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Vamos falar sobre ALTERIDADE

Sim, essa categoria ficou parada por um bom tempo, mas volta com um tema que considero muito interessante e necessário: alteridade.

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Confesso que fui compreender o significado dessa palavra apenas em 2014, quando, no meu primeiro ano de mestrado, fiz uma disciplina chamada “Dialogar con el otro” (o professor era argentino, por isso o título em espanhol!) que abordou o tema. No fundo eu já sabia o que era a coisa, mas não sabia que essa palavra tinha esse significado. E isso foi essencial para mim tanto no sentido acadêmico quanto pessoal.

Com relação ao meu trabalho acadêmico, entender a alteridade foi importante por proporcionar um melhor entendimento sobre a relação entrevistador-entrevistado, esse relação entre o eu e o outro, que no caso da pesquisa científica envolve uma série de especificidades, como a tentativa de uma neutralidade que, na minha opinião, será sempre um tentativa, já que todos nós trazemos nossas características e crenças que dificilmente são neutras. Entendo a possibilidade da neutralidade como a busca por minimizar a influência direta nas respostas de uma entrevista, por exemplo. Nesse caso sim, creio que é possível e necessário para que possamos nos aproximar da realidade que queremos compreender, e não tirar desse contexto apenas aquilo que nós achamos que existe. Mas também acho importante que tenhamos essa percepção da nossa não-neutralidade, para que possamos entender melhor as nossas próprias expectativas, bem como compreender o porquê de certas atitudes, falas e crenças do outro.

Não sei se ficou muito confuso, mas tentando explicar de forma mais simples, a ideia é tentar não influenciar no resultado da pesquisa, não influenciar a pessoa a falar aquilo que queremos escutar, e sim deixar espaço para que ela coloque a perspectiva dela, o seu próprio entendimento das coisas a partir de suas vivências, estando cientes de que essa perspectiva da pessoa está ligada às suas experiências anteriores, ao contexto em que está inserida.

Quanto ao aspecto pessoal, creio que para todos nós seja importante pensar a alteridade em nossas relações. Acho que tem muito a ver com o respeito ao próximo. Ter essa noção de que existe um “eu” e um “outro” nos faz observar que nem tudo é visto somente a partir da nossa própria perspectiva. O outro teve outras experiências, esteve em outros lugares, outras situações, conviveu com outras pessoas. Portanto, provavelmente seremos diferentes em alguns aspectos. Mas a diferença não é necessariamente ruim, e nesses casos precisamos aprender a lidar respeitosamente com isso.

Pra mim, alteridade tem a ver com a compreensão das diferenças, e com a aceitação de que o diferente não é sempre errado, logo, não devemos pensar apenas em nossas crenças, opiniões e posturas como certas, únicas e mais importantes, mas sim como uma das possibilidades em meio a tantas outras que podem fazer muito sentido para outras pessoas. Acredito que com essa percepção podemos ter mais paz em nossas relações cotidianas, ser capazes de atos de compaixão e ter o respeito como guia de nossas ações.

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Leituras recomendadas:

Para quem tem interesse numa abordagem antropológica da ideia de alteridade, recomendo O nativo relativo de Eduardo Viveiros de Castro. É um texto mais acadêmico, que me ajudou muito a pensar na relação pesquisador-pesquisado. Texto disponível aqui.

Para quem quer uma leitura mais filosófica, voltada para a humanidade e o cotidiano, recomendo esse texto de Frei Betto sobre alteridade, texto que descobri quando escrevia esse post e do qual gostaria de destacar uma parte que creio explicar muito bem a alteridade através da generosidade:

Só existe generosidade na medida em que percebo o outro como outro e a diferença do outro em relação a mim. Então sou capaz de entrar em relação com ele pela única via possível – porque, se tirar essa via, caio no colonialismo, vou querer ser como ele ou que ele seja como sou – a via do amor, se quisermos usar uma expressão evangélica; a via do respeito, se quisermos usar uma expressão ética; a via do reconhecimento dos seus direitos, se quisermos usar uma expressão jurídica; a via do resgate do realce da sua dignidade como ser humano, se quisermos usar uma expressão moral. Ou seja, isso supõe a via mais curta da comunicação humana, que é o diálogo e a capacidade de entender o outro a partir da sua experiência de vida e da sua interioridade.

-Frei Betto

E aí, vocês já conheciam essa palavra?

Como vocês percebem a alteridade no cotidiano?

Beijos!

 

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DIY: Porta-fotos de Parede

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Olá pessoal! Primeiro DIY de 2016!!!

Olha, esse eu TINHA que compartilhar, pois foi algo que me apaixonei de cara e não aguentei esperar muito tempo para fazer o meu.

