Trabalho voluntário: o que tenho aprendido

Eu ando meio sumida e nem sei se contei pra vocês sobre um projeto maravilhoso que está enchendo meu coração de alegria e bom ânimo: a Casassa (pronúncia: Cazaça).

A Casassa é um projeto de acolhimento à população LGBT+ em situação de vulnerabilidade – especialmente naqueles casos em que pessoas são expulsas de casa por sua orientação sexual ou identidade de gênero, vista como inadequada pelos familiares – com certeza você já ouviu falar disso, na vida real ou na ficção.

Enfim, o projeto está se desenvolvendo, se estruturando e creio que logo iremos abrir as portas oficialmente para o acolhimento. Por enquanto já temos ações para arrecadar fundos e integrar a comunidade LGBT+ de Presidente Prudente e região.

Mas mais do que apresentar o projeto – e convidar vocês pra acompanharem a gente no Facebook e Instagram – quero falar da minha experiência com o voluntariado.

Sabe, eu sempre achei lindo trabalho voluntário. Sempre foi algo que admirei e ficava pensando: “um dia vou fazer isso!”, mas o dia não chegava. Às vezes eu até me sentia mal por não fazer algo do tipo, sentia que eu estava devendo pra sociedade de alguma forma. Mas eu simplesmente não sentia uma afinidade que me fizesse participar de fato de algum projeto voluntário. Eu sempre acabava fazendo doações, mas nunca indo botar a mão na massa. Isso sempre foi mais fácil, mas não quero de forma alguma dizer que essa parte é menos importante. Na verdade eu acho que todo tipo de ajuda é válido, e não vejo graça em diminuir qualquer tipo. Mas eu ainda sentia necessidade de me envolver mais profundamente com alguma coisa. Talvez eu só não estivesse pronta, ou talvez precisasse de um projeto que me contagiasse como a Casassa me contagiou.

Vou contar a historinha de como tudo começou: de repente fui colocada num grupo de Facebook da tal Casassa, vários amigos faziam parte também e lendo sobre a iniciativa achei bem legal. Só depois entendi que a iniciativa ainda era embrionária, estava sendo construída, e haveria uma reunião para tratar do assunto. A reunião era num dia e horário que eu podia comparecer, então fui. Cheguei sozinha e identifiquei um total de zero pessoas conhecidas. Mas os desconhecidos pareciam ser legais e me senti bem.

No decorrer da reunião já aconteceu algo bem diferente: identifiquei que haviam pessoas trans ali. Dois homens e uma mulher. EU NUNCA HAVIA ESTADO NUM AMBIENTE COM PESSOAS TRANS. Pelo menos não que eu soubesse. E foi muito importante, despertou em mim muitas reflexões sobre como essas pessoas são invisibilizadas e excluídas dos espaços sociais. As histórias contadas por elas contribuíram ainda mais pro meu interesse pelo projeto: as pessoas LGBT+ precisam realmente de ajuda.

E de repente fui num segunda, terceira, quarta reunião. E quando me dei conta estava envolvida de corpo e alma. Em menos de um mês os colegas de projeto se tornaram amigos, pois as afinidades inegáveis nos aproximaram rapidamente. Até modelo fotográfica pra divulgação do bazar eu fui (um belo exercício de autoestima, considerando que a minha beleza está fora dos padrões estabelecidos).

 


Tenho aprendido em cada etapa. Aprendido sobre mim, sobre os outros e sobre o mundo. Gosto de listas, então pra contemplar o título desse post, vou listar algumas coisas que aprendi:

  • Vá atrás do que você quer, do que te interessa, mesmo que sozinho.
  • Não deixe o desânimo dos outros atingir você, você não precisa de apoio em tudo o que for fazer.
  • As pessoas são diferentes, entenda e respeite isso.
  • Respeite o seu limite, seu espaço, tempo e necessidades.
  • Encontre projetos que despertem o que há de bom em você.
  • Lidar com pessoas desperta também coisas ruins. Aproveite para encará-las e descobrir como melhorar.
  • Faça sua parte da melhor forma possível e ficará com a consciência tranquila.
  • Não se compare aos outros ou espere que façam as coisas como você.
  • No trabalho em grupo é importante estar disposto a abrir mão de algumas coisas.
  • No trabalho em grupo é importante se colocar com firmeza quando necessário.
  • No trabalho em grupo é importante ouvir, falar, repensar e refazer.
  • Cresço mais em contato com os outros do que isolada comigo mesma.
  • Quando o objetivo é o bem e o amor, as coisas fluem.
  • Identificar quando fez merda e se perdoar é importante.
  • Identificar quando fez merda e pedir desculpa aos outros é importante.
  • Nada sairá exatamente como o planejado, e está tudo bem.
Equipe da Casassa no BAZARSASSO

