5 filmes que assisti nos cinemas em Outubro

Sim, nem é fim do mês e fui aos cinemas ver 5 filmes! Mas vamos contextualizar: viajei pra São Paulo no feriadão e como na minha cidade os filmes são bem restritos, sempre que vou pra capital tento aproveitar ao máximo!

A boa notícia foi que em dois desses filmes paguei apenas R$2,00 no ingresso! Foram eles: Uma mulher fantástica e As duas Irenes. Ambos assistidos no Cine Olido, sala de cinema localizada na Galeria Olido, no centro de SP. Esses filmes faziam parte do Circuito SPcine, um projeto com intuito de democratizar o acesso ao cinema (muito válido inclusive, pois em SP os ingressos são bem caros em salas comuns, como aquelas de shoppings!).

Vamos aos comentários sobre os filmes?! Não vou contar a história e do que tratam, mas deixo o trailer pra contextualizar. A ideia é comentar minhas percepções pessoais sobre as obras, e quem sabe incentivar aqueles que ainda não assistiram!

 

O melhor professor da minha vida

Acho que foi um dos meus preferidos dessa temporada, não só por me identificar diretamente – por ser também professora e enfrentar a necessidade latente de encontrar formas inovadoras de ensino para transpor a forma tradicional que já não funciona bem – mas também pela história, pelos personagens e pela mensagem que considero muito relevante. Pra mim, reforçou a questão da existência das desigualdades sociais e a forma como isso prejudica as novas gerações, mantendo o abismo entre as classes sociais. Por outro lado, também mostrou algum otimismo ao vermos através do exemplo que uma mudança é possível, difícil, mas possível.

Uma mulher fantástica

Importantíssimo para visualizarmos a posição de uma pessoa trans na sociedade atualmente. A invisibilidade, o preconceito, a violência e, o que mais me chamou atenção, a forma como não se consegue ver essas pessoas como iguais. Algumas cenas que acredito terem pretensão de apresentar uma simbologia acabam ficando um pouco confusas ou forçadas, mas no geral achei um filme interessante, não apenas pela questão da transexualidade, mas pela história em si.

As duas Irenes

Um filme Brasileiro com B maiúsculo. Despertou memórias, reconhecimentos, nostalgias. Não só pela idade e fase das meninas, pelas quais todos passamos, mas pela fotografia e cenografia que me levaram a retomar as férias na fazenda com móveis antigos, a sensação de liberdade de morar em cidade pequena. A questão do patriarcado aparece sutilmente, mas de forma notável. Trata de questões familiares complexas com uma delicadeza interessante.

A menina índigo

Confesso que no início tudo indicava que seria um filme “bobinho”, um filme que teria um grande potencial, mas uma abordagem fraca demais. Mas acabou me surpreendendo positivamente, principalmente quando entendi que o tema é muito novo para a maioria das pessoas, e uma abordagem mais complexa iria atrapalhar. Assim, acho que o filme cumpre seu papel ao trazer o assunto à tona, ao nos fazer pensar sobre as mudanças que estamos enfrentando no mundo e sobre como podemos lidar com tudo isso.

Como nossos pais

Um drama reflexivo e super atual. Feminismo, monogamia, relações familiares, educação, liberdade, desejos: tudo isso aparece na história. Acho que no fim, pra mim, ficou uma mensagem de que, apesar do “ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”, podemos romper o ciclo. Podemos identificar os erros e tentar não repeti-los, assim como aprendemos a copiar os acertos. Na verdade, entendo que importante é saber trilhar nosso próprio caminho, sem se prender aos padrões, sejam familiares ou sociais. Quando o filme desperta essas reflexões dá pra dizer que é bom, certo?

E aí, gostaram? Quem já viu algum desses filmes? Adoraria ver nos comentários as percepções de vocês sobre eles! E pra quem não assistiu, me conta se ficou afim de ver algum!

Beijos!

 

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Missão de vida (ou Será que precisamos ter sempre certeza?)

