Missão de vida (ou Será que precisamos ter sempre certeza?)

Eu sempre me preocupei em encontrar a minha missão de vida. Me sentia mal de não saber exatamente o que eu queria fazer, de não ter uma grande paixão por uma profissão ou atividade, como via que algumas pessoas tinham. Eu não sabia qual faculdade fazer, eu não me via atuando numa área específica. Mas eu sempre ouvi, lá no fundo, uma voz me dizendo que eu deveria fazer algo pra ajudar as pessoas. E pra mim isso era muito subjetivo: “ajudar as pessoas”. Como? Quando? O que eu preciso fazer pra realizar isso?

Até que um dia me foi falado que eu poderia escolher qualquer forma de fazer isso. Livre arbítrio. E nesse momento, minha preocupação que era de conseguir fazer algo grandioso e que fizesse diferença pra muitas pessoas foi por água abaixo, pois compreendi que eu poderia ajudar as pessoas que estão ao meu redor, as pessoas realmente próximas. Entendi que eu não preciso mudar o mundo, fazer uma grande descoberta, ou ser uma pessoa conhecida internacionalmente. Mas eu ainda não tinha encontrado exatamente como ajudar as pessoas, e isso ainda me incomodava. Eu tinha essa liberdade de escolha, mas mal conhecia as possibilidades pra poder escolher. Não me sentia preparada para a responsabilidade que uma “missão” de vida representava pra mim.

Até que, recentemente, como professora, vi que através dessa profissão eu posso ajudar as pessoas. Parece pouco, mas pensei bem e fiz as contas: tenho falado quase semanalmente para cerca de 120 jovens e adultos. Me pareceu um número bem grande até. Pensei no conteúdo das minhas aulas – Sociologia/Antropologia – e em como ter aprendido algumas coisas na faculdade foi tão importante pra minha evolução pessoal. E fiquei feliz por poder ser agora porta-voz, poder passar adiante o estímulo para a reflexão, as ideias como o combate aos preconceitos, o entendimento sobre o que é cultura, enfim, teorias, autores e estudos que no fundo sempre me permitem chegar ao ponto de abordar sobre RESPEITO. Respeito à diversidade cultual, respeito às ideologias diferentes, respeito aos direitos humanos.

Essa minha profissão me permitiu compreender que essa missão de ajudar as pessoas é uma missão de todos que estamos vivendo aqui na Terra. E eu acredito que ela nos foi dada, ou escolhida por nós, porque somos capazes de cumpri-la. Também ficou mais claro pra mim que o ajudar o próximo não é só trabalhar em algo que você acredite ser positivo pra alguém, mas é viver constantemente buscando fazer o bem. É estar ao lado da família nos momentos bons e ruins, é fazer um esforcinho naquela semana corrida pra ver um amigo, é oferecer ajuda a alguém na rua, e, talvez o mais importante, se ajudar, se cuidar, se enxergar. Ouvi recentemente essa teoria de que se estamos bem, se trabalhamos para nosso próprio fortalecimento e evolução, ninguém precisará se desgastar tentando “consertar” os outros. E pra mim faz todo o sentido. Preciso estar bem comigo para que isso transborde e atinja o outro. Preciso equilibrar esse “se doar” com o “me cuidar”. Não vale se acabar pra ser o bonzinho que ajuda todo mundo. Da mesma forma que não é legal pensar só em si mesmo e ignorar todos ao redor. EQUILÍBRIO, outra palavrinha que está sempre nos meus pensamentos.

Todos esses pensamentos que compõem esse texto me surgiram ao ler o seguinte: “Se propor a ajudar o próximo em terreno hostil como a Terra é um ser digno de honra, pois é das tarefas mais fortes e transformadoras para o Espírito que a quer experimentar”. E esse ajudar pode ser algo simples, pode não vir com todo o peso de uma árdua tarefa, mas certamente será transformador.

Eu sempre sofri com as dúvidas, as incertezas. Meu blog chama “Eis a questão…” exatamente por isso: sempre tive muitas perguntas e poucas respostas. E sempre houve angústia de que as respostas não chegassem. Agora entendo que as respostas chegam, mas com elas chegam também novas perguntas, e é isso que confere movimento à vida. Aprendi com Criolo que “não precisa sofrer pra saber o que é melhor pra você”. E sabe o que precisa? Ouvir seu coração, ouvir com atenção aquela voz interior que te diz o que é melhor, e ter fé de que cada momento te trará aprendizados, nem sempre aqueles gostosos e agradáveis, mas sempre aqueles de que você mais precisa.

