Comece se amando

comece se amando

Recentemente fiz umas fotos pra um projeto super especial (contarei num próximo post!) e isso me inspirou bastante a pensar sobre amor próprio, autoestima e empoderamento.

Quem me acompanha já sabe que esses são temas muito presentes na minha vida recentemente, portanto acabam aparecendo bastante por aqui. A princípio achei que para as Mensagens do Bem não faria muito sentido, mas depois vi que faz sim, sabe porquê? Porque pra espalhar o bem por aí precisamos começar por nós mesmos.

Se queremos dar amor, precisamos receber amor, e isso começa por nós mesmos: amor próprio, o nome já diz. A capacidade de exercitar o amor por si contribui para exercitar o amor pelo próximo. Muitas vezes estamos em desequilíbrio em algum desses sentidos: ou temos excessivo cuidado com o outro e nos negligenciamos, ou nos preocupamos demais com a gente e colocamos os demais em segundo plano. Acredito que os dois tipos de desequilíbrio são prejudiciais, ao nos doarmos demais sem nos cuidar vamos nos desgastando lentamente, às vezes sem perceber, mas em algum momento isso vai nos consumir de uma forma absurda. Ao nos colocarmos como centro do universo ignorando as outras pessoas e seus sentimentos nos tornamos egocêntricos e esquecemos que como seres humanos dependemos uns dos outros e precisamos das relações para ter uma vida saudável.

Enfim, a mensagem de hoje é comece se amando, pois esse amor vai se expandir e atingir mais e mais pessoas 

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Histórias de SP e como a representatividade importa

Estava no banheiro do cinema e ouvi uma conversa de mãe e filha mais ou menos assim: “Mãe, mas eu sou bem bonita mesmo, né?”, e a mãe concordava e elas riam, depois a menina diz que teve à quem puxar. Fiquei curiosa pra ver as duas e quando saí confirmei que a beleza era verdade: mãe e filha negras, felizes e empoderadas. Comentei que estava ouvindo a conversa curiosa e mãe disse: “Se tem uma coisa que eu fiz direito foi trabalhar a auto estima da minha filha!”. Dei os parabéns, trocamos umas palavrinhas e ganhei um elogio também. A menina comentou que agora que usa óculos acha lindo quem usa óculos (eu estava usando também). Nos despedimos por ali e meu coração ficou quentinho.

Mais tarde, para minha surpresa, a família se senta ao meu lado no cinema (agora também com um homem que parecia ser o pai da menina, também negro e que foi muito simpático ao ver que nos conhecíamos). O filme era “Uma família de dois”:

Deixo o trailer por enquanto e depois volto pra comentar sobre o filme em outro post!

 

Fiquei pensando que certamente a menina se identificou, se viu ali na telona através de Gloria, uma menina também negra, feliz e empoderada. Isso certamente reforçou os ensinamentos dados pela mãe da menina em casa, e fiquei até pensando que talvez a escolha do filme não tenha sido por acaso.

Tudo isso pra chegar a um ponto muito importante: representatividade importa! Imagina como é positivo para as meninas encontrarem ao seu redor pessoas que se pareçam com elas? Essa questão já foi muito discutida se tratando dos brinquedos: o padrão de beleza representado pelas Barbies loiras, magras, altas e bem vestidas não engloba quase ninguém. Depois da fase das bonecas, na televisão também temos um problema: as protagonistas em geral são brancas, magras, altas, enquanto as mulheres negras aparecem em papéis ligados aos serviços gerais e aos núcleos “pobres” das novelas.

Mas esses exemplos todo mundo conhece e não quero focar no problema, mas na transformação que está acontecendo: surgem cada vez mais exemplos de mulheres negras e empoderadas, pessoas que certamente vão inspirar as novas gerações. Essa mãe mesmo, que reforça a beleza de sua filha pra que ela não aceite que ninguém diga que ela é feia simplesmente por não seguir certos padrões. As artistas que tem conquistado espaço na mídia, as pesquisadoras e professoras que estão à frente de pesquisas importantes, as mulheres que conquistaram seu espaço na política, entre outros.

Infelizmente sei que isso ainda não alcança a todos. Nem todo mundo consegue se aproximar desses exemplos, até porque eles são poucos mesmo. Percebo que São Paulo é um universo especialmente diverso e cheio de possibilidades, e isso me enche de esperança e ânimo. Mas nem todos os lugares nos possibilitam essa liberdade de romper com os padrões (e se sentir segura e confortável com isso). Bom, mudei um pouco de assunto, mas vocês entenderão o porquê.