Eu sempre me preocupei em encontrar a minha missão de vida. Me sentia mal de não saber exatamente o que eu queria fazer, de não ter uma grande paixão por uma profissão ou atividade, como via que algumas pessoas tinham. Eu não sabia qual faculdade fazer, eu não me via atuando numa área específica. Mas eu sempre ouvi, lá no fundo, uma voz me dizendo que eu deveria fazer algo pra ajudar as pessoas. E pra mim isso era muito subjetivo: “ajudar as pessoas”. Como? Quando? O que eu preciso fazer pra realizar isso?

Até que um dia me foi falado que eu poderia escolher qualquer forma de fazer isso. Livre arbítrio. E nesse momento, minha preocupação que era de conseguir fazer algo grandioso e que fizesse diferença pra muitas pessoas foi por água abaixo, pois compreendi que eu poderia ajudar as pessoas que estão ao meu redor, as pessoas realmente próximas. Entendi que eu não preciso mudar o mundo, fazer uma grande descoberta, ou ser uma pessoa conhecida internacionalmente. Mas eu ainda não tinha encontrado exatamente como ajudar as pessoas, e isso ainda me incomodava. Eu tinha essa liberdade de escolha, mas mal conhecia as possibilidades pra poder escolher. Não me sentia preparada para a responsabilidade que uma “missão” de vida representava pra mim.

Até que, recentemente, como professora, vi que através dessa profissão eu posso ajudar as pessoas. Parece pouco, mas pensei bem e fiz as contas: tenho falado quase semanalmente para cerca de 120 jovens e adultos. Me pareceu um número bem grande até. Pensei no conteúdo das minhas aulas – Sociologia/Antropologia – e em como ter aprendido algumas coisas na faculdade foi tão importante pra minha evolução pessoal. E fiquei feliz por poder ser agora porta-voz, poder passar adiante o estímulo para a reflexão, as ideias como o combate aos preconceitos, o entendimento sobre o que é cultura, enfim, teorias, autores e estudos que no fundo sempre me permitem chegar ao ponto de abordar sobre RESPEITO. Respeito à diversidade cultual, respeito às ideologias diferentes, respeito aos direitos humanos.

Essa minha profissão me permitiu compreender que essa missão de ajudar as pessoas é uma missão de todos que estamos vivendo aqui na Terra. E eu acredito que ela nos foi dada, ou escolhida por nós, porque somos capazes de cumpri-la. Também ficou mais claro pra mim que o ajudar o próximo não é só trabalhar em algo que você acredite ser positivo pra alguém, mas é viver constantemente buscando fazer o bem. É estar ao lado da família nos momentos bons e ruins, é fazer um esforcinho naquela semana corrida pra ver um amigo, é oferecer ajuda a alguém na rua, e, talvez o mais importante, se ajudar, se cuidar, se enxergar. Ouvi recentemente essa teoria de que se estamos bem, se trabalhamos para nosso próprio fortalecimento e evolução, ninguém precisará se desgastar tentando “consertar” os outros. E pra mim faz todo o sentido. Preciso estar bem comigo para que isso transborde e atinja o outro. Preciso equilibrar esse “se doar” com o “me cuidar”. Não vale se acabar pra ser o bonzinho que ajuda todo mundo. Da mesma forma que não é legal pensar só em si mesmo e ignorar todos ao redor. EQUILÍBRIO, outra palavrinha que está sempre nos meus pensamentos.

Todos esses pensamentos que compõem esse texto me surgiram ao ler o seguinte: “Se propor a ajudar o próximo em terreno hostil como a Terra é um ser digno de honra, pois é das tarefas mais fortes e transformadoras para o Espírito que a quer experimentar”. E esse ajudar pode ser algo simples, pode não vir com todo o peso de uma árdua tarefa, mas certamente será transformador.

