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Mensagens do Bem – O Retorno

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A categoria Mensagens do Bem aqui do blog é minha queridinha e não escondo isso de ninguém. Mas, infelizmente, nesse ano de 2017 ela ficou abandonada. Sei que desenvolvi muitos outros projetos e ideias que tem seu valor, mas realmente fico chateada de ter deixado essa partezinha de lado.

Por isso, resolvi ao menos tentar retomar esse projetinho nesse fim de ano. O clima natalino sempre contribui para as pessoas abrirem seus corações, e as Mensagens do Bem também tem esse intuito de trazer algo positivo.

Mas antes do retorno oficial, quero pedir uma ajudinha pra vocês:

O que gostariam de ver na categoria Mensagens do Bem?

Me mandem ideias, sugestões ou contem qual foi sua mensagem preferida até agora :)

Beijos!

 

 

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Como sensibilizar pelo exemplo, não com cobranças

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Eu tenho visto algumas pessoas reclamando da falta de atuação das outras, seja numa luta específica ou algo mais geral como a “construção de um mundo melhor” ou algo do tipo. Apesar de entender totalmente e também ter esse desejo de que todos sejam atuantes, acho que essa cobrança não muda nada e pode até acabar sendo ruim.

Será que alguém ler uma crítica que pode ser bem cabível a ela mesma vai fazer com que mude de postura? Será que uma indireta de Facebook vai afetar tanto alguém que simplesmente a pessoa vai passar a fazer alguma coisa? Eu acho que não. E acho que isso só cria uma situação desagradável em que parece que quem faz é uma pessoa melhor e quem não faz é uma pessoa horrível.

E se a gente simplesmente fizesse a nossa parte e usasse o nosso exemplo pra sensibilizar as pessoas? Palavras soam e somem. Palavras podem atingir os outros com sentidos diferentes da intenção inicial.

Então sugiro: ao invés de reclamar por quem não faz, faça e valorize quem faz. Não deixe sua boa intenção se transformar em algo ruim, mas sim permita que isso se espalhe da melhor forma. Convide as pessoas a participar, mostre o que você tem feito, estimule a atuação. Precisamos repensar as ferramentas que temos usado, e certamente uma boa estratégia é afastar a raiva e trazer sentimentos de amor, compaixão e compreensão, em busca do bem, sempre.

Esse texto foi produzido originalmente para o PROJETO FAÇA VALER

Trabalho voluntário: o que tenho aprendido

Eu ando meio sumida e nem sei se contei pra vocês sobre um projeto maravilhoso que está enchendo meu coração de alegria e bom ânimo: a Casassa (pronúncia: Cazaça).

A Casassa é um projeto de acolhimento à população LGBT+ em situação de vulnerabilidade – especialmente naqueles casos em que pessoas são expulsas de casa por sua orientação sexual ou identidade de gênero, vista como inadequada pelos familiares – com certeza você já ouviu falar disso, na vida real ou na ficção.

Enfim, o projeto está se desenvolvendo, se estruturando e creio que logo iremos abrir as portas oficialmente para o acolhimento. Por enquanto já temos ações para arrecadar fundos e integrar a comunidade LGBT+ de Presidente Prudente e região.

Mas mais do que apresentar o projeto – e convidar vocês pra acompanharem a gente no Facebook e Instagram – quero falar da minha experiência com o voluntariado.

Sabe, eu sempre achei lindo trabalho voluntário. Sempre foi algo que admirei e ficava pensando: “um dia vou fazer isso!”, mas o dia não chegava. Às vezes eu até me sentia mal por não fazer algo do tipo, sentia que eu estava devendo pra sociedade de alguma forma. Mas eu simplesmente não sentia uma afinidade que me fizesse participar de fato de algum projeto voluntário. Eu sempre acabava fazendo doações, mas nunca indo botar a mão na massa. Isso sempre foi mais fácil, mas não quero de forma alguma dizer que essa parte é menos importante. Na verdade eu acho que todo tipo de ajuda é válido, e não vejo graça em diminuir qualquer tipo. Mas eu ainda sentia necessidade de me envolver mais profundamente com alguma coisa. Talvez eu só não estivesse pronta, ou talvez precisasse de um projeto que me contagiasse como a Casassa me contagiou.

Vou contar a historinha de como tudo começou: de repente fui colocada num grupo de Facebook da tal Casassa, vários amigos faziam parte também e lendo sobre a iniciativa achei bem legal. Só depois entendi que a iniciativa ainda era embrionária, estava sendo construída, e haveria uma reunião para tratar do assunto. A reunião era num dia e horário que eu podia comparecer, então fui. Cheguei sozinha e identifiquei um total de zero pessoas conhecidas. Mas os desconhecidos pareciam ser legais e me senti bem.