Então esse texto é sobre como encontrei algumas respostas e ainda continuo com muitas dúvidas. É pra me lembrar, daqui algum tempo, que estive em transformação, e que sempre estarei. Pode ser que o que me fez entender coisas agora, não seja aquilo que vou fazer pra sempre. Mas vou me lembrar que cada momento foi de aprendizado e foi válido para que eu pudesse dar o próximo passo, espero que vocês se lembrem também.

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Minha estratégia de amor

Me vi desafiada por esse vídeo a falar sobre a minha estratégia de amor. Logo de cara tive a reação de pensar “O que será que esse cara realmente quer dizer com isso?”, mas entendi que o importante é que eu saiba o que eu quero dizer com a minha resposta.

Minha estratégia de amor tem a ver com o bem e a gratidão. Pra mim o amor fica mais palpável na relação com o outro, quando fazemos o bem, quando exercitamos a empatia buscando enxergar pela perspectiva do outro e entender seus caminhos. Mas tenho começado a descobrir também um tal de amor-próprio, ainda não tenho muita intimidade com ele, mas parece que uma capacidade de ter empatia consigo mesmo.

Minha estratégia de amor tem como pilar o “fazer o bem” para mim e para os outros, em tentar oferecer minha contribuição sempre que possível.

O outro pilar que identifico por enquanto na minha estratégia é a gratidão. É esse sentimento que se desenvolve quando recebemos o amor. É como uma retribuição de amor com mais amor. É aceitar o amor e agradecer por ele com bons sentimentos. E creio que isso seja uma estratégia excelente para manter o amor como um ciclo, para manter e renovar a energia do amor em nossas vidas.

Talvez com o tempo eu mude de estratégias, ou crie novos pilares, pois tudo se transforma.

Mas quero saber, qual a sua estratégia de amor hoje?

“[…] o mundo está tão faminto até da versão condensada mais simples de qualquer coisa ligada ao amor, porque o amor não está na TV, o amor não está em lugar nenhum, não é ensinado na escola […]” (Patch Adams)

Eu me amo – e não tem nada de errado com isso, muito pelo contrário

Quando alguém solta essa frase “eu me amo” pode parecer uma pessoa que “se acha”, alguém arrogante, metido. Mas nessa jornada de autoconhecimento através da qual me deparei com o amor-próprio como ferramenta de extrema importância, pude ressignificar essa frase e compreende-la de forma mais leve, vendo-a de forma mais pura, como uma afirmação do amor-próprio.

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Não tem nada de errado em se amar, muito pelo contrário, coisas incríveis acontecem quando nos amamos. Eis algumas delas:

  • Conseguimos diminuir os comportamentos autodestrutivos
  • Tomamos consciência das nossas reais vontades e necessidades
  • Conseguimos enxergar relacionamentos abusivos/negativos e nos livrar deles
  • Promovemos o autocuidado, pois nos colocamos como alguém que merece
  • Criamos coragem pra dizer não pra aquilo que realmente não queremos
  • Conseguimos expressar melhor nossos pontos de vista, pois a insegurança perde forças

Enfim, muita coisa pode mudar pra melhor quando nos amamos! Essas que listei foram algumas que aconteceram comigo… Pode ser diferente pra cada pessoa, pode ocorrer em tempos diferentes, mas digo sem dúvidas que vale a pena.

Eu me amo! E você, se ama?

 

 

Auxiliares da autoaceitação

No post que comecei a falar sobre o amor-próprio mencionei algumas coisas que me ajudaram a desenvolvê-lo, como o reiki e a terapia. No post de hoje quero compartilhar com vocês uma outra coisa que está me ajudando muito nesse processo: acompanhar vídeos de pessoas que passaram por esse processo de autoaceitação.

(Só um “ps”, autoaceitação não quer dizer acomodar-se. É permitido ter coisas que desejamos mudar, a ideia é somente que tenhamos carinho próprio, para que não sejamos dependentes dessas mudanças para estarmos felizes ou completos. Entendo agora, inclusive, que a aceitação e o amor-próprio são ótimas ferramentas para executar as mudanças que queremos, e não o contrário!)