Eu sempre sofri com as dúvidas, as incertezas. Meu blog chama “Eis a questão…” exatamente por isso: sempre tive muitas perguntas e poucas respostas. E sempre houve angústia de que as respostas não chegassem. Agora entendo que as respostas chegam, mas com elas chegam também novas perguntas, e é isso que confere movimento à vida. Aprendi com Criolo que “não precisa sofrer pra saber o que é melhor pra você”. E sabe o que precisa? Ouvir seu coração, ouvir com atenção aquela voz interior que te diz o que é melhor, e ter fé de que cada momento te trará aprendizados, nem sempre aqueles gostosos e agradáveis, mas sempre aqueles de que você mais precisa.

Então esse texto é sobre como encontrei algumas respostas e ainda continuo com muitas dúvidas. É pra me lembrar, daqui algum tempo, que estive em transformação, e que sempre estarei. Pode ser que o que me fez entender coisas agora, não seja aquilo que vou fazer pra sempre. Mas vou me lembrar que cada momento foi de aprendizado e foi válido para que eu pudesse dar o próximo passo, espero que vocês se lembrem também.

Quantas faces tem o seu preconceito?

Estou lendo um livro chamado “12 faces do preconceito”, que encontrei ao buscar bibliografia para indicar para os alunos da disciplina de Ciências Humanas e Sociais que ministro como base para a elaboração de seminários sobre o tema.

De cara me pareceu um livro bem interessante e a ideia era distribuir cada um dos capítulos para um grupo, sendo os temas: Mulheres, Racial, Homossexuais, Idosos, Jovens, Linguístico, Gordos, Baixinhos, Antissemitismo, Deficientes, Migrantes e Social.

Mas durante a leitura, para minha surpresa, encontrei o seguinte trecho:

“Eu, por exemplo, me oponho totalmente ao pessoal que deixa crescer a unha do mindinho para tirar cera do ouvido ou as mulheres celulitosas que desfilam em biquínis fio-dental, mas isso não dá a mim ou a qualquer outra pessoa o direito de prendê-las”.

Fiquei perplexa. O trecho está presente em um dos capítulos, escrito por um homem e intitulado “Entre a mamadeira e a camisinha” (identificado anteriormente como um capítulo sobre JOVENS).

Me pareceu absurdo alguém querer falar sobre preconceito e utilizar essas palavras que soam, no mínimo, como uma alfinetada. Podem dizer que não tem nada de preconceituoso na fala dele, mas eu como mulher celulitosa (essa palavra existe???) que desfila de biquíni (mesmo que não fio-dental) me senti ofendida. Principalmente porque antes desse trecho ele fala em algo “moralmente incorreto”, como se houvesse um grande problema “moral” em ter um corpo com celulite e desfrutar dele como qualquer outra pessoa. Mas o objetivo desse texto não é criticar o cara (que pesquisando melhor vi que tem posturas conservadoras e absurdas, ao ponto de eu achar que não vale a pena perder tempo).

O objetivo desse texto é propor uma reflexão sobre nossos próprios preconceitos. Me peguei pensando o quanto podemos ser “desconstruídos” em certos aspectos e em outros não. O quanto podemos sentir afinidade com certos assuntos e por isso ter facilidade pra deixar certos preconceitos, mas ter dificuldade pra deixar outros. Por exemplo, podemos ser nada homofóbicos, próximos da comunidade LGBT, super defensores da causa, mas racistas. Podemos ser muito respeitosos com os corpos alheios, evitando a gordofobia ou o bullying contra pessoas deficientes, mas intolerantes com pessoas de religião diferente da nossa.

 

Enfim, as combinações possíveis são infinitas, mas o que quero dizer é que podemos começar a mudança a partir de nós mesmos. E na minha opinião somente assim ela vai se tornar efetiva, pois com nosso exemplo podemos contagiar muito mais do que apenas com críticas aos demais.

Quantas faces tem o seu preconceito? Quantas delas você já conhece, ou já enfrentou?