Espero que tenham gostado! Alguém aí faz trabalho voluntário? Adoraria saber algumas histórias sobre esse assunto, deixem nos comentários!

Beijos!

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Meus livros para 2017

Em geral eu não sou muito de ler livros completos. Sempre estou lendo capítulos, trechos, principalmente dos conteúdos teóricos relacionados ao temas das minhas aulas. Por ter essa “obrigação” de ler, muitas vezes a leitura não era aquilo que eu queria fazer nas horas de lazer.

Mas ano passado a coisa começou a mudar um pouco, pois me interessei bastante por temas voltados à espiritualidade, consciência, autoconhecimento. Esse interesse me fez ler, no ano passado, dois livros que gostei muito: Manual de Instruções da Ressonância Harmônica, de Hélio Couto e Saúde das Emoções, de Alírio de Cerqueira Filho.

Daí comecei o ano de 2017 ganhando o livro Mãos de Luz, de Barbara Ann Brennan do meu pai e também comprei mais alguns livros que vou contar com detalhes pra vocês!

Atenção plena em poucas palavras – Dra. Patrizia Collard

Um livro fofo, acho que seria a melhor definição. As ilustrações são lindas, o conteúdo é bem claro e objetivo e ele é pequenino, cabe  na palma da mão. Recheado de exercícios focados na prática da atenção plena, é um caminho para o autoconhecimento através dessas meditações rápidas que já representam um grande passo para quem tem dificuldades de se desligar da correria do cotidiano.

Um novo mundo: o despertar de uma nova consciência – Eckhart Tolle

O que dizer desse livro que mal conheço e já considero pakas? Eckhart Tolle já é muito conhecido pelo livro O poder do agora, mas confesso que lendo a descrição de ambos, me interessei mais por esse que comprei, deixando o famoso pra depois. Acho que foi uma boa escolha, pois estou adorando o livro, o conteúdo e a organização em capítulos pequenos (que nos permite ler em pequenas pausas na correria do dia) me conquistaram muito!

Mulheres, comida e Deus: uma estratégia inspiradora para quase tudo na vida – Geneen Roth

Olha, sinceramente eu li muito pouco desse livro pra poder emitir opiniões. Então vou contar o que me levou a pegá-lo na prateleira e trazer pra casa: na verdade foi bem por acaso que bati o olho nele numa prateleira que fui olhar pra desviar de uma pessoa que passava na livraria. Quando li esse título fez todo o sentido pensando no meu momento de vida: sou mulher, estou tentando entender e melhorar minha relação com a comida e com Deus/espiritualidade.

O livro da Sociologia – Coleção As grandes ideias de todos os tempos

Dessa vez esse foi o único livro escolhido por objetivos profissionais. Achei um livro bem dinâmico, com resumos interessantes de temas importantes na sociologia que posso inclusive usar para preparar aulas ou até mesmo propor leitura aos alunos. Encontrei temas já conhecidos e outros nem tanto, o que é bom! Gostei bastante do fato de ter fotos, quadros, esquemas… acho que facilita a compreensão de uma forma mais leve do que com texto extensos.

 

E aí, o que estão lendo nesse ano? Me contem nos comentários!

Beijos!

Oficina de Aquarela

Nesse fim de semana participei de uma oficina de aquarela no Sesc Thermas, aqui em Presidente Prudente. Foram duas manhãs com o ilustrador Nestor Jr. aprendendo algumas técnicas bem interessantes!

Eu tenho contato com aquarela já faz um tempo, mas sempre foi uma coisa de brincar com as cores e formas, sem compromisso. Em geral eu fazia desenhos abstratos e, claro, mandalas.

Mas essa oficina foi uma oportunidade de aprender um pouco mais algumas formas de “controlar” a tinta. Na aquarela isso é bem difícil, pois em geral tudo se espalha rapidamente. Mas vi que é possível fazer algumas coisas saírem como queremos – ou quase… rsrs!