Vocês podem encontrar diversos canais com pessoas que se sintam em sintonia, mas vou recomendar as duas maravilhosas que venho acompanhando. Elas fazem sentido pra mim principalmente por tratarem da questão de ser gorda e fatos relacionados a isso. Lembrando que podem ter pessoas lendo aqui que precisam aceitar outros pontos em seus corpos ou suas vidas, por isso recomendo que busquem canais que façam sentido para a realidade de vocês, que transmitam mensagens que se encaixem com o que estão passando. Não que estes canais estejam restritos à questão que mencionei também… Enfim, vale a pena conferir de qualquer maneira :)

Alexandrismos – da Alexandra Gurgel

Confesso que no começo não curti muito o jeito dela, mas acabei vendo parcerias e gostando tanto das ideias, que logo me vi apaixonada por essa pessoa! Sinto que ela é muito verdadeira no que diz e mostra nos vídeos, e tem um “projeto” dela que estou acompanhando, a #maratonadoamorproprio que logo deve ter um post especial aqui no blog porque inspirou muito esses posts e está contribuindo muito pro meu desenvolvimento! Assim que finalizar conto mais pra vocês!

Tá, Querida – da Luiza Junqueira

Com a Luiza a coisa já foi diferente, me identifiquei de cara com esse jeitinho fofo dela, amei o cabelo colorido e as tatuagens e simplesmente pensei: quero ser como essa moça aí! Hahaha! Também me tocou muito o documentário GORDA, que está disponível no canal dela e recomendo total. Ela me ajudou a perder o medo dessa palavra, a aceitar que tudo bem ser gorda, que isso é só uma característica física que não define todo o meu ser e que não deve ser entendida como ofensiva (exceto quando alguém usa de modo ofensivo).

Enfim, a ajuda às vezes vem de onde menos se espera. Espero ser também uma fonte assim como elas foram pra mim. Contem comigo <3

Beijos!

2017

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Meu último post nessa categoria tão amada foi há quase um ano atrás. Só agora, com a chegada do ano novo, me dei conta desse abandono, logo desse projeto que sempre foi um dos meus queridinhos aqui no blog. Então, que em 2017 tenhamos mais Mensagens do Bem, e, como sugerido na imagem, que possamos fazer a diferença através do bem e do amor, seja em nossos pensamentos, sentimentos, palavras e atitudes. Que sejamos a mudança, que possamos iniciar as transformações dentro de nós e assim expandir tudo o que há de bom para os que estão ao nosso redor.

Que seja um ano de paz, amor, respeito, alegria, harmonia e união.

2017 chegou!

Introdução ao amor-próprio

Já tem algum tempo que estou numa jornada de auto conhecimento. Já falei pra vocês um pouquinho sobre o reiki, sobre a terapia, mas hoje quero falar sobre o ponto chave do processo: o amor-próprio.

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Demorou um pouquinho para que eu percebesse que o amor-próprio era a chave para todas as mudanças que eu desejo e sentia que não ia conseguir. Mas agora, com muita ajuda, leitura, vídeos e reflexões, entendi que nada do que vem de fora tem poder real sobre mim.

Na verdade até tem, mas um poder negativo que agora estou aprendendo a me livrar. Os outros tem o poder de me deixar pra baixo, mas só quando eu permito, e agora não permitirei mais. Não darei mais ouvidos aos que dizem que eu preciso emagrecer pra fazer qualquer coisa. Não darei ouvidos a quem diga o que eu preciso fazer pra ser feliz, pois isso só eu sei, e só vou descobrir quando parar de ouvir o exterior pra ouvir o interior.

Então é assim: entendi que o caminho da transformação é só a gente que constrói, ele vem de dentro, nós criamos a partir do que descobrimos sobre nós mesmos. O caminho do outro pode ter sido muito bom pra ele, mas provavelmente não será o melhor para nós.

Nessa trajetória eu precisei aprender a me impor. Não de uma maneira ruim, me colocando com ar de superioridade ou impondo minhas preferências, mas me impor como eu mesma, ser capaz de fazer minhas escolhas, ser completa, com qualidades e defeitos, com certas preferências, com certas convicções. E olha, pode parecer muito simples ser você mesmo, mas nem sempre é, pra mim não foi.