Que possamos identificar, aceitar e transformar, pois sem consciência da realidade, nada faremos, sem aceitar que temos preconceitos, eles permanecerão intactos. E transformarTRANSFORMAÇÃO vem do Latim TRANSFORMARE, “fazer mudar de forma, de aspecto”, o fazer é ação, e só com ações as mudanças são possíveis.

Vamos parar de reproduzir padrões ruins?

Ontem descobri essa página no Facebook:

eu empregada doméstica
Clique para acessar a página

 

A página compartilha relatos chocantes de empregadas domésticas que passam por situações no mínimo desagradáveis em seu cotidiano de trabalho.

Achei muito interessante podermos ler esses relatos e refletir sobre tantas questões que emergem a partir desses relatos: preconceito, segregação, herança escravocrata, entre outros.

Mas como sobre essas questões tem gente com muito mais propriedade pra falar, resolvi usar esse post pra contar algo que aconteceu esses dias aqui em casa: eu estava almoçando com a mulher que chamo às vezes para fazer faxina, e acabamos entrando no assunto de como era diferente antigamente essa relação patroa-empregada.

Lembrei de como eu via, frequentemente, a exclusão da empregada: usava o banheiro externo à casa, comia na cozinha, sozinha e só depois que todos já tivessem comido, entrava pela porta dos fundos.

Agora percebo que usei o “antigamente” porque pra mim isso acabou: na minha casa já não acontece nada disso, a faxineira é como qualquer pessoa que recebo em casa.

Mas a verdade é que isso não é bem coisa de antigamente não. Pelos relatos podemos perceber que muitas dessas coisas continuam acontecendo, a exclusão permanece.

Por isso resolvi escrever esse post pra falar de reprodução. De como muitas vezes reproduzimos atitudes, mantemos padrões, seguimos regras simplesmente porque “sempre foi assim”. Pode parecer difícil romper com certos padrões negativos, mas te garanto que é possível.

O primeiro passo é perceber. E acho que aí está a parte mais complicada: perceber que fazemos algo que não é legal. Pode bater uma culpa, e até vontade de se explicar, tentando amenizar a situação. Tudo bem. Mas não desista. Em algum momento a percepção vai te levar à uma mudança de ação, e quando você conseguir mudar vai ver como é bom e querer continuar!

Na verdade nesse caso do tratamento dado às empregadas domésticas não me lembro de ter sido um processo consciente de mudança. Mas tenho claro pra mim agora que somos todos iguais e que preciso cada vez mais me livrar de pré-conceitos e tentar ter mais empatia.

Em resumo, creio que a principal lição é a de tratar com respeito qualquer pessoa que esteja na sua frente: a empregada, o advogado, o gari, a recepcionista, o pedinte, a professora. E isso também vai além da atividade exercida pela pessoa, respeite a todos independente de sua cor, seu credo, sua sexualidade, sua aparência. Somos todos seres humanos que gostariam de ser bem tratados, então por que não tratar bem também?

 

 

Uma nova semana, novas oportunidades

Uma nova semana começa e mutas vezes nosso primeiro sentimento é a preguiça. Queríamos de volta o fim de semana, o descanso, a diversão. Mas o começo da semana, além de uma série de obrigações, nos traz também novas oportunidades que devem ser aproveitadas. Podemos conhecer novas pessoas, podemos descobrir novas atividades, podemos encontrar alegria nas pequenas coisas do dia-a-dia. Enfim, muita coisa pode acontecer nessa nova semana se estivermos de coração aberto pra isso. Então, desejo que todos possamos começar bem essa semana e projetar ao longo dela muitas alegrias e conquistas!

Meditação, Calma, Acima Da Cidade, Consciência

Pra completar, um mantra que encontrei no Facebook hoje e era tudo o que eu mais precisava no momento:

“Eu deixo ir embora de mim todos os pensamentos, sentimentos e palavras que me ferem.
Eu perdoo todos os seres que me magoaram, me destrataram e desejo o melhor para todos.
Eu me perdoo por tudo o que fiz de errado
Eu sei que quando eu penso, quando eu sinto, quando eu falo , eu produzo a minha vida
Eu mereço a benção da minha cura.