Acho que o que mais gostei de aprender foi a parte do degradê. Fizemos alguns exercícios e no fim acho que consegui pegar o jeito!

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Degradê 
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Degradê em esferas

Outra coisa que achei bem legal foi fazer detalhes com água sobre a tinta e depois remover com papel toalha, deixando assim umas marquinhas bacanas.

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Os “passarinhos” fiz usando remoção com água, e as ondas com tinta e pincel fininho.

Tivemos também um exercício que pra mim foi o mais difícil: desenhar um “objeto”. Na verdade eram folhas, flores e galhos que deveríamos tentar reproduzir. Logo de cara já fiquei preocupada com a proposta, pois não é algo que costumo fazer e não me sinto a vontade… Mas como estava lá pra me divertir, botei a mão na massa no pincel. Primeiro fizemos da forma que veio na cabeça e depois contamos com algumas dicas do Nestor. Eis o meu resultado:

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Na esquerda, o primeiro desenho, sem dicas; na direita o segundo, com dicas.

Olha, apesar de não ter ficado “uau, que lindo”, achei que melhorou bastante do primeiro pro segundo. No fim foi um exercício não só relacionado ao desenho, mas a um entendimento de mim mesma, pois pude observar esse apego que muitas vezes temos de fazer a coisa “correta”, “perfeita”, “do jeito que tem que ser” e a dificuldade de se deixar levar um pouco, de trabalhar de forma mais leve, sem tanta cobrança.

Bom, não é com uma oficina que vou simplesmente ficar “craque” – seja na aquarela, seja nas coisas da vida – mas foi bem interessante e o aprendizado é sempre válido!

Beijos!

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Vamos falar sobre ALTERIDADE

Sim, essa categoria ficou parada por um bom tempo, mas volta com um tema que considero muito interessante e necessário: alteridade.

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Confesso que fui compreender o significado dessa palavra apenas em 2014, quando, no meu primeiro ano de mestrado, fiz uma disciplina chamada “Dialogar con el otro” (o professor era argentino, por isso o título em espanhol!) que abordou o tema. No fundo eu já sabia o que era a coisa, mas não sabia que essa palavra tinha esse significado. E isso foi essencial para mim tanto no sentido acadêmico quanto pessoal.

Com relação ao meu trabalho acadêmico, entender a alteridade foi importante por proporcionar um melhor entendimento sobre a relação entrevistador-entrevistado, esse relação entre o eu e o outro, que no caso da pesquisa científica envolve uma série de especificidades, como a tentativa de uma neutralidade que, na minha opinião, será sempre um tentativa, já que todos nós trazemos nossas características e crenças que dificilmente são neutras. Entendo a possibilidade da neutralidade como a busca por minimizar a influência direta nas respostas de uma entrevista, por exemplo. Nesse caso sim, creio que é possível e necessário para que possamos nos aproximar da realidade que queremos compreender, e não tirar desse contexto apenas aquilo que nós achamos que existe. Mas também acho importante que tenhamos essa percepção da nossa não-neutralidade, para que possamos entender melhor as nossas próprias expectativas, bem como compreender o porquê de certas atitudes, falas e crenças do outro.

Não sei se ficou muito confuso, mas tentando explicar de forma mais simples, a ideia é tentar não influenciar no resultado da pesquisa, não influenciar a pessoa a falar aquilo que queremos escutar, e sim deixar espaço para que ela coloque a perspectiva dela, o seu próprio entendimento das coisas a partir de suas vivências, estando cientes de que essa perspectiva da pessoa está ligada às suas experiências anteriores, ao contexto em que está inserida.

Quanto ao aspecto pessoal, creio que para todos nós seja importante pensar a alteridade em nossas relações. Acho que tem muito a ver com o respeito ao próximo. Ter essa noção de que existe um “eu” e um “outro” nos faz observar que nem tudo é visto somente a partir da nossa própria perspectiva. O outro teve outras experiências, esteve em outros lugares, outras situações, conviveu com outras pessoas. Portanto, provavelmente seremos diferentes em alguns aspectos. Mas a diferença não é necessariamente ruim, e nesses casos precisamos aprender a lidar respeitosamente com isso.