Eu sempre me preocupei muito com os outros, com o que pensariam, com o que sentiriam, sobre o que estavam esperando de mim. E muitas vezes eu agi e fiz escolhas pensando nisso. Pautei decisões importantes em “fulano recomendou, então deve ser bom”. E quando me dei conta do quanto isso foi negligente, fiquei pasma. Agora me parece óbvio que só eu posso ser responsável pelas minhas escolhas. Imagina só lidar com as consequências de uma escolha feita pra agradar outra pessoa? Tem muito potencial pra gerar raiva, desconforto, culpar o outro.

Agora me parece óbvio também que sou eu que devo tomar as decisões com base no que eu acredito e desejo, pois, afinal, serei eu que lidarei com as consequências, sejam boas ou ruins. Não me imagino mais carregando consequências de escolhas que os outros fizeram por mim, e acho que ninguém merece esse fardo. Mas, como sempre, não é fácil se desvencilhar. Porque nem sempre é fácil saber o que realmente queremos. Porque nem sempre é fácil ter coragem de assumir os riscos das nossas próprias decisões sem ter ninguém pra culpar se tudo der errado.

Mas o amor-próprio ajuda, e muito. Ele nos faz enxergar o que temos de bom. Ele nos mostra que somos capazes de tomar as melhores decisões pras nossas vidas. Ele nos deixa seguras de quem somos, mesmo que não tenhamos certeza do que isso significa. Ele nos faz confiar mais na nossa intuição, a ouvir mais o nosso coração sem medo.

O amor-próprio traz consigo o autocuidado. E quando nos cuidamos, nos amamos. E quando nos amamos, enxergamos nosso potencial. E enxergando nosso potencial, nos permitimos ir mais longe. Nos permitimos dizer não ao que nos faz mal e dizer sim para o que realmente importa em nossas vidas.

O amor-próprio nos aproxima da verdade. A verdade que está dentro de nós, geralmente escondida, esquecida, perdida debaixo de camadas e mais camadas de crenças limitantes que nos foram ensinadas desde sempre. Limpar essas camadas não é o processo mais agradável de se fazer, digo porque creio estar exatamente nesse momento. É aquela parte chata de encarar as mentiras que guardamos com tanto carinho. É a parte de desapegar de crenças confortáveis que no fundo sabemos que não dá pra manter. É a parte de entender que só nós mesmos podemos fazer essa limpeza – por mais que você tenha pessoas te auxiliando elas não podem fazer por você.

 

Gorda e saudável, é possível?

(Geralmente eu escrevo as coisas mais em “off” aqui no blog, mas dessa vez me desafiei e fui fazer textão no Facebook porque acho que lá tem uma exposição diferenciada. Aqui talvez até alcance mais pessoas, mas eu realmente precisava falar tudo isso para aqueles que convivo diariamente, sabe? Para a família, amigos, colegas, alunos, professores, enfim, pra todo mundo entender um pouco a questão e de repente parar pra pensar sobre). 

Então, deixo aqui o link pro post original do Face e também a cópia pra quem quiser ler por aqui mesmo:

Hoje assisti alguns vídeos do Canal Alexandrismos e a cabecinha começou a funcionar e mil pensamentos emergiram. A partir disso, pensei em como a minha necessidade de aprovação externa (das outras pessoas) era uma das coisas que eu sinto precisar mudar em mim para viver melhor. E daí lembrei de tantas vezes que precisei pedir um ok de alguém sobre a roupa que vesti, sobre coisas que escrevi, ou qualquer outra coisa. E lembrei também que escrevi um texto essa semana e estava super insegura sobre postar ou não, e a primeira coisa que me surgiu foi pedir pra alguém ler e me dizer se estava bom, se fazia sentido ou sei lá. POR QUE? Por que não me sinto bem em simplesmente expor o que eu penso, sinto, quero? Me dei conta de que isso demonstra uma falta de auto confiança da minha parte. E, claro, essa não é uma questão que irá se resolver de uma hora pra outra, mas resolvi fazer um teste, me desafiando a postar sim o texto que escrevi, e ainda escrever isso tudo aqui que você acabou de ler pra contextualizar. Então vamos lá descobrir o que acontece quando agimos diferente do que estamos acostumadas! Ah, também não posso deixar de mencionar a lynda Luiza Junqueira do Canal Tá, Querida que também está me ajudando muito nesse processo de auto aceitação. E tem também a Jessica Tauane do Canal Gorda de Boa que é incrível! Enfim, só pra citar algumas das mulheres gordas maravilhosas da internet que estão fazendo um trabalho incrível ajudando minas a se amarem do jeito que são

