5 filmes que assisti nos cinemas em Outubro

Sim, nem é fim do mês e fui aos cinemas ver 5 filmes! Mas vamos contextualizar: viajei pra São Paulo no feriadão e como na minha cidade os filmes são bem restritos, sempre que vou pra capital tento aproveitar ao máximo!

A boa notícia foi que em dois desses filmes paguei apenas R$2,00 no ingresso! Foram eles: Uma mulher fantástica e As duas Irenes. Ambos assistidos no Cine Olido, sala de cinema localizada na Galeria Olido, no centro de SP. Esses filmes faziam parte do Circuito SPcine, um projeto com intuito de democratizar o acesso ao cinema (muito válido inclusive, pois em SP os ingressos são bem caros em salas comuns, como aquelas de shoppings!).

Vamos aos comentários sobre os filmes?! Não vou contar a história e do que tratam, mas deixo o trailer pra contextualizar. A ideia é comentar minhas percepções pessoais sobre as obras, e quem sabe incentivar aqueles que ainda não assistiram!

 

O melhor professor da minha vida

Acho que foi um dos meus preferidos dessa temporada, não só por me identificar diretamente – por ser também professora e enfrentar a necessidade latente de encontrar formas inovadoras de ensino para transpor a forma tradicional que já não funciona bem – mas também pela história, pelos personagens e pela mensagem que considero muito relevante. Pra mim, reforçou a questão da existência das desigualdades sociais e a forma como isso prejudica as novas gerações, mantendo o abismo entre as classes sociais. Por outro lado, também mostrou algum otimismo ao vermos através do exemplo que uma mudança é possível, difícil, mas possível.

Uma mulher fantástica

Importantíssimo para visualizarmos a posição de uma pessoa trans na sociedade atualmente. A invisibilidade, o preconceito, a violência e, o que mais me chamou atenção, a forma como não se consegue ver essas pessoas como iguais. Algumas cenas que acredito terem pretensão de apresentar uma simbologia acabam ficando um pouco confusas ou forçadas, mas no geral achei um filme interessante, não apenas pela questão da transexualidade, mas pela história em si.

As duas Irenes

Um filme Brasileiro com B maiúsculo. Despertou memórias, reconhecimentos, nostalgias. Não só pela idade e fase das meninas, pelas quais todos passamos, mas pela fotografia e cenografia que me levaram a retomar as férias na fazenda com móveis antigos, a sensação de liberdade de morar em cidade pequena. A questão do patriarcado aparece sutilmente, mas de forma notável. Trata de questões familiares complexas com uma delicadeza interessante.

A menina índigo

Confesso que no início tudo indicava que seria um filme “bobinho”, um filme que teria um grande potencial, mas uma abordagem fraca demais. Mas acabou me surpreendendo positivamente, principalmente quando entendi que o tema é muito novo para a maioria das pessoas, e uma abordagem mais complexa iria atrapalhar. Assim, acho que o filme cumpre seu papel ao trazer o assunto à tona, ao nos fazer pensar sobre as mudanças que estamos enfrentando no mundo e sobre como podemos lidar com tudo isso.

Como nossos pais

Um drama reflexivo e super atual. Feminismo, monogamia, relações familiares, educação, liberdade, desejos: tudo isso aparece na história. Acho que no fim, pra mim, ficou uma mensagem de que, apesar do “ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”, podemos romper o ciclo. Podemos identificar os erros e tentar não repeti-los, assim como aprendemos a copiar os acertos. Na verdade, entendo que importante é saber trilhar nosso próprio caminho, sem se prender aos padrões, sejam familiares ou sociais. Quando o filme desperta essas reflexões dá pra dizer que é bom, certo?

E aí, gostaram? Quem já viu algum desses filmes? Adoraria ver nos comentários as percepções de vocês sobre eles! E pra quem não assistiu, me conta se ficou afim de ver algum!

Beijos!