Sou serenidade, sou paz, sou amor, sou saúde manifestada em mim
Agora e para sempre sustentada.” (3x)

Fonte: Página Caminho do Meio no Facebook.

 

Beijos!

Vamos Falar Sobre Democracia

Já disse aqui antes que sou um pouco reservada quando há assuntos polêmicos. Muitas vezes não quero me expor a ataques de pessoas contrárias à minha opinião, e em alguns casos sequer tenho uma opinião formada (porque acredito que pra isso é necessário ter informação, estudo, conhecimento e não apenas sair reproduzindo coisas prontas).

O caso é que hoje fui convidada através desse vídeo a botar a cara no sol.

E pude ver o quanto é importante esse ato, pois quando nos omitimos em assuntos tão importantes, deixamos de contribuir para o diálogo, deixamos de oferecer visões diferentes àqueles que só conhecem o caminho manipulado oferecido pela grande mídia, que “fica falando uma coisa na cabeça dos outros até aquilo virar uma verdade” (Teuda Bara).

Então vou botar minha cara no sol pela DEMOCRACIA.

Como diz o Gregório no vídeo “a democracia precisa ser regada todos os dias”. E a democracia em nosso país é tão novinha… Como podemos tirar a legitimidade de uma eleição com argumentos rasos e insuficientes? Como podemos fechar os olhos para o fato de que o processo de impeachment é regido pelos mais sujos corruptos do Congresso? Como podemos entregar nosso país nas mãos de um vice que tem mostrado sem pudor a sua face golpista e seu desejo pelo poder acima das leis previstas na Constituição?

Posso me arriscar a dizer que muitos de nós estão fazendo isso por ódio. Pela cegueira que o ódio pela presidenta Dilma e pelo PT vem causando. Às pessoas chegam ao ponto de se agredirem nas ruas. Tem gente perdendo o controle.

Mas peço, esqueçam um pouco a questão partidária, esqueçam o desejo ardente de tirar o PT do poder e reflitam: É mesmo válido fazer isso a qualquer custo? É válido substituir os corruptos do PT por corruptos de outros partidos? É interessante colocar no poder pessoas que já indicam um combate aos direitos humanos?

Pense bem em tudo que está em jogo. Olhe um pouco além do seu umbigo.

Sugiro que se faça algumas perguntas e pesquise bem caso ainda não saiba a resposta: Quem está a frente do processo de impeachment? O que essas pessoas ganham com isso tudo? Quais as pautas que essas pessoas apoiam? Quem elas realmente representam? Por que elas defendem a manutenção do financiamento privado de campanha? O que acontece quando uma empresa coloca dinheiro na campanha de um político? Por que a conquista de direitos humanos é uma afronta para essas pessoas?

PENSA, GALERA! Tem muita coisa “estranha” aí no meio. E quando negligenciamos essas informações, negligenciamos o futuro do nosso país.

É sempre bom lembrar que ser contra o impeachment não é ser a favor do governo Dilma, ou do PT. Sou contra o impeachment por ser a favor da democracia. Sou contra o impeachment por não querer entregar o país para políticos que defendem pautas que não me representam (e que não representam a maioria do povo brasileiro que demonstrou, em eleições, qual era a sua vontade).

Sou contra o impeachment porque quero REFORMA POLÍTICA DE VERDADE e não tirar presidente a qualquer custo pra fingir que agora tudo vai ficar bem.

Então vamos falar sobre democracia acima de tudo. Vamos falar sobre política. Mas vamos falar de tudo isso com uma visão mais ampla que não se resume à direita e esquerda, à PT e PSDB, à vermelho e verde e amarelo. Vamos refletir sobre nossas fontes de informação. Vamos observar os interesses que podem estar por trás das ações. Vamos pensar se não somos nós mesmos egoístas em nossas posições políticas. Vamos enxergar as nossas corrupções diárias e tentar minimizá-las. VAMOS LUTAR JUNTOS PELA DEMOCRACIA!

Esse processo não vai ser fácil. Esse processo não vai ser rápido. Nossa, acabei de lembrar de uma música perfeita pra esse momentos do post:

“Rápido a tv te entope de banalidades
Lento uma leitura certeira te dá um levante” 

Continuando… O processo é lento, mas necessário. É um processo que pode nos levar muito além, e que se tentarmos pegar certos atalhos, pode dar muita merda.

Vamos juntos nesse processo pelo fim da corrupção, vamos juntos nesse processo de fortalecimento da democracia. 

Mas vamos pensando na totalidade, vamos cientes de que não é um ato somente que vai transformar toda a realidade. Vamos trabalhar nos espaços que circulamos para transformar aos poucos, melhorar as coisas no nível micro, pra que tudo vá melhorando até chegar no macro. Vamos fazer a nossa parte antes de qualquer coisa.

Por mais críticas que eu tenha sobre o governo Dilma, e por mais que eu saiba que muita gente vai torcer o nariz, selecionei uma frase dela pra fechar esse post:

“Fora do voto popular qualquer governo será sempre a tirania. A tirania dos mais fortes, dos mais espertos, dos mais ricos, dos mais corruptos.” (Dilma Roussef) 

FIQUE ATENTO!

Reflexão de Páscoa

Que a Páscoa não se resume a coelhos e chocolate acho que todo mundo já sabe. Para os cristãos, representa a ressurreição de Jesus Cristo, após a morte na cruz.

Do hebreu Peseach, Páscoa significa a passagem da escravidão para a liberdade.  Nela se comemora a Passagem de Cristo – “deste mundo para o Pai”, da “morte para a vida”, das “trevas para a luz”. (Fonte: http://www.velhosamigos.com.br/DatasEspeciais/diapascoa1.html)

Como cristã sem muito “apego” a religiões específicas, vejo a simbologia da Páscoa como uma ótima oportunidade de reflexão, como um momento em que podemos pensar em como renascer em nossas próprias vidas, observando e transformando nossos corações e ações em busca de nos tornarmos melhores.

“Das trevas para a luz” pode ser entendido como essa busca pela nossa evolução, que, diga-se de passagem, não é nada fácil. Muitas vezes sequer conseguimos enxergar as trevas, não nos damos conta do quanto estamos imersos em sentimentos negativos, relacionamentos destrutivos, reações desmedidas, entre outros.

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Mas quando uma pequena fresta de luz ilumina algo em nossas vidas, a mudança começa a acontecer. E parece que tudo vai desabar. É tão, tão difícil ficar cara a cara com nossos defeitos, problemas e erros que muitas vezes queremos desistir, voltar atrás, retornar para aquele lugar de “abençoada ignorância”. Mas descobrimos que não tem mais volta. Daqui pra frente só temos a opção de ver mais e mais a luz. Através da dor, vamos percebendo a nossa humanidade, percebendo que aquelas características ruins nos trarão algo de bom, algum aprendizado. E entendemos que é aprendendo que vamos evoluir.

Que possamos então, nessa Páscoa, renascer em nossas próprias vidas. Rever nossos valores, renovar nosso amor, reaprender a trilhar nossos caminhos de um jeito bem melhor. Que deixemos a luz entrar e que tenhamos força pra lutar contra toda a escuridão.

FELIZ PÁSCOA!

 

Recuperando escritos pra ter o que postar

As coisas estão uma loucura nesses últimos dias. Não estou conseguindo parar pra postar, pra ler os blogs que eu curto e até tenho demorado pra responder os comentários por aqui. Então, pra não deixar o blog abandonado, resolvi recuperar alguns rascunhos que estavam por aqui e reunir umas coisinhas que estavam escritas. Tem coisas beeem antigas e outras mais recentes. Não sei se vai fazer muito sentido em conjunto, mas vou colocar separadinho de toda forma.

