15 de junho de 2016

Essa data…

Não sei se vocês se lembram, mas no dia 18 de setembro de 2013 tudo começou: dei início ao projeto 101 coisas em 1001 dias, e o prazo final do desafio era 15 de junho de 2016.

101em1001

Sim, se passaram 1001 dias! E não, não cumpri as 101 coisas.

Parece pouco, mas acho que minha lista era um pouco complexa.

No meio do caminho fiz alterações, desisti de algumas coisas que não faziam mais sentido, desencanei de outras e foquei naquelas que realmente importavam. E claro, tem também umas coisinhas que pretendo fazer mesmo após o prazo determinado.

Vocês podem conferir no post do desafio tudo que cumpri, que fiz pela metade e que não cumpri, mas quero comentar alguns itens que não realizei, mas tá quase:

7- Encontrar um(a) blogueiro(a) amigo(a) na vida real

Gente, na verdade esse não tá quase, mas quero que esteja… hahaha! Devo ir pra São Paulo em breve e adoraria conhecer pessoalmente alguma blogueira amiga que esteja por lá! Alguém? *—*

40- Fazer um sorteio no blog

Já estou preparando os itens do sorteio e logo mais vai rolar! Provavelmente vai ser feito através da página do blog no Facebook, então se ainda não está nos acompanhando por lá não perde tempo >>> facebook.com/eisaquestaoblog

86- Combinar uma “troca de posts” (postar no blog de alguém, e alguém postar no meu!)

A troca de posts já está combinada e quase saindo do forno!!! Vai ser com a Vera, do Extraordinariando Por Aí! Aguardem!!!

101em1001

Esse projeto foi muito interessante, me proporcionou, além da alegria das realizações, reflexões muito importantes! A primeira delas é sobre a importância de ter metas, de transformar os desejos, vontades e sonhos em coisas concretas pra facilitar a realização. Claro que nem sempre é possível, e claro que não é fácil, mas é um exercício válido!

Outra coisa que aprendi foi que não preciso me culpar por não alcançar certas coisas. Não preciso me sentir mal porque a vida tomou outros rumos, pois tenho total poder de reorganizar, repensar e refazer as coisas! E não há nada de mal ou errado nisso, é simplesmente o movimento da vida!

Bom, agradeço todos e todas que me acompanharam nesse projeto, que me incentivaram de alguma forma! Espero que tenham curtido e que eu ainda possa voltar a falar nele conforme for realizando mais itens, mesmo que fora do prazo.

Beijos!

Anúncios

A metáfora do cabelo – Por Névelyn Silva

Imagem do Google

Tirar aquelas pontinhas do cabelo pode ser um pesadelo para nós mulheres e claro que comigo não seria diferente, já me peguei falando mal de muita cabeleireira por não respeitar os exatos dois dedinhos de comprimento que eu havia pedido. Já cheguei em casa chorando por causa de cabelo sim, afinal quem nunca?

Quem me conhece há bastante tempo sabe que fui uma adolescente com “A” maiúsculo, com direito a trocar a cor do cabelo a cada 3 semanas. Posso dizer que a minha busca por identidade foi bem movimentada. Hoje olho as fotos e, ao contrário do que muitos pensam, não me arrependo. Claro que não aconselho ninguém a usar tanta oxigenada e tinta em tão pouco tempo, já que obviamente se você não cuidar ele vai ficar danificado.

Fazendo um comparativo entre o meu ontem e o meu hoje é nítido como os anos me fizeram se apegar àquilo que nem é tão importante assim pra mim, em todos os aspectos da minha vida. Afinal, em que momento eu comecei a me importar com os 2 ou 3 dedinhos do meu cabelo se costumam dizer que se estão fracos não vão me fazer falta, pelo contrário, darão lugar a fios melhores. Então por que eu continuo dramatizando a perda de algo que precisa ser perdido? Comodismo talvez?

Quando coloquei meu pézinho em 2015 eu DECIDI ao invés de planejar. Decidi que ia enfrentar tudo àquilo que tinha medo, comecei pedindo demissão de um emprego estável, mas que não me fazia feliz. Depois fui atrás de extrair os meus sisos superando o meu pânico de dentista de vez, passei a ficar mais tempo em casa sozinha, coisa que pode parecer bobagem pra muita gente, mas que pra mim era um monstro de 10 cabeças. Matriculei-me num curso de Arte Dramática e já consigo falar em público sem achar que vou cair dura na frente de todo mundo e, sem mais nem menos, cheguei ao salão semana passada e pedi: corta curtinho. A profissional que cuida do meu cabelo ficou tão surpresa que me perguntou seis vezes se era isso mesmo que eu queria. E era.

Lá estava eu, DECIDIDA, sentada naquela cadeira de costas para o espelho e arrancando todo aquele pedaço de cabelo que eu tanto destruí ao longo desses anos com um milhão de químicas, secadores e derivados, mas que mesmo assim não conseguia desapegar. Mandei tudo embora e risquei mais uma linha da minha lista. Ainda resta um medo, que por enquanto está guardado com Deus e com alguns amigos próximos. Não que eu seja supersticiosa ou coisa parecida, mas é que prefiro testemunhar primeiro às coisas que já deram certo na minha vida.

Não sei o tipo de coisa que você conserva em seu coração, mesmo sabendo que aquilo só ocupa espaço e nada soma pra sua felicidade e, também, não quero deixar nenhuma receita de bolo, já que ela pode desandar se você seguir a risca o que não está de acordo com a sua necessidade e seu contexto. Porém sei que todo mundo tem medo e que eles vão estar sempre conosco, mas a sua maneira de encará-los pode ser o segredo para alcançar os seus sonhos.

Peço desculpas se engoli alguma pontuação ou me perdi no meio do texto, o objetivo aqui é tocar um lugar que se esconde muito além da consciência humana.

Névelyn Silva

Só pra contextualizar, a Névelyn é minha amiga há quase 10 anos e quando vi esse texto em sua página do Facebook simplesmente amei e quis compartilhar por aqui, que é meu cantinho querido que abriga coisas boas. E essa história é boa em tantos aspectos que pre-ci-sa-va estar aqui.

Néh, sua linda, obrigada por me permitir compartilhar e por nos proporcionar uma belíssima reflexão, sobre cabelos, sobre conquistas, sobre medos, enfim, sobre as coisas da vida! Amo você!