Agir, mudar, movimentar

Seguindo naquela vibe do “nada é por acaso” a reflexão que trago hoje tem a ver com uma mudança de perspectiva que estou tentando aplicar em minha vida. Essa mudança está relacionada com a ação.

Eu sempre fui de pensar muito, ponderar, planejar, considerar e reconsiderar, às vezes até fazer uma lista de prós e contras até decidir sobre alguma coisa. É claro que isso pode ser muito útil e positivo em alguns casos, mas em outros não. Entrar nessa complexidade toda para tomar decisões simples pode nos levar a um estado de nervosismo e ansiedade que ninguém merece. Uma auto-cobrança por perfeição, uma exigência para estarmos sempre certos em nossas decisões e atitudes.

A vida então trouxe pra pertinho de mim uma amiga que está vivendo totalmente contra esses princípios todos que citei acima. Ela está vivendo com pouco planejamento e como isso parece estar dando um retorno muito positivo pra vida dela, pensei que talvez funcionasse pra mim também!

(Lembrando que, como vocês já sabem de outros textos meus, cada caso é um caso e não acredito em receita pronta pra nada! Só aproveitei a oportunidade para me inspirar, e nesse caso o resultado foi bem bacana!)

♥ nossos reencontros ♥

 

Às vezes o que precisamos é de um pouco mais de desprendimento para tomar decisões com o coração, um pouco mais de coragem pra fazer o que estamos afim! Não devemos perder de vista as possíveis consequências, pois toda ação tem sua reação. Mas podemos levar algumas coisas com mais leveza.

A experiência que me levou a escrever esse texto foi a seguinte:

Estou super focada na dissertação, redigindo o capítulo final que é o mais difícil pois reúne análises, explicações, fotos, trechos de entrevista e tudo o que mais importa em uma pesquisa qualitativa com pesquisa de campo e abordagem de história oral. Eis que em meio a esse compromisso acadêmico infinito surge a oportunidade de ir para uma cidade próxima participar de um evento aberto onde eu poderia expor meus artesanatos (mandalas, potes de galáxia, e algumas coisas que eu tivesse na gaveta para vender ou trocar). E aí as mil dúvidas: Vou ou não vou? Será que se eu for vou perder o foco do trabalho podendo me atrasar? Será que não é melhor passar esses dias em casa sentadinha na frente do pc?

Essas dúvidas continuaram a pairar mesmo depois que tomei a decisão e fui para esse rolê, até que a mágica aconteceu! Eu estava meio travada numa parte do trabalho, abria, lia, olhava, pensava e não sabia como resolver. Daí liguei o computador e ~tcharã~ as coisas simplesmente fluíram! Como é bom mudar de ares!

Lembrei da música: “VAMOS NOS PERMITIR!”

Isso pode realmente gerar bons frutos, muitas vezes até além daquilo que imaginamos.

Por fim, a dissertação segue bem e eu participei do evento podendo apresentar minhas coisinhas, conhecer o trabalho dos outros e curtir bons momentos!

♥ minha banquinha ♥

 

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Vamos Falar Sobre: Mudanças

O primeiro Vamos Falar Sobre… de 2014 (sim, fazia um tempão que eu não postava nessa categoria!) vai ser sobre mudanças.

Nada como um novo ano para trazer mudanças pra nossa vida. Elas podem ser pequenas, grandes, banais, importantes, mas com certeza elas estão presentes e muitas vezes são inevitáveis.

Há quem se sinta muito bem com elas, quem tenha facilidade para se adaptar, e até mesmo prefira uma vida cheia delas, pra ter mais “emoção”. E há também quem tenha medo, quem sofra por elas representarem coisas que parecem não ser aquilo que gostaríamos que fosse, quem se assuste frente ao desconhecido.

Mudança de casa, de cidade, de gostos, de turma, de trabalho.

Mudanças de humor, de hábitos, de roupa, de rumo.

Muito ou pouco influentes no nosso dia-a-dia, elas estão aí.

E como tudo nessa vida, é importante buscar nas mudanças algum aprendizado, tentar crescer com elas.

Pessoalmente, passo por elas das mais diversas formas, constantemente. E tento sempre vê-las com bons olhos, ainda que muitas vezes o medo ou o fato delas contrariarem a minha vontade, queiram me levar a enfrentá-las com raiva e rancor.

Tento encontrar o limite entre o “ter as rédeas da minha vida sob controle” e o “deixa a vida me levar”. Creio que tudo em excesso faz mal. Nem muita rigidez, nem muita complacência. Equilíbrio, sobre essa linha tão fininha, tão difícil de permanecer, mas não impossível.

E vocês, como lidam com as mudanças? Quais conselhos dariam para quem está passando por uma?

Beijos!