Mas vamos ao texto que mencionei acima:

Seria cômico se não fosse trágico: hoje fui até a ginecologista levar os meus resultados de exames de sangue para ela verificar. De antemão – visto que no último ano ganhei 10 quilos e que estes são apenas parte de um ganho de peso que já vem acontecendo há um bom tempo – já me preparei para alguma alteração que provavelmente me forçaria a mudar alguns hábitos. Pensei em como talvez isso seria até bom, aquele empurrãozinho de que eu necessitava pra aderir a uma vida mais saudável, me alimentando “melhor” e fazendo atividade física com mais frequência (a receita mágica para emagrecer que nos vendem em qualquer esquina ou postagem do mundo fitness). Afinal, gorda assim certamente não estou saudável – reproduzi mais uma vez aquele discurso da galera da patrulha da “saúde”. E, PASMEM, a médica olhou meus exames e falou que está TUDO ÓTIMO. Antes que eu pudesse mais uma vez questionar como isso seria possível já que sou gorda, simplesmente sorri, quase que um sorriso de vingança do mundo: POSSO SER GORDA E SAUDÁVEL SIM! Ainda me sinto na obrigação de mudar meus hábitos alimentares e voltar para práticas mais regulares de atividade física, mas agora estou mais consciente de que minha saúde não se resume só ao meu peso. Agora entendo muito mais que a patrulha do peso está sim mais preocupada com a nossa aparência do que com a nossa saúde. Agora entendo muito mais o quanto as pessoas sofrem com gordofobia diariamente sim, e o quanto é ruim esse monte de gente dizendo que é tudo mimimi enquanto pessoas reais estão sofrendo com tudo isso. Agora entendo muito mais as blogueiras/youtubers/pessoas gordas que defendem a necessidade de nos amarmos como somos acima de todas as regras impostas por anos (mas ainda não cheguei nesse nível de me amar incondicionalmente, ainda). Agora entendo que se eu achar necessário mudar meus hábitos vai ter que ser algo que parta de mim mesma e seja por mim mesma, e não pra agradar alguém ou me encaixar no padrão (até porque isso sempre esteve presente e não me fez mudar nadinha). Enfim, esse é um desabafo que eu realmente precisava fazer, por mim mesma e por todas que se identificam com essa questão. Vamos sim nos preocupar com a nossa saúde, mas não vamos esquecer que nosso peso é só um número que significa muito pouco perto de tudo o que realmente somos e podemos ser!

 

Atualização:

Fiquei um tempão na indecisão pra apertar o “Publicar” no Facebook. Fiquei pensando se no fundo não era só uma necessidade de chamar atenção, fiquei pensando em quem ia ler e o que iam pensar (pensei na família, nas amigas magras, nos alunos, nos machos desagradáveis). Apertei e saí correndo. Depois de um tempo começaram a aparecer notificações de comentários e a curiosidade de geminiana me obrigou a abrir. E olha, até agora só comentário maravilhoso 

Uma tentativa de abordagem menos clichê do clássico “faça sua parte”

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Estou cada vez mais aprendendo a importância do “faça sua parte”. Para além da frase clichê, é claro. Essa semana, na disciplina de Sociologia que ministro no curso de Administração, tivemos seminários com temas ligados ao preconceito (homofobia, intolerância religiosa, racismo, preconceitos contra a mulher, idosos e deficientes) e falamos muito sobre o que o governo ou a mídia poderiam fazer para minimizar os problemas provenientes da “simples” falta de respeito ao próximo. Por fim, concluímos também que é importante que cada um de nós faça a sua parte. Muitos se mostraram pessimistas dizendo que tem coisas que não vão mudar, mas lembramos que a educação tem um grande poder transformador, e que podemos ser protagonistas dessas transformações ao nos colocarmos como agentes dela, e não apenas esperarmos que alguém o faça (escola, governo, etc.).