Também preciso falar de mim quando se trata de representatividade. Percebi que me sinto muito bem em SP e compreendi o porquê: aqui posso ser quem eu quiser, até eu mesma. Aquele ‘eu’ que a gente esconde lá no fundo e às vezes mal reconhece, sabe? Me sinto livre pra usar roupas diferentes do que uso no meu cotidiano no interior, e me dei conta de que isso acontece porque tenho exemplos. Em SP vejo diariamente moças gordas e estilosas pelas ruas e sinto que posso ser como elas. Também sinto que tudo bem se eu sair “desarrumada”, ou com uma roupa que não está dentro do padrão de roupa pra gorda (aquele tipo que tem que disfarçar tudo, aquela história do “não pode listra horizontal”, etc. etc. blá, blá, blá) aqui ninguém liga, ninguém me conhece, não estou ligada às minhas funções ou à imagem que construí para os outros ao longo dos anos. Talvez fosse apenas uma questão de apertar o foda-se e não ligar pro que os outros vão pensar. Mas pra mim não é fácil, o que acontece é que é bem menos difícil quando não me sinto sozinha e diferente de todos ao redor.

Por isso reforço: representatividade é importante, na mídia, no dia-a-dia, na vida. Ver alguém como você alcançando certas conquistas te faz saber que você também pode. Ver alguém que simplesmente existe do jeito que é nos faz pensar que também temos esse poder. Nós mesmos podemos ser esses exemplos pra outras pessoas, muitas vezes sem nem saber disso. Então, pra encerrar, eu diria que precisamos nos comprometer com nós mesmos, sem medo de ser, fazer, vestir o que gosta. O que os outros vão pensar é problema deles.

Missão de vida (ou Será que precisamos ter sempre certeza?)

Eu sempre me preocupei em encontrar a minha missão de vida. Me sentia mal de não saber exatamente o que eu queria fazer, de não ter uma grande paixão por uma profissão ou atividade, como via que algumas pessoas tinham. Eu não sabia qual faculdade fazer, eu não me via atuando numa área específica. Mas eu sempre ouvi, lá no fundo, uma voz me dizendo que eu deveria fazer algo pra ajudar as pessoas. E pra mim isso era muito subjetivo: “ajudar as pessoas”. Como? Quando? O que eu preciso fazer pra realizar isso?

Até que um dia me foi falado que eu poderia escolher qualquer forma de fazer isso. Livre arbítrio. E nesse momento, minha preocupação que era de conseguir fazer algo grandioso e que fizesse diferença pra muitas pessoas foi por água abaixo, pois compreendi que eu poderia ajudar as pessoas que estão ao meu redor, as pessoas realmente próximas. Entendi que eu não preciso mudar o mundo, fazer uma grande descoberta, ou ser uma pessoa conhecida internacionalmente. Mas eu ainda não tinha encontrado exatamente como ajudar as pessoas, e isso ainda me incomodava. Eu tinha essa liberdade de escolha, mas mal conhecia as possibilidades pra poder escolher. Não me sentia preparada para a responsabilidade que uma “missão” de vida representava pra mim.

Até que, recentemente, como professora, vi que através dessa profissão eu posso ajudar as pessoas. Parece pouco, mas pensei bem e fiz as contas: tenho falado quase semanalmente para cerca de 120 jovens e adultos. Me pareceu um número bem grande até. Pensei no conteúdo das minhas aulas – Sociologia/Antropologia – e em como ter aprendido algumas coisas na faculdade foi tão importante pra minha evolução pessoal. E fiquei feliz por poder ser agora porta-voz, poder passar adiante o estímulo para a reflexão, as ideias como o combate aos preconceitos, o entendimento sobre o que é cultura, enfim, teorias, autores e estudos que no fundo sempre me permitem chegar ao ponto de abordar sobre RESPEITO. Respeito à diversidade cultual, respeito às ideologias diferentes, respeito aos direitos humanos.

Essa minha profissão me permitiu compreender que essa missão de ajudar as pessoas é uma missão de todos que estamos vivendo aqui na Terra. E eu acredito que ela nos foi dada, ou escolhida por nós, porque somos capazes de cumpri-la. Também ficou mais claro pra mim que o ajudar o próximo não é só trabalhar em algo que você acredite ser positivo pra alguém, mas é viver constantemente buscando fazer o bem. É estar ao lado da família nos momentos bons e ruins, é fazer um esforcinho naquela semana corrida pra ver um amigo, é oferecer ajuda a alguém na rua, e, talvez o mais importante, se ajudar, se cuidar, se enxergar. Ouvi recentemente essa teoria de que se estamos bem, se trabalhamos para nosso próprio fortalecimento e evolução, ninguém precisará se desgastar tentando “consertar” os outros. E pra mim faz todo o sentido. Preciso estar bem comigo para que isso transborde e atinja o outro. Preciso equilibrar esse “se doar” com o “me cuidar”. Não vale se acabar pra ser o bonzinho que ajuda todo mundo. Da mesma forma que não é legal pensar só em si mesmo e ignorar todos ao redor. EQUILÍBRIO, outra palavrinha que está sempre nos meus pensamentos.