Pra mim, alteridade tem a ver com a compreensão das diferenças, e com a aceitação de que o diferente não é sempre errado, logo, não devemos pensar apenas em nossas crenças, opiniões e posturas como certas, únicas e mais importantes, mas sim como uma das possibilidades em meio a tantas outras que podem fazer muito sentido para outras pessoas. Acredito que com essa percepção podemos ter mais paz em nossas relações cotidianas, ser capazes de atos de compaixão e ter o respeito como guia de nossas ações.

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Leituras recomendadas:

Para quem tem interesse numa abordagem antropológica da ideia de alteridade, recomendo O nativo relativo de Eduardo Viveiros de Castro. É um texto mais acadêmico, que me ajudou muito a pensar na relação pesquisador-pesquisado. Texto disponível aqui.

Para quem quer uma leitura mais filosófica, voltada para a humanidade e o cotidiano, recomendo esse texto de Frei Betto sobre alteridade, texto que descobri quando escrevia esse post e do qual gostaria de destacar uma parte que creio explicar muito bem a alteridade através da generosidade:

Só existe generosidade na medida em que percebo o outro como outro e a diferença do outro em relação a mim. Então sou capaz de entrar em relação com ele pela única via possível – porque, se tirar essa via, caio no colonialismo, vou querer ser como ele ou que ele seja como sou – a via do amor, se quisermos usar uma expressão evangélica; a via do respeito, se quisermos usar uma expressão ética; a via do reconhecimento dos seus direitos, se quisermos usar uma expressão jurídica; a via do resgate do realce da sua dignidade como ser humano, se quisermos usar uma expressão moral. Ou seja, isso supõe a via mais curta da comunicação humana, que é o diálogo e a capacidade de entender o outro a partir da sua experiência de vida e da sua interioridade.

-Frei Betto

E aí, vocês já conheciam essa palavra?

Como vocês percebem a alteridade no cotidiano?

Beijos!

 

Aprender com os erros

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Lembrei do trecho da música Ainda Há Tempo do Criolo que diz: “Aprenda com os erros, não se sinta um covarde.”

Pode parecer simples, mas aprender com os erros não é nada fácil. É fácil cair nessa de se sentir um covarde, de se sentir um pessoa péssima por ter feito algo errado. É fácil se deixar levar pelo sentimento de culpa, deixá-lo nos corroer por dentro e tirar de nós qualquer lição positiva da situação. Mas olha a novidade aí: podemos tirar algo positivo até dos nossos erros. Podemos APRENDER com eles. Aprender a lidar com as consequências, aprender a evitar fazer aquilo novamente, aprender a pedir perdão aos outros e perdoar a nós mesmos. Mas, como todo processo de aprendizado, não é simples. Pode levar algum tempo pra gente aprender e colocar em prática. Pode ser que insistamos no mesmo erro mais de uma vez. Mas nada disso é motivo para desistir de nós, para desistir da busca que creio que todos levamos no peito: ser uma pessoa melhor. Acho que todos queremos, e podemos. Ser alguém melhor pra nós mesmos, pra quem amamos e para o mundo. E esse é o primeiro passo para mudanças reais. Afinal como vamos mudar nossa casa, nosso bairro, nossa cidade, país ou planeta se ainda não conseguimos mudar nossas próprias atitudes ruins? Enfim, só queria dizer que os erros podem nos proporcionar aprendizados importantes, então “fique atento!” (como diria o Criolo, novamente) para enxergar as possibilidades e desfrutar delas da melhor maneira possível.

O que aprendi ministrando um minicurso

Minicurso Gênero e Ruralidades

Há alguns dias ministrei este minicurso como parte do meu estágio docência do Mestrado em Sociologia. Não sei se já falei aqui, mas desde a graduação estudo assentamentos rurais e já venho aliando também estudos voltados para as questões de gênero nestes espaços. Confesso que a princípio essa parecia ser apenas uma atividade obrigatória, mas acabou proporcionando muita coisa bacana e algumas lições que gostaria de compartilhar! Então vamos às coisas que aprendi ministrando um minicurso:

1. Sempre vou ficar nervosa

É comum eu ir a eventos acadêmicos apresentar minha pesquisa e SEMPRE fico nervosa. No minicurso não foi diferente, mas acho que ter algumas carinhas conhecidas por ali facilitou pro nervosismo ir embora mais rápido, mas sim, ele esteve ali e provavelmente estará sempre, então preciso aprender a lidar com ele da melhor forma.