 

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Projetinhos, projetinhos

Esses dias em uma conversa com amigos comentávamos como um deles, geminiano como eu, se envolvia em diversos projetos ao mesmo tempo tornando a vida uma correria só. Fiquei pensando que eu não tinha essa característica geminiana tão aflorada, mas estou vendo que na verdade tenho sim.

Minhas atividades e gostos são bem ecléticos, e atualmente atuo como professora, escrevo neste blog, faço mandalas de lã e participo de um projeto social (que apresentarei no próximo post com todos os detalhes!) dentre outras muitas atividades cotidianas “menos oficiais”.

Olhando assim pode parecer pouco até, mas garanto pra vocês que tudo isso ocupa um belo tempo da vida, ainda mais considerando um cotidiano que envolver também os cuidados com a casa, a atenção necessária à família, o autocuidado com terapia, exercício físico, etc. etc. etc.

Maaaaas, apesar de todas essas atividades e correrias, eu me envolvi em outro projeto – e foi aí que eu percebi que sou dos projetinhos sim, agora assumo! – e vou falar um pouquinho sobre isso.

Estava rolando a timeline do Facebook quando vi a Fernanda fazendo um convite pra pessoas que quisessem contribuir.

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Como tudo começou

Na hora pensei em todas as mil coisas em que eu já estava envolvida, mas não resisti em participar de mais uma, já que condiz totalmente com minha perspectiva sobre o mundo, que é: precisamos espalhar coisas boas por aí.

(Falando um pouquinho sobre isso: tenho pensado em como a grande mídia e nós mesmos em nossas redes sociais temos o costume de reproduzir notícias ruins, gastar nosso tempo com críticas, assuntos pesados. Não que tenhamos que ignorar os problemas que de fato existem e são muitos, mas acho necessário valorizarmos as coisas boas, pra não correr o risco da gente acreditar que tudo é só desgraça e que o mundo não tem mais jeito, ou não vale a pena lutar por algo melhor.)

E o Projeto Faça Valer tem essa luz que precisamos! Fico honrada de apresentar pra vocês minha primeira contribuição com esse projeto: Recarregar as energias pra sentir-se bem. Como o título diz, é sobre recarregar as energias e a importância disso no nosso cotidiano, cliquem no link pra ler o post completo no site do projeto!

Espero que gostem e passem a acompanhar esse projetinho do bem :)

Beijos!

 

Histórias de SP e como a representatividade importa

Estava no banheiro do cinema e ouvi uma conversa de mãe e filha mais ou menos assim: “Mãe, mas eu sou bem bonita mesmo, né?”, e a mãe concordava e elas riam, depois a menina diz que teve à quem puxar. Fiquei curiosa pra ver as duas e quando saí confirmei que a beleza era verdade: mãe e filha negras, felizes e empoderadas. Comentei que estava ouvindo a conversa curiosa e mãe disse: “Se tem uma coisa que eu fiz direito foi trabalhar a auto estima da minha filha!”. Dei os parabéns, trocamos umas palavrinhas e ganhei um elogio também. A menina comentou que agora que usa óculos acha lindo quem usa óculos (eu estava usando também). Nos despedimos por ali e meu coração ficou quentinho.

Mais tarde, para minha surpresa, a família se senta ao meu lado no cinema (agora também com um homem que parecia ser o pai da menina, também negro e que foi muito simpático ao ver que nos conhecíamos). O filme era “Uma família de dois”:

Deixo o trailer por enquanto e depois volto pra comentar sobre o filme em outro post!

 

Fiquei pensando que certamente a menina se identificou, se viu ali na telona através de Gloria, uma menina também negra, feliz e empoderada. Isso certamente reforçou os ensinamentos dados pela mãe da menina em casa, e fiquei até pensando que talvez a escolha do filme não tenha sido por acaso.