Espero voltar logo! Saudades de vocês ♥

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Às vezes eu sinto essa coisa que não bem como chamar. Parece um pouco com preguiça, desânimo, desligamento de tudo. Parece que simplesmente nada mais importa. Nem o tempo, que parece algo tão distante, que se vai mas ainda está aqui. Preguiça da política, das pessoas, das discussões. Desânimo ao pensar nas atividades do dia e em como tudo ficou tão automático e sem graça. Desligamento das coisas concretas, parece que tudo é apenas ar, flutuando por aí.

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É incrível como temos nos rendido a essa necessidade de mostrar aos outros o que somos, fazemos ou alcançamos.

Percebam que faço a crítica também a mim mesma, e não como mais uma reclamação, mas na tentativa de, aqui e agora, enquanto escrevo, conseguir compreender melhor o porquê disso, e se é bom ou ruim (ainda que, me conhecendo um pouco, eu acredite que não chegarei a alguma conclusão concreta).

Enfim, isso mesmo que fiz no parágrafo acima foi uma tentativa de me explicar. E por que nos preocupamos tanto com o que os outros vão pensar?

A gente sempre quer parecer bacana. Queremos ser reconhecidos por alguma coisa. E por que não querer, se isso nos traz alguma felicidade?

Não é bom receber um elogio? E não é melhor saber, dentro de nós, que estamos fazendo algo de bom? Então porque esperamos tanto por aprovação? Por que julgamos tanto nossas atitudes e as dos outros?

Eu sempre acabo caindo numa série de perguntas, geralmente difíceis de responder…

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E tudo acaba ficando pesado demais.

As horas contadas, o concreto, a pretensão alheia.

Você precisa ser, fazer, acontecer, porque alguém um dia disse.

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Um dia cinza,

desses que você tem certeza de que o melhor é ficar em casa.

Nem que seja pra curtir a dor,

pra não fazer absolutamente nada.

Porque pelo menos aqui você se sente protegido,

protegido desse mundo do qual não se tem o que esperar.

Ambulâncias, ônibus, freadas bruscas.

Daqui é só ouvir a loucura que está lá fora,

e se conformar de que podia ser pior.

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A gente sempre acaba esperando que alguém se importe

e quando parece que não há ninguém, é desesperador.

Você pensa nas possibilidades, em quem está por perto,

mas parece que não se lembram de você.

É como se tudo fosse reduzido a pó

as coisas boas se apagam, a dor prevalece.

Só te resta mergulhar em si mesmo,

buscar explicações que já sabe que não vai encontrar…

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Seja você mesmo – É libertador!

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Essa frase é um imenso clichê: “Seja você mesmo”. Já foi vista milhões de vezes por aí, nos mais diversos contextos.

Mas hoje eu quero dar a minha cara pra essa ideia. Quem sabe podemos sair do clichê e adentrar a uma reflexão que julgo ser das mais importantes.

Pra começar vou ter que falar um pouco de mim e de como as coisas estão nesse momento. Sinto que agora realmente a vida adulta chegou. Chegaram as responsabilidades, os momentos de decisão, e junto com isso um desejo de me libertar de algumas amarras sociais.

Ando refletindo mais sobre várias questões, e uma das coisas que surgiu recentemente está relacionada à cobrança por atender às expectativas alheias. Vocês já devem ter reparado que a sociedade (falo sociedade para me referir a um pensamento mais geral, que pode ser encontrado em pessoas próximas – família, amigos – e provavelmente você conhece alguém que pensa assim) coloca uma série de regrinhas sobre as nossas vidas. E tem regrinhas sobre os caminhos que levam ao “sucesso”. E as pessoas assimilam essas regrinhas. E as pessoas acham que só certos caminhos garantem sucesso.

Bem, começo a discordar quando as pessoas tem “sucesso” como objetivo de vida. Prefiro pensar em algo como prosperidade como uma definição melhor do que eu quero pra mim. Sucesso me parece muitas vezes relacionado à posições de status e dinheiro. Prosperidade me parece mais próximo de felicidade. E essa sim representa o meu ideal de vida.