2. Estudar bem o assunto dá mais segurança

Essa já é uma das dicas para dar uma segurada no nervosismo. Quando sabemos bem sobre o que vamos falar, nos sentimos mais confiantes, sabemos que de alguma forma seremos capazes de falar sobre aquilo, mesmo que seja com a voz meio trêmula… rsrsrs! (eu costumo ficar assim e falar muito rápido quando estou nervosa! hahaha)

3. Professores tem que lidar com muitas coisas

Olha, senti na pele como é essa coisa de estar lá na frente, lidando com algumas coisas que os professores tem que lidar, como: entra e sai da sala; conversinhas enquanto você está falando coisas sérias; gente bocejando/dormindo; ter que organizar a “aula” e estar minimamente preparado pra falar daquilo (eu tentava estar sempre “maximamente” preparada, masok); gente com uma cara que não dá pra saber se não está entendendo nada ou se está apenas pensando em coisas aleatórias; enfim, uma série de coisinhas um tanto incômodas que realmente fazem parte da vida de um professor. Por essas e outras que acredito que professores merecem muito respeito e gratidão, eles fazem um trabalho importante e lidam com muitas questões. Estão, na maioria dos casos, dando o seu melhor para ajudar a construir uma sociedade melhor!

4. Sempre vai ter gente interessada e gente desinteressada

Ao mesmo tempo que tem esses diversos probleminhas, também gente interessada e que dá o ânimo necessário para seguir em frente. Sempre tem alguém que presta atenção, faz perguntas, comenta, conta um exemplo relacionado ao tema e ajuda no desenvolvimento do assunto. Um muito obrigado a essas pessoas!

5. Planejamento é importante, mas nem sempre dá pra executar perfeitamente

Bom, como eu disse eu realmente me preparei muito, mas isso não quer dizer que o resultado saiu perfeito. Mesmo porque existe uma dinâmica, um ambiente que se faz ali na hora e ajuda a definir a apresentação, as falas, os exemplos. Quanto a isso não sou muito encanada, realmente deixei rolar e sei que mesmo saindo do planejado, o resultado sempre vai ser positivo se conseguirmos manter o foco na proposta.

6. Eu sou capaz!

Tanto sou, que fiz! Sabe, em muitos outros momentos da vida eu me questionei se seria capaz de certas coisas, tive a impressão de que não era, me deixei levar por comentários que me desmotivaram. Mas especialmente pra esse minicurso eu tive apoios muito positivos, gente que realmente acredita em mim me dando força, o que me fez realmente acreditar em mim mesma e na minha capacidade de fazer um bom trabalho. E agora sei que acreditar já é um grande passo para obter sucesso! Então, digo pra vocês que acreditem em si mesmos, e que acreditem mais no potencial dos outros também, dizendo à eles que acreditam, mostrando à eles os motivos de acreditar. Certas coisas são bem mais fáceis de lidar quando temos um amigo por perto  nos dando apoio e motivação!

 7. Vale a pena dar o seu melhor

Não só porque você mesmo fica satisfeito por ter oferecido o melhor, mas porque isso provavelmente vai te trazer reconhecimento do seu bom trabalho, seja diretamente, com feedbacks positivos, ou indiretamente, com exemplos de pessoas que modificaram sua visão de algo depois daquilo ou mesmo pelo seu próprio aprendizado e crescimento com a situação.

Bem, essas foram lições muito importantes que me ajudaram a valorizar o conhecimento, as pessoas e a importância destes espaços de compartilhar, que acrescentam sempre para todos os envolvidos, promovendo discussões que muitas vezes vão além do tema central. No caso desse minicurso, discutimos muitas coisas sobre gênero e feminismo, bem como sobre reforma agrária e assentamentos, e foi perceptível que muitas pessoas expandiram seus horizontes de entendimento dessas questões, eu mesma inclusive. Enfim, foi bem bacana e queria de alguma forma registrar por aqui também estes momentos tão especiais *-*

Se alguém tiver interesse sobre o tema pode entrar em contato comigo aqui pelo blog mesmo ou pela página do blog no Facebook!