Tudo isso pra chegar a um ponto muito importante: representatividade importa! Imagina como é positivo para as meninas encontrarem ao seu redor pessoas que se pareçam com elas? Essa questão já foi muito discutida se tratando dos brinquedos: o padrão de beleza representado pelas Barbies loiras, magras, altas e bem vestidas não engloba quase ninguém. Depois da fase das bonecas, na televisão também temos um problema: as protagonistas em geral são brancas, magras, altas, enquanto as mulheres negras aparecem em papéis ligados aos serviços gerais e aos núcleos “pobres” das novelas.

Mas esses exemplos todo mundo conhece e não quero focar no problema, mas na transformação que está acontecendo: surgem cada vez mais exemplos de mulheres negras e empoderadas, pessoas que certamente vão inspirar as novas gerações. Essa mãe mesmo, que reforça a beleza de sua filha pra que ela não aceite que ninguém diga que ela é feia simplesmente por não seguir certos padrões. As artistas que tem conquistado espaço na mídia, as pesquisadoras e professoras que estão à frente de pesquisas importantes, as mulheres que conquistaram seu espaço na política, entre outros.

Infelizmente sei que isso ainda não alcança a todos. Nem todo mundo consegue se aproximar desses exemplos, até porque eles são poucos mesmo. Percebo que São Paulo é um universo especialmente diverso e cheio de possibilidades, e isso me enche de esperança e ânimo. Mas nem todos os lugares nos possibilitam essa liberdade de romper com os padrões (e se sentir segura e confortável com isso). Bom, mudei um pouco de assunto, mas vocês entenderão o porquê.

Também preciso falar de mim quando se trata de representatividade. Percebi que me sinto muito bem em SP e compreendi o porquê: aqui posso ser quem eu quiser, até eu mesma. Aquele ‘eu’ que a gente esconde lá no fundo e às vezes mal reconhece, sabe? Me sinto livre pra usar roupas diferentes do que uso no meu cotidiano no interior, e me dei conta de que isso acontece porque tenho exemplos. Em SP vejo diariamente moças gordas e estilosas pelas ruas e sinto que posso ser como elas. Também sinto que tudo bem se eu sair “desarrumada”, ou com uma roupa que não está dentro do padrão de roupa pra gorda (aquele tipo que tem que disfarçar tudo, aquela história do “não pode listra horizontal”, etc. etc. blá, blá, blá) aqui ninguém liga, ninguém me conhece, não estou ligada às minhas funções ou à imagem que construí para os outros ao longo dos anos. Talvez fosse apenas uma questão de apertar o foda-se e não ligar pro que os outros vão pensar. Mas pra mim não é fácil, o que acontece é que é bem menos difícil quando não me sinto sozinha e diferente de todos ao redor.

Por isso reforço: representatividade é importante, na mídia, no dia-a-dia, na vida. Ver alguém como você alcançando certas conquistas te faz saber que você também pode. Ver alguém que simplesmente existe do jeito que é nos faz pensar que também temos esse poder. Nós mesmos podemos ser esses exemplos pra outras pessoas, muitas vezes sem nem saber disso. Então, pra encerrar, eu diria que precisamos nos comprometer com nós mesmos, sem medo de ser, fazer, vestir o que gosta. O que os outros vão pensar é problema deles.

Daily vlogs, Bauman e memória

Esse post provavelmente vai ficar meio sem pé nem cabeça, porque tô começando sem saber realmente o que vai acontecer, mas esperando de coração que no final faça sentido.

A verdade é que eu já tinha começado um post sobre Bauman quando estava trabalhando esse tema em sala de aula, mas ele ficou abandonado. Daí hoje assisti esse vídeo do Fotografando à mesa (se ainda não conhece, recomendo!) e algumas coisas me fizeram lembrar da tal modernidade líquida tão bem abordada pelo autor:

Fiquei pensando aqui se a coisa do daily vlog (pra quem não está habituado ao internetês: quer dizer vlog diário, ou seja, gravar diariamente suas atividades, ou pelo menos parte delas)  vai virar uma tendência geral de registro de momentos. Acho que é bem possível no momento atual, considerando o avanço das tecnologias e a nossa relação tão próxima (pra não dizer relação de dependência) com essas ferramentas.