No decorrer da reunião já aconteceu algo bem diferente: identifiquei que haviam pessoas trans ali. Dois homens e uma mulher. EU NUNCA HAVIA ESTADO NUM AMBIENTE COM PESSOAS TRANS. Pelo menos não que eu soubesse. E foi muito importante, despertou em mim muitas reflexões sobre como essas pessoas são invisibilizadas e excluídas dos espaços sociais. As histórias contadas por elas contribuíram ainda mais pro meu interesse pelo projeto: as pessoas LGBT+ precisam realmente de ajuda.

E de repente fui num segunda, terceira, quarta reunião. E quando me dei conta estava envolvida de corpo e alma. Em menos de um mês os colegas de projeto se tornaram amigos, pois as afinidades inegáveis nos aproximaram rapidamente. Até modelo fotográfica pra divulgação do bazar eu fui (um belo exercício de autoestima, considerando que a minha beleza está fora dos padrões estabelecidos).

 


Tenho aprendido em cada etapa. Aprendido sobre mim, sobre os outros e sobre o mundo. Gosto de listas, então pra contemplar o título desse post, vou listar algumas coisas que aprendi:

  • Vá atrás do que você quer, do que te interessa, mesmo que sozinho.
  • Não deixe o desânimo dos outros atingir você, você não precisa de apoio em tudo o que for fazer.
  • As pessoas são diferentes, entenda e respeite isso.
  • Respeite o seu limite, seu espaço, tempo e necessidades.
  • Encontre projetos que despertem o que há de bom em você.
  • Lidar com pessoas desperta também coisas ruins. Aproveite para encará-las e descobrir como melhorar.
  • Faça sua parte da melhor forma possível e ficará com a consciência tranquila.
  • Não se compare aos outros ou espere que façam as coisas como você.
  • No trabalho em grupo é importante estar disposto a abrir mão de algumas coisas.
  • No trabalho em grupo é importante se colocar com firmeza quando necessário.
  • No trabalho em grupo é importante ouvir, falar, repensar e refazer.
  • Cresço mais em contato com os outros do que isolada comigo mesma.
  • Quando o objetivo é o bem e o amor, as coisas fluem.
  • Identificar quando fez merda e se perdoar é importante.
  • Identificar quando fez merda e pedir desculpa aos outros é importante.
  • Nada sairá exatamente como o planejado, e está tudo bem.

Equipe da Casassa no BAZARSASSO

Espero que tenham gostado! Alguém aí faz trabalho voluntário? Adoraria saber algumas histórias sobre esse assunto, deixem nos comentários!

Beijos!

5 filmes que assisti nos cinemas em Outubro

Sim, nem é fim do mês e fui aos cinemas ver 5 filmes! Mas vamos contextualizar: viajei pra São Paulo no feriadão e como na minha cidade os filmes são bem restritos, sempre que vou pra capital tento aproveitar ao máximo!

A boa notícia foi que em dois desses filmes paguei apenas R$2,00 no ingresso! Foram eles: Uma mulher fantástica e As duas Irenes. Ambos assistidos no Cine Olido, sala de cinema localizada na Galeria Olido, no centro de SP. Esses filmes faziam parte do Circuito SPcine, um projeto com intuito de democratizar o acesso ao cinema (muito válido inclusive, pois em SP os ingressos são bem caros em salas comuns, como aquelas de shoppings!).

Vamos aos comentários sobre os filmes?! Não vou contar a história e do que tratam, mas deixo o trailer pra contextualizar. A ideia é comentar minhas percepções pessoais sobre as obras, e quem sabe incentivar aqueles que ainda não assistiram!

 

O melhor professor da minha vida

Acho que foi um dos meus preferidos dessa temporada, não só por me identificar diretamente – por ser também professora e enfrentar a necessidade latente de encontrar formas inovadoras de ensino para transpor a forma tradicional que já não funciona bem – mas também pela história, pelos personagens e pela mensagem que considero muito relevante. Pra mim, reforçou a questão da existência das desigualdades sociais e a forma como isso prejudica as novas gerações, mantendo o abismo entre as classes sociais. Por outro lado, também mostrou algum otimismo ao vermos através do exemplo que uma mudança é possível, difícil, mas possível.

Uma mulher fantástica

Importantíssimo para visualizarmos a posição de uma pessoa trans na sociedade atualmente. A invisibilidade, o preconceito, a violência e, o que mais me chamou atenção, a forma como não se consegue ver essas pessoas como iguais. Algumas cenas que acredito terem pretensão de apresentar uma simbologia acabam ficando um pouco confusas ou forçadas, mas no geral achei um filme interessante, não apenas pela questão da transexualidade, mas pela história em si.