Vi essa ideia no blog Artesanato Passo a Passo, você pode conferir o post original aqui. Porém (sempre tem um porém), não achei viável seguir exatamente a proposta que encontrei no blog, por isso dei um jeitinho de reproduzir com materiais que eu já tinha ou que eram mais fáceis de conseguir. Então vamos aos materiais utilizados:

  • Pedaços de papelão (podem ser cortados de uma caixa sem uso);
  • Papel de presente ou outro tipo de papel decorado;
  • Vareta de madeira (usei vareta para algodão doce medindo 38 cm);
  • Barbante, lã ou outro fio (usei um fio de tapeçaria, meio aveludado);
  • Tinta para pintar a vareta se necessário;
  • Fotos quadradas (usei 10×10);
  • Fita adesiva (usei fita crepe);
  • Régua;
  • Lápis;
  • Tesoura;
  • Cola.

Bom, vou explicar na ordem em que eu fiz as coisas, mas vocês podem adaptar da forma que preferirem.

O que fiz primeiro foram os triângulos. Pra isso usei o papelão, medi mais ou menos 8 cm na base do triângulo e fiz as outras laterais sem medida exata. Depois encapei com cuidado deixando a parte da frente bem lisinha e sem muita preocupação com a parte de trás, onde fiz alguns recortes para facilitar o fechamento que fiz com a cola. Deixei secar bem.

Depois pintei a vareta com tinta para tecido (e deu certo!) na cor preta. Lembrando que você pode fazer o seu nas cores que preferir, usando um papel colorido pra encapar os triângulo, fios da cor de sua preferência e pintando a vareta da cor que quiser :)

Daí então escolhi as 9 fotos para compor o “móbile”: pensei em fotos com o namorado, fotos com frases e fotos minhas. Eu já tinha algumas fotos que mandei imprimir em preto e branco há um tempo (das mesmas que usei pra fazer o mural de fotos que mostrei aqui), só precisei cortar, pois elas estavam em tamanho 10×15.

Depois disso parti para a amarração dos fios. O fio de cima eu medi “a zóio”, peguei o fio e coloquei na vareta pra ver mais ou menos o tamanho que gostaria que ficasse. Já os fios de baixo medi na régua dando uma volta, então foi um pouco mais de 60 cm (e deixei o fio do meio um pouquinho mais comprido). Enfim, essa parte você pode personalizar, fazer da forma que achar mais agradável! Todos eles foram amarrados e dados nós. Se quiser reforçar pode usar um pouco de cola, mas para o fio que utilizei nem precisou. Cortei as pontinhas que sobraram pra ficar um acabamento melhor e pronto! Só restou fixar as fotos :)

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Para fixar as fotos usei a fita crepe e fui alinhando para ficarem mais ou menos na mesma altura do fio, distribuindo três fotos em casa fio. Nessa parte pensei também em colocar em cada fio uma foto de cada “categoria” e daí deu um efeito legal mesclando as temáticas. E no final do fio fixei os triângulos.

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E prontinho! Só arrumar um lugar pra pendurar e curtir muito suas fotos ;)

Se tiverem alguma dúvida é só colocar nos comentários!

Espero que tenham gostado *-*

Beijos!

 

Nova categoria: Mensagens do Bem

Mensagens do Bem

Olá pessoal, tudo bem?

Já tem algum tempo que tive uma ideia de colocar no “papel” (na verdade no computador) algumas frases que pude definir como “do bem”. São mensagens que me foram passadas de alguma forma, que ouvi em palestras, que vi em alguma página do Facebook, que simplesmente surgiram na minha cabeça, enfim, coisas que acredito que possam ajudar as pessoas a se voltar para o que há de bom, para a prática do bem e do amor, para a busca do que há de melhor na vida (um caminho que venho trilhando e me surpreendendo positivamente *-*).

É bom esclarecer que apesar de me inspirar em coisas que vi por aí, nada será copiado. A ideia é realmente produzir algo… Não me agrada essa coisa de cópia. Gosto de pensar, exercitar a criatividade, e, quando me vejo completamente representada por algo que outro disse, replico com os devidos créditos sem nenhum problema, pois acho merecido!

Pensei um pouco se isso seria um projeto separado, com uma página própria no Facebook ou algo do tipo. Mas acabei optando por inserir essa ideia aqui no blog mesmo, afinal esse é meu espaço e aqui já conto com pessoas queridas que com certeza poderão aproveitar essas mensagens e compartilhá-las para outros quando acharem válido. A princípio (porque sei que posso acabar mudando a qualquer momento) penso em colocar os “cartazes” aqui e também na página do blog no Facebook, sendo que lá será apresentado só o cartaz e aqui pretendo falar um pouco sobre a ideia que apresentar nele, bem como abrir espaço para que vocês queridos amigos-leitores se expressem também.

A ideia é inspirar, transmitir algo de bom, trocar, compartilhar.

Espero que seja positivo para todos nós :)

Beijos!