Pensei em como as minhas fotos antigas – reveladas e coladas nos álbuns – me fazem “lembrar” de momentos que certamente eu não lembraria sem registros. Depois pensei em como aquelas pastinhas do HD externo cheias de fotos da adolescência também são uma fonte importante de memórias. E agora temos essa oportunidade de registrar algo exatamente como aconteceu (acho que vídeo é um registro bem fiel, apesar da possibilidade de edição).

Pra mim parece algo sensacional, porque eu sou a pessoa que nunca lembra das coisas, daquelas que pergunta pros outros: como foi aquele dia mesmo? E aí com todos esses pensamentos, logo lembrei da pós-modernidade, ou modernidade líquida, conceito do sociólogo polonês Zygmunt Bauman.

Na verdade não pensei tanto nessa coisa do público e privado que é mais abordada no vídeo, mas na mutabilidade das coisas. Será que muito em breve não precisaremos exercitar a nossa memória, pois tudo estará registrado virtualmente? A rapidez com que as mudanças acontecem também são características marcantes dessa modernidade líquida (gente, vou precisar de um outro post num outro momento só pra falar de conceitos… mas espero que todos consigam entender mesmo que não conheçam o autor/teoria).

Enfim, o que daily vlogs, Bauman e memória têm em comum, além de fazerem uma baguncinha nos pensamentos dessa que vos escreve, é que mostram as transformações que estamos vivendo, seja enquanto sociedade ou indivíduos, em maiores ou menores proporções.

Estamos preparados para todas essas mudanças? Se ainda não, acho que é hora de começar.

 

Wishlist de aniversário

Eu não sei se já falei aqui, mas sou dessas que adora aniversário. Gosto de aniversários dos outros e do meu também (sei que muita gente não gosta de comemorar o próprio aniversário!). Sempre que possível faço algo pra comemorar, acho que é um momento de celebrar a nossa vida e a trajetória que nos trouxe até esse ponto. Esse ano faço 27, e sim, estar cada vez mais perto dos 30 me assusta um pouco. Mas a vida é assim, então vamos curtir!

Uma das coisas bem legais dos aniversários, além do principal que é reunir as pessoas queridas, são os presentes!!! Por isso fiz uma wishlist – lista de desejos – com algumas coisinhas que estou desejando no momento, vai que, né?

Moletom/Cardigã

Descobri essa loja na wishlist de aniversário da Vera, do Extraordinariando, e simplesmente não tive como não desejar algumas coisinhas. Esse moletom e esse cardigã me conquistaram!

Processador de alimentos

Não tenho preferência de marca, mas esse da Electrolux pareceu ter um preço bom e qualidade suficiente pro uso que irei fazer.

Panela de fondue

Também é algo que não tenho preferências com relação à marca e modelo, e na verdade nem sei bem o que devo buscar num produto assim. Vocês tem panela de fondue? Alguma recomendação pra auxiliar na compra?

Bota

A coisa de fazer aniversário em época de frio é que a gente sempre tá desejando itens úteis pro frio. A bota é um item que estou buscando desde o aniversário passado… kkk! O duro é que vejo coisas legais pela internet mas sapato é algo que não quis me arriscar a comprar sem provar. Acho que esse presente eu vou ter que me dar mesmo!

Capinha pro celular

Acabei de comprar uma capinha de mandala pro meu celular, mas continuo desejando vááárias! Achei esse site bem legal (apesar do precinho ser meio salgado) e amei essas capinhas aqui e aqui.

Discos de vinil

Sempre amei discos, mas não tinha vitrola. Agora que estou usufruindo de uma que era da minha avó, aceito discos de presente! Descobri recentemente a loja Bilesky Discos, e lá tem coisas bem bacanas que me interessam, como: Vanguart, Caetano, Elza Soares, Sabotage, Black Alien, Boss in Drama, só pra citar alguns, porque são muitos os desejos nessa categoria… hahaha!

 

Espero que tenham gostado da listinha! E me contem, vocês gostam de comemorar aniversário?

Beijos!

Gorda e saudável, é possível?

(Geralmente eu escrevo as coisas mais em “off” aqui no blog, mas dessa vez me desafiei e fui fazer textão no Facebook porque acho que lá tem uma exposição diferenciada. Aqui talvez até alcance mais pessoas, mas eu realmente precisava falar tudo isso para aqueles que convivo diariamente, sabe? Para a família, amigos, colegas, alunos, professores, enfim, pra todo mundo entender um pouco a questão e de repente parar pra pensar sobre). 

Então, deixo aqui o link pro post original do Face e também a cópia pra quem quiser ler por aqui mesmo:

Hoje assisti alguns vídeos do Canal Alexandrismos e a cabecinha começou a funcionar e mil pensamentos emergiram. A partir disso, pensei em como a minha necessidade de aprovação externa (das outras pessoas) era uma das coisas que eu sinto precisar mudar em mim para viver melhor. E daí lembrei de tantas vezes que precisei pedir um ok de alguém sobre a roupa que vesti, sobre coisas que escrevi, ou qualquer outra coisa. E lembrei também que escrevi um texto essa semana e estava super insegura sobre postar ou não, e a primeira coisa que me surgiu foi pedir pra alguém ler e me dizer se estava bom, se fazia sentido ou sei lá. POR QUE? Por que não me sinto bem em simplesmente expor o que eu penso, sinto, quero? Me dei conta de que isso demonstra uma falta de auto confiança da minha parte. E, claro, essa não é uma questão que irá se resolver de uma hora pra outra, mas resolvi fazer um teste, me desafiando a postar sim o texto que escrevi, e ainda escrever isso tudo aqui que você acabou de ler pra contextualizar. Então vamos lá descobrir o que acontece quando agimos diferente do que estamos acostumadas! Ah, também não posso deixar de mencionar a lynda Luiza Junqueira do Canal Tá, Querida que também está me ajudando muito nesse processo de auto aceitação. E tem também a Jessica Tauane do Canal Gorda de Boa que é incrível! Enfim, só pra citar algumas das mulheres gordas maravilhosas da internet que estão fazendo um trabalho incrível ajudando minas a se amarem do jeito que são

Mas vamos ao texto que mencionei acima:

Seria cômico se não fosse trágico: hoje fui até a ginecologista levar os meus resultados de exames de sangue para ela verificar. De antemão – visto que no último ano ganhei 10 quilos e que estes são apenas parte de um ganho de peso que já vem acontecendo há um bom tempo – já me preparei para alguma alteração que provavelmente me forçaria a mudar alguns hábitos. Pensei em como talvez isso seria até bom, aquele empurrãozinho de que eu necessitava pra aderir a uma vida mais saudável, me alimentando “melhor” e fazendo atividade física com mais frequência (a receita mágica para emagrecer que nos vendem em qualquer esquina ou postagem do mundo fitness). Afinal, gorda assim certamente não estou saudável – reproduzi mais uma vez aquele discurso da galera da patrulha da “saúde”. E, PASMEM, a médica olhou meus exames e falou que está TUDO ÓTIMO. Antes que eu pudesse mais uma vez questionar como isso seria possível já que sou gorda, simplesmente sorri, quase que um sorriso de vingança do mundo: POSSO SER GORDA E SAUDÁVEL SIM! Ainda me sinto na obrigação de mudar meus hábitos alimentares e voltar para práticas mais regulares de atividade física, mas agora estou mais consciente de que minha saúde não se resume só ao meu peso. Agora entendo muito mais que a patrulha do peso está sim mais preocupada com a nossa aparência do que com a nossa saúde. Agora entendo muito mais o quanto as pessoas sofrem com gordofobia diariamente sim, e o quanto é ruim esse monte de gente dizendo que é tudo mimimi enquanto pessoas reais estão sofrendo com tudo isso. Agora entendo muito mais as blogueiras/youtubers/pessoas gordas que defendem a necessidade de nos amarmos como somos acima de todas as regras impostas por anos (mas ainda não cheguei nesse nível de me amar incondicionalmente, ainda). Agora entendo que se eu achar necessário mudar meus hábitos vai ter que ser algo que parta de mim mesma e seja por mim mesma, e não pra agradar alguém ou me encaixar no padrão (até porque isso sempre esteve presente e não me fez mudar nadinha). Enfim, esse é um desabafo que eu realmente precisava fazer, por mim mesma e por todas que se identificam com essa questão. Vamos sim nos preocupar com a nossa saúde, mas não vamos esquecer que nosso peso é só um número que significa muito pouco perto de tudo o que realmente somos e podemos ser!

 

Atualização:

Fiquei um tempão na indecisão pra apertar o “Publicar” no Facebook. Fiquei pensando se no fundo não era só uma necessidade de chamar atenção, fiquei pensando em quem ia ler e o que iam pensar (pensei na família, nas amigas magras, nos alunos, nos machos desagradáveis). Apertei e saí correndo. Depois de um tempo começaram a aparecer notificações de comentários e a curiosidade de geminiana me obrigou a abrir. E olha, até agora só comentário maravilhoso 

Uma tentativa de abordagem menos clichê do clássico “faça sua parte”

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Estou cada vez mais aprendendo a importância do “faça sua parte”. Para além da frase clichê, é claro. Essa semana, na disciplina de Sociologia que ministro no curso de Administração, tivemos seminários com temas ligados ao preconceito (homofobia, intolerância religiosa, racismo, preconceitos contra a mulher, idosos e deficientes) e falamos muito sobre o que o governo ou a mídia poderiam fazer para minimizar os problemas provenientes da “simples” falta de respeito ao próximo. Por fim, concluímos também que é importante que cada um de nós faça a sua parte. Muitos se mostraram pessimistas dizendo que tem coisas que não vão mudar, mas lembramos que a educação tem um grande poder transformador, e que podemos ser protagonistas dessas transformações ao nos colocarmos como agentes dela, e não apenas esperarmos que alguém o faça (escola, governo, etc.).

Creio que isso começa pelas mudanças pessoais que desenvolvemos ao notar a maneira como reproduzimos preconceitos e crenças limitantes que nos foram ensinadas. E depois, acredito, podemos passar a exteriorizar isso de forma a mostrar aos demais essas amarras das quais podemos sim nos desprender. E daí vem a nossa responsabilidade com as gerações futuras. Conversando com as amigas esses dias também falamos disso: nós podemos oferecer aos nossos filhos uma educação diferente, nós podemos disseminar novos valores, ligados ao respeito e ao amor acima da competitividade e egoísmo que muitas vezes nos foi ensinado. Sim, é difícil fazer isso sozinho. Sim, é difícil fazer isso num mundo como esse que estamos. Então parece que a solução é mesmo nos unirmos para mudar o mundo. E isso não vai se realizar se continuarmos achando que não somos capazes, se continuarmos acreditando nas mentiras que nos contam, e se continuarmos tão distantes uns dos outros. Só o amor une, só o amor salva. Eu acredito e confio.

oliviaparablog

7 anos de blog!

Número, Sete, Número Da Casa, Telhas, Telha, Padrão

É gente, o tempo não pára e já são 7 anos de Eis a Questão… ❤

Foram anos mais e menos ativos, posts dos mais diversos temas e tipos, fases da vida, mudanças, cidades, cores, comidas, amigos! Impossível resumir 7 anos de blog sem deixar passar alguma coisinha.

Mas o que quero mesmo comemorar é o amor que encontrei por aqui, em cada blog que me inspirou, em cada pessoa que alegrou meu dia com um comentário, em cada um de vocês que posso hoje, sem medo, chamar de amigos!

Dia Dos Namorados, Coração, Brilhar, Transparente

Minha gratidão a todos que contribuíram de alguma forma para que o blog permanecesse vivo nesses 7 anos! E que tenhamos muitos anos pela frente! Beijão!

Recuperando escritos pra ter o que postar

As coisas estão uma loucura nesses últimos dias. Não estou conseguindo parar pra postar, pra ler os blogs que eu curto e até tenho demorado pra responder os comentários por aqui. Então, pra não deixar o blog abandonado, resolvi recuperar alguns rascunhos que estavam por aqui e reunir umas coisinhas que estavam escritas. Tem coisas beeem antigas e outras mais recentes. Não sei se vai fazer muito sentido em conjunto, mas vou colocar separadinho de toda forma.

Espero voltar logo! Saudades de vocês ♥

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Às vezes eu sinto essa coisa que não bem como chamar. Parece um pouco com preguiça, desânimo, desligamento de tudo. Parece que simplesmente nada mais importa. Nem o tempo, que parece algo tão distante, que se vai mas ainda está aqui. Preguiça da política, das pessoas, das discussões. Desânimo ao pensar nas atividades do dia e em como tudo ficou tão automático e sem graça. Desligamento das coisas concretas, parece que tudo é apenas ar, flutuando por aí.

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É incrível como temos nos rendido a essa necessidade de mostrar aos outros o que somos, fazemos ou alcançamos.

Percebam que faço a crítica também a mim mesma, e não como mais uma reclamação, mas na tentativa de, aqui e agora, enquanto escrevo, conseguir compreender melhor o porquê disso, e se é bom ou ruim (ainda que, me conhecendo um pouco, eu acredite que não chegarei a alguma conclusão concreta).

Enfim, isso mesmo que fiz no parágrafo acima foi uma tentativa de me explicar. E por que nos preocupamos tanto com o que os outros vão pensar?

A gente sempre quer parecer bacana. Queremos ser reconhecidos por alguma coisa. E por que não querer, se isso nos traz alguma felicidade?

Não é bom receber um elogio? E não é melhor saber, dentro de nós, que estamos fazendo algo de bom? Então porque esperamos tanto por aprovação? Por que julgamos tanto nossas atitudes e as dos outros?

Eu sempre acabo caindo numa série de perguntas, geralmente difíceis de responder…

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E tudo acaba ficando pesado demais.

As horas contadas, o concreto, a pretensão alheia.

Você precisa ser, fazer, acontecer, porque alguém um dia disse.

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Um dia cinza,

desses que você tem certeza de que o melhor é ficar em casa.

Nem que seja pra curtir a dor,

pra não fazer absolutamente nada.

Porque pelo menos aqui você se sente protegido,

protegido desse mundo do qual não se tem o que esperar.

Ambulâncias, ônibus, freadas bruscas.

Daqui é só ouvir a loucura que está lá fora,

e se conformar de que podia ser pior.

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A gente sempre acaba esperando que alguém se importe

e quando parece que não há ninguém, é desesperador.

Você pensa nas possibilidades, em quem está por perto,

mas parece que não se lembram de você.

É como se tudo fosse reduzido a pó

as coisas boas se apagam, a dor prevalece.

Só te resta mergulhar em si mesmo,

buscar explicações que já sabe que não vai encontrar…

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Transformando algumas metas {Primeiro post de 2016}

Quem leu meu último post de 2015 sacou que estou numas de desapegar de metas, certo?

E esses dias andei olhando a minha lista de 101 coisas em 1001 dias e vi que algumas coisas não fazem mais sentido pra mim… E sendo assim, porque manter essas metas?! Vamos mudar!