Espero que tenham gostado!

Beijos!

Oficina de Teatro!

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Sempre me interessei por teatro. Lembro de gostar de estudar as modalidades na época da escola (não que eu ainda lembre de alguma coisa!) e de curtir assistir peças, é claro!

O ano passado, morando em São Paulo, foi bem mais fácil ter acesso e pude assistir a peças incríveis, principalmente no CCBB.

Em 2008 comecei um curso de teatro em Pouso Alegre, onde morei por um semestre. Mas pra variar eu me mudei de cidade, e não consegui concluir pois era um curso de 2 anos.

Agora, aqui em Dourados, entrei em uma oficina de teatro oferecida pela UFGD, onde faço o mestrado. Estou bem animada com a retomada de algo que gosto tanto. Assim, resolvi compartilhar aqui algumas coisas que estou aprendendo por lá!

Eis o resumo do que rolou na primeira aula:

  • Dinâmicas para aprender os nomes uns dos outros;
  • Exercitar a atenção/fazer várias coisas ao mesmo tempo: atividades com objetos, que exigem pensar e agir rápido;
  • Apropriação do espaço: andar pela sala com diferentes ritmos;
  • “Motor ligado”: parar mas ficar pronto para se movimentar novamente;
  • Aberto e fechado para o mundo: posturas que podemos tomar diante do mundo/grupo;
  • Posição do ator: braços soltos, joelhos levemente dobrados, facilita pra fazer qualquer movimento;
  • Improvisação: montar cenas sugeridas.

Tentei deixar bem resumido pra não ficar um texto enorme e cansativo, mas é claro que tudo isso foi feito de uma forma bem trabalhada e no tempo necessário para que pudéssemos apreender o que era importante em cada etapa.

Bom, foi a primeira aula então não tenho muito embasamento pra explicar muita coisa… Mas se tiverem dúvidas perguntem que farei o possível para esclarecer!

Espero trazer mais coisas no decorrer das aulas, tomara que vocês gostem!

Beijos!

Vamos Falar Sobre: Benefícios da Leitura

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Segundo o Ministério da Educação (MEC) e outros órgãos ligados à Educação, a leitura:

Desenvolve o repertório: ler é um ato valioso para o nosso desenvolvimento pessoal e profissional. É uma forma de ter acesso às informações e, com elas, buscar melhorias para você e para o mundo.

Liga o senso crítico na tomada: livros, inclusive os romances, nos ajudam a entender o mundo e nós mesmos.

Amplia o nosso conhecimento geral: além de ser envolvente, a leitura expande nossas referências e nossa capacidade de comunicação.

Aumenta o vocabulário: graças aos livros, descobrimos novas palavras e novos usos para as que já conhecemos.

Estimula a criatividade: ler é fundamental para soltar a imaginação. Por meio dos livros, criamos lugares, personagens, histórias….

Emociona e causa impacto: quem já se sentiu triste (ou feliz) ao fim de um romance sabe o poder que um bom livro tem.

Muda sua vida: quem lê desde cedo está muito mais preparado para os estudos, para o trabalho e para a vida.

Facilita a escrita: ler é um hábito que se reflete no domínio da escrita. Ou seja, quem lê mais escreve melhor.

Fontehttp://educarparacrescer.abril.com.br/leitura/importancia-leitura-521213.shtml

Concordo com todos esses benefícios, e acho que o importante é vc se descobrir como leitor, descobrir o que vc curte ler, seja livros de ficção, livros acadêmicos, revistas, gibis, blogs… O bom é cultivar esse hábito pra seguir sempre aprendendo e refletindo!

Já que falamos em vocabulário, aqui tem um TESTE pra vc descobrir como está o seu. É rápido e interessante de fazer!

Eu fiz 22 pontos, o que indica um bom nível (:

Como vcs já devem saber eu me dedico bastante às leituras acadêmicas, e talvez por isso não leio muitas coisas além disso… É claro que adoro ler os blogs *-*

Mas outra coisa que acho que acrescenta muito ao nosso vocabulário são as MÚSICAS, que vira e mexe apresentam termos novos, desconhecidos, que acabamos indo atrás de saber o que significam e isso nos faz aprender!

O que vcs gostam de ler? Quais benefícios vcs conseguem identificar?

Beijos