Mas a questão dos termos é a menos importante. Vamos voltar pra parte das expectativas: há uma mentalidade geral de que existem os caminhos de sucesso e existem outros que são “inferiores”. Isso contamina as pessoas. Isso recai sobre a gente quando estamos pensando que rumo iremos tomar em nossas vidas. É quase inevitável, por mais que sejamos capazes de enxergar de outra forma, provavelmente haverá um momento em que vamos esbarrar nessas regrinhas chatas que sei lá quem inventou.

– Tem que fazer faculdade pra ganhar dinheiro

– Tem que chegar à cargos de chefia pra ser bem-sucedido

– Trabalhar com tal coisa é humilhante

(liste aqui outros blablablás que você já ouviu por aí)

Fonte: Página “Anna Bolenna – A perturbada da corte

 

Então chegou uma situação que me fez pensar em duas possibilidades: posso ser eu mesma, ou posso me adequar ao que é tido como certo/melhor (percebam que não há possibilidade de atender às duas coisas).

E aí veio a reflexão: independentemente do que eu decida fazer da minha vida, sou eu mesma que irei lidar com as consequências, boas e ruins. Sendo assim, não é melhor lidar com consequências de decisões que tomei por mim mesma, “seguindo meu coração”, do que com consequências de algo que fiz para me adequar, para agradar, para seguir os padrões?

E minha resposta foi: É MELHOR SIM!!!

Percebi que se eu fizer aquilo que eu realmente creio ser melhor, somente caberá a mim qualquer coisa que vier daquilo e só eu serei “culpada” por isso. Já se eu fizer por pressão dos outros, ou fingir ser algo que não sou, sempre vai haver uma raiva, uma tensão, algo me fazendo culpar tudo e todos.

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Fonte: Página “Caminho do Meio

Que sejamos capazes de seguir o nosso coração, a nossa voz interior, intuição ou seja lá qual o nome que se usa para designar os nossos próprios desejos. Que possamos tentar algo novo, mesmo que isso signifique chocar algumas pessoas pelo caminho. Que possamos saber que só através da experiência, do viver, é que iremos aprender, nos transformar, e poder evoluir cada vez mais!

Ano novo, metas novas {último post de 2015}

metas não prisão

2016 chegando aí. Ano novo sempre proporciona momentos de reflexão, e muitas vezes aproveitamos a oportunidade para definir metas pro ano seguinte. Metas relacionadas ao relacionamento, à vida financeira, à saúde, entre tantas outras.

Eu quis ir um pouco no sentido contrário do momento. Muito se vê por aí sobre foco, força e fé, manter o foco, atingir a meta. Mas pouco se fala de como as coisas não são estáticas e podem mudar a qualquer momento. Se sua vida muda, porque suas metas deveriam continuar as mesmas?

O que quero dizer não é que não devemos criar metas, pelo contrário, acho elas realmente importantes para que possamos visualizar nossos objetivos e buscá-los com mais afinco. Mas é importante não fazer das metas uma prisão, não transformá-las em correntes que nos amarram e nos impedem de voar.

Além do meu momento de vida, eu recebi um e-mail que me inspirou a escrever esse post (porque nada é por acaso e as coisas acontecem com total sincronicidade). Um e-mail do projeto Moporã, do qual selecionei a seguinte frase:

Precisamos estar prontos para desistir dos nossos planejamentos quando uma boa oportunidade surge à nossa frente. A meta deve servir ao seu propósito. A meta deve te servir e não o contrário. E como a cada passo você muda, evolui, se transforma, o mesmo acontece com as suas metas.” (Larissa Mungai)

Então desejo a vocês um 2016 de metas flexíveis, de paz, de saúde, de inspiração, reflexão, muito mais amor em todos os seus sentidos, de autoconhecimento, e de trocas positivas, seja aqui na blogosfera ou no mundo real!

Feliz 2016!