Resolvi que não vou eliminar nenhuma meta, mas transformar aquelas que não fazem muito sentido em algo que faça.

Então vou fazer uma lista das metas antigas e logo abaixo a meta nova, com uma breve explicação sobre a mudança:

9- Mandar fazer buttons com desenhos que fiz no COLOURlovers

9- Fazer mais imãs com desenhos que fiz no COLOURlovers

Bem, já fiz alguns imãs com desenhos que fiz nesse site e ficou muito bacana. Já presenteei algumas pessoas com eles e usei vários num mural de fotos que fiz na lateral da minha geladeira (foto abaixo), então acho que vai ser mais interessante fazer mais disso do que buttons, que já nem tenho usado mais e acho que é algo que as pessoas utilizam menos também.

12- Perder 5 kg até o final dos 1001 dias

12- Buscar caminhos para ter uma relação melhor com a comida/alimentação

Com algumas questões que aconteceram comigo recentemente resolvi buscar ajuda pra entender algumas coisas que me incomodavam e tinham relação com comida/alimentação. Me lembrei de um blog que eu já acompanhava e achava bem bacana, o Não Sou Exposição, e falando com a Paola, nutricionista responsável pelo blog, entendi algumas coisas bem importantes que me fizeram querer mudar essa meta.

Vou pontuar algumas coisas que acho interessantes, porque creio que possa ajudar outras pessoas também:

  • Peso é só um número, e ele não determina quem você é.
  • “Quem escolhe a sua alimentação não são os outros, é você.” (Paola)
  • “Harmonize seu relacionamento com a comida. Entenda que você pode consumir e saborear de tudo, sem excessos e sem culpa.” (Paola)
  • Emagrecer pode ser uma ótima consequência de um bom relacionamento com a comida, mas se isso for a meta, provavelmente só vamos nos encher de cobranças e ansiedade, o que nos prejudica de muitas formas.
  • Você não está sozinh@, procure ajuda sempre que achar necessário.
  • “Não é mudando que você vai se amar. É se amando que você vai mudar.” (Paola) → minha preferida ♥

 

16- Escrever frases bacanas em Post It e colar pela cidade

16- Manter as postagens na categoria Mensagens do Bem

Bom, essa meta poderia ser executada ainda, mas fazia mais sentido quando eu circulava por SP. Agora fico muito em casa dissertando e além da facilidade de mandar as frases bacanas pelo computador, tem o fato de que por aqui creio que elas possam atingir mais pessoas. Tenho tido um retorno muito positivo com os posts de mensagens do bem, então vamos continuar fazendo o que já está dando certo :)

 

57- Terminar de colorir meu livrinho de mandalas

57- Continuar colorindo mandalas

Gente, essa é realmente uma meta que está fora de cogitação! Rsrsrs… Antes eu tinha UM livrinho de mandalas, e agora tenho VÁRIOS!!! Além da quantidade não ajudar, tem o fato de que as mandalas não são coisas a serem feitas roboticamente, a coisa tem seu próprio ritmo, nós temos o nosso ritmo que determina nossas atividades. Então nada de pressa para terminar de colorir algum livro, e sim uma meta de seguir colorindo mandalas, que é algo que me proporciona muita coisa boa!

74- Conhecer a primeira namoradinha do meu irmão

74- Me divertir com o meu irmão

Gente, sério, da onde eu tirei essa ideia? Dá até vergonha. Primeiro que é uma coisa totalmente fora do minha alçada. Segundo que meu irmão vai namorar no tempo dele e eu não tenho nada a ver com isso. Terceiro que pode não ser uma namoradinha, né? Enfim, tem tanta coisa errada nessa meta que só transformando ela em algo bem positivo vai ter salvação. Passar um tempo juntos, nos divertindo vai ser uma boa saída :)

 

Bom gente, é isso: algumas metas transformadas, um novo ano começando e ótimas perspectivas!

Beijos!