Creio que isso começa pelas mudanças pessoais que desenvolvemos ao notar a maneira como reproduzimos preconceitos e crenças limitantes que nos foram ensinadas. E depois, acredito, podemos passar a exteriorizar isso de forma a mostrar aos demais essas amarras das quais podemos sim nos desprender. E daí vem a nossa responsabilidade com as gerações futuras. Conversando com as amigas esses dias também falamos disso: nós podemos oferecer aos nossos filhos uma educação diferente, nós podemos disseminar novos valores, ligados ao respeito e ao amor acima da competitividade e egoísmo que muitas vezes nos foi ensinado. Sim, é difícil fazer isso sozinho. Sim, é difícil fazer isso num mundo como esse que estamos. Então parece que a solução é mesmo nos unirmos para mudar o mundo. E isso não vai se realizar se continuarmos achando que não somos capazes, se continuarmos acreditando nas mentiras que nos contam, e se continuarmos tão distantes uns dos outros. Só o amor une, só o amor salva. Eu acredito e confio.

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Letra ~N~

Sim! Eis que mais de um ano depois da última postagem nesta categoria, voltei!

Estava lembrando desse projeto fotográfico esses dias e me dei conta do abandono… Fiquei realmente triste porque acho um projeto super legal, então resolvi retomar. Tem sido um pouco difícil fotografar com mais calma, mais preocupação com qualidade e tals… Nem sei quanto tempo faz que não pego a minha câmera e saio por aí. Ultimamente só o celular mesmo pra fazer aqueles registros cotidianos que vão pras redes sociais. Mas gosto muito de fotografia, e espero que essa retomada do projeto me faça retornar a esse universo.

Mas vamos à letra N. Primeira coisa que me veio à cabeça foi natureza. Então fui dar uma olhada nas últimas fotos que tirei durante um passeio que fizemos em Rosana/SP, onde rolou um passeio de barco e tudo mais. Lembrei que tirei uma foto que gostei bastante, mas quando fui ver, quase não tinha natureza nela, mas tinha um .

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O fato é que prefiro essa palavra no plural: nós. Pode ser sinônimo de laço, pensado no nó da corda, mas também pode ser nós entrelaçados pelo sentimento, um elo, um vínculo, nós dois como um só.

É por isso que hoje vai ter uma foto do projeto e uma foto extra, uma foto de nós <3

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Hoje, 11/11/2016, nós completamos 10 anos de namoro! E não poderia passar em branco por aqui. Te amo, meu amor!

 

Ano novo, metas novas {último post de 2015}

metas não prisão

2016 chegando aí. Ano novo sempre proporciona momentos de reflexão, e muitas vezes aproveitamos a oportunidade para definir metas pro ano seguinte. Metas relacionadas ao relacionamento, à vida financeira, à saúde, entre tantas outras.

Eu quis ir um pouco no sentido contrário do momento. Muito se vê por aí sobre foco, força e fé, manter o foco, atingir a meta. Mas pouco se fala de como as coisas não são estáticas e podem mudar a qualquer momento. Se sua vida muda, porque suas metas deveriam continuar as mesmas?

O que quero dizer não é que não devemos criar metas, pelo contrário, acho elas realmente importantes para que possamos visualizar nossos objetivos e buscá-los com mais afinco. Mas é importante não fazer das metas uma prisão, não transformá-las em correntes que nos amarram e nos impedem de voar.

Além do meu momento de vida, eu recebi um e-mail que me inspirou a escrever esse post (porque nada é por acaso e as coisas acontecem com total sincronicidade). Um e-mail do projeto Moporã, do qual selecionei a seguinte frase:

Precisamos estar prontos para desistir dos nossos planejamentos quando uma boa oportunidade surge à nossa frente. A meta deve servir ao seu propósito. A meta deve te servir e não o contrário. E como a cada passo você muda, evolui, se transforma, o mesmo acontece com as suas metas.” (Larissa Mungai)

Então desejo a vocês um 2016 de metas flexíveis, de paz, de saúde, de inspiração, reflexão, muito mais amor em todos os seus sentidos, de autoconhecimento, e de trocas positivas, seja aqui na blogosfera ou no mundo real!

Feliz 2016!