemplo, não com cobranças

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Eu tenho visto algumas pessoas reclamando da falta de atuação das outras, seja numa luta específica ou algo mais geral como a “construção de um mundo melhor” ou algo do tipo. Apesar de entender totalmente e também ter esse desejo de que todos sejam atuantes, acho que essa cobrança não muda nada e pode até acabar sendo ruim.

Será que alguém ler uma crítica que pode ser bem cabível a ela mesma vai fazer com que mude de postura? Será que uma indireta de Facebook vai afetar tanto alguém que simplesmente a pessoa vai passar a fazer alguma coisa? Eu acho que não. E acho que isso só cria uma situação desagradável em que parece que quem faz é uma pessoa melhor e quem não faz é uma pessoa horrível.

E se a gente simplesmente fizesse a nossa parte e usasse o nosso exemplo pra sensibilizar as pessoas? Palavras soam e somem. Palavras podem atingir os outros com sentidos diferentes da intenção inicial.

Então sugiro: ao invés de reclamar por quem não faz, faça e valorize quem faz. Não deixe sua boa intenção se transformar em algo ruim, mas sim permita que isso se espalhe da melhor forma. Convide as pessoas a participar, mostre o que você tem feito, estimule a atuação. Precisamos repensar as ferramentas que temos usado, e certamente uma boa estratégia é afastar a raiva e trazer sentimentos de amor, compaixão e compreensão, em busca do bem, sempre.

Esse texto foi produzido originalmente para o PROJETO FAÇA VALER