As duas Irenes

Um filme Brasileiro com B maiúsculo. Despertou memórias, reconhecimentos, nostalgias. Não só pela idade e fase das meninas, pelas quais todos passamos, mas pela fotografia e cenografia que me levaram a retomar as férias na fazenda com móveis antigos, a sensação de liberdade de morar em cidade pequena. A questão do patriarcado aparece sutilmente, mas de forma notável. Trata de questões familiares complexas com uma delicadeza interessante.

A menina índigo

Confesso que no início tudo indicava que seria um filme “bobinho”, um filme que teria um grande potencial, mas uma abordagem fraca demais. Mas acabou me surpreendendo positivamente, principalmente quando entendi que o tema é muito novo para a maioria das pessoas, e uma abordagem mais complexa iria atrapalhar. Assim, acho que o filme cumpre seu papel ao trazer o assunto à tona, ao nos fazer pensar sobre as mudanças que estamos enfrentando no mundo e sobre como podemos lidar com tudo isso.

Como nossos pais

Um drama reflexivo e super atual. Feminismo, monogamia, relações familiares, educação, liberdade, desejos: tudo isso aparece na história. Acho que no fim, pra mim, ficou uma mensagem de que, apesar do “ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”, podemos romper o ciclo. Podemos identificar os erros e tentar não repeti-los, assim como aprendemos a copiar os acertos. Na verdade, entendo que importante é saber trilhar nosso próprio caminho, sem se prender aos padrões, sejam familiares ou sociais. Quando o filme desperta essas reflexões dá pra dizer que é bom, certo?

E aí, gostaram? Quem já viu algum desses filmes? Adoraria ver nos comentários as percepções de vocês sobre eles! E pra quem não assistiu, me conta se ficou afim de ver algum!

Beijos!

 

Meus livros para 2017

Em geral eu não sou muito de ler livros completos. Sempre estou lendo capítulos, trechos, principalmente dos conteúdos teóricos relacionados ao temas das minhas aulas. Por ter essa “obrigação” de ler, muitas vezes a leitura não era aquilo que eu queria fazer nas horas de lazer.

Mas ano passado a coisa começou a mudar um pouco, pois me interessei bastante por temas voltados à espiritualidade, consciência, autoconhecimento. Esse interesse me fez ler, no ano passado, dois livros que gostei muito: Manual de Instruções da Ressonância Harmônica, de Hélio Couto e Saúde das Emoções, de Alírio de Cerqueira Filho.

Daí comecei o ano de 2017 ganhando o livro Mãos de Luz, de Barbara Ann Brennan do meu pai e também comprei mais alguns livros que vou contar com detalhes pra vocês!

Atenção plena em poucas palavras – Dra. Patrizia Collard

Um livro fofo, acho que seria a melhor definição. As ilustrações são lindas, o conteúdo é bem claro e objetivo e ele é pequenino, cabe  na palma da mão. Recheado de exercícios focados na prática da atenção plena, é um caminho para o autoconhecimento através dessas meditações rápidas que já representam um grande passo para quem tem dificuldades de se desligar da correria do cotidiano.

Um novo mundo: o despertar de uma nova consciência – Eckhart Tolle

O que dizer desse livro que mal conheço e já considero pakas? Eckhart Tolle já é muito conhecido pelo livro O poder do agora, mas confesso que lendo a descrição de ambos, me interessei mais por esse que comprei, deixando o famoso pra depois. Acho que foi uma boa escolha, pois estou adorando o livro, o conteúdo e a organização em capítulos pequenos (que nos permite ler em pequenas pausas na correria do dia) me conquistaram muito!

Mulheres, comida e Deus: uma estratégia inspiradora para quase tudo na vida – Geneen Roth

Olha, sinceramente eu li muito pouco desse livro pra poder emitir opiniões. Então vou contar o que me levou a pegá-lo na prateleira e trazer pra casa: na verdade foi bem por acaso que bati o olho nele numa prateleira que fui olhar pra desviar de uma pessoa que passava na livraria. Quando li esse título fez todo o sentido pensando no meu momento de vida: sou mulher, estou tentando entender e melhorar minha relação com a comida e com Deus/espiritualidade.

O livro da Sociologia – Coleção As grandes ideias de todos os tempos

Dessa vez esse foi o único livro escolhido por objetivos profissionais. Achei um livro bem dinâmico, com resumos interessantes de temas importantes na sociologia que posso inclusive usar para preparar aulas ou até mesmo propor leitura aos alunos. Encontrei temas já conhecidos e outros nem tanto, o que é bom! Gostei bastante do fato de ter fotos, quadros, esquemas… acho que facilita a compreensão de uma forma mais leve do que com texto extensos.

 

E aí, o que estão lendo nesse ano? Me contem nos comentários!

Beijos!