Todos esses pensamentos que compõem esse texto me surgiram ao ler o seguinte: “Se propor a ajudar o próximo em terreno hostil como a Terra é um ser digno de honra, pois é das tarefas mais fortes e transformadoras para o Espírito que a quer experimentar”. E esse ajudar pode ser algo simples, pode não vir com todo o peso de uma árdua tarefa, mas certamente será transformador.

Eu sempre sofri com as dúvidas, as incertezas. Meu blog chama “Eis a questão…” exatamente por isso: sempre tive muitas perguntas e poucas respostas. E sempre houve angústia de que as respostas não chegassem. Agora entendo que as respostas chegam, mas com elas chegam também novas perguntas, e é isso que confere movimento à vida. Aprendi com Criolo que “não precisa sofrer pra saber o que é melhor pra você”. E sabe o que precisa? Ouvir seu coração, ouvir com atenção aquela voz interior que te diz o que é melhor, e ter fé de que cada momento te trará aprendizados, nem sempre aqueles gostosos e agradáveis, mas sempre aqueles de que você mais precisa.

Então esse texto é sobre como encontrei algumas respostas e ainda continuo com muitas dúvidas. É pra me lembrar, daqui algum tempo, que estive em transformação, e que sempre estarei. Pode ser que o que me fez entender coisas agora, não seja aquilo que vou fazer pra sempre. Mas vou me lembrar que cada momento foi de aprendizado e foi válido para que eu pudesse dar o próximo passo, espero que vocês se lembrem também.

Auxiliares da autoaceitação

No post que comecei a falar sobre o amor-próprio mencionei algumas coisas que me ajudaram a desenvolvê-lo, como o reiki e a terapia. No post de hoje quero compartilhar com vocês uma outra coisa que está me ajudando muito nesse processo: acompanhar vídeos de pessoas que passaram por esse processo de autoaceitação.

(Só um “ps”, autoaceitação não quer dizer acomodar-se. É permitido ter coisas que desejamos mudar, a ideia é somente que tenhamos carinho próprio, para que não sejamos dependentes dessas mudanças para estarmos felizes ou completos. Entendo agora, inclusive, que a aceitação e o amor-próprio são ótimas ferramentas para executar as mudanças que queremos, e não o contrário!)

Vocês podem encontrar diversos canais com pessoas que se sintam em sintonia, mas vou recomendar as duas maravilhosas que venho acompanhando. Elas fazem sentido pra mim principalmente por tratarem da questão de ser gorda e fatos relacionados a isso. Lembrando que podem ter pessoas lendo aqui que precisam aceitar outros pontos em seus corpos ou suas vidas, por isso recomendo que busquem canais que façam sentido para a realidade de vocês, que transmitam mensagens que se encaixem com o que estão passando. Não que estes canais estejam restritos à questão que mencionei também… Enfim, vale a pena conferir de qualquer maneira :)

Alexandrismos – da Alexandra Gurgel

Confesso que no começo não curti muito o jeito dela, mas acabei vendo parcerias e gostando tanto das ideias, que logo me vi apaixonada por essa pessoa! Sinto que ela é muito verdadeira no que diz e mostra nos vídeos, e tem um “projeto” dela que estou acompanhando, a #maratonadoamorproprio que logo deve ter um post especial aqui no blog porque inspirou muito esses posts e está contribuindo muito pro meu desenvolvimento! Assim que finalizar conto mais pra vocês!

Tá, Querida – da Luiza Junqueira

Com a Luiza a coisa já foi diferente, me identifiquei de cara com esse jeitinho fofo dela, amei o cabelo colorido e as tatuagens e simplesmente pensei: quero ser como essa moça aí! Hahaha! Também me tocou muito o documentário GORDA, que está disponível no canal dela e recomendo total. Ela me ajudou a perder o medo dessa palavra, a aceitar que tudo bem ser gorda, que isso é só uma característica física que não define todo o meu ser e que não deve ser entendida como ofensiva (exceto quando alguém usa de modo ofensivo).

Enfim, a ajuda às vezes vem de onde menos se espera. Espero ser também uma fonte assim como elas foram pra mim. Contem comigo <3

Beijos!

Introdução ao amor-próprio

Já tem algum tempo que estou numa jornada de auto conhecimento. Já falei pra vocês um pouquinho sobre o reiki, sobre a terapia, mas hoje quero falar sobre o ponto chave do processo: o amor-próprio.

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Demorou um pouquinho para que eu percebesse que o amor-próprio era a chave para todas as mudanças que eu desejo e sentia que não ia conseguir. Mas agora, com muita ajuda, leitura, vídeos e reflexões, entendi que nada do que vem de fora tem poder real sobre mim.

Na verdade até tem, mas um poder negativo que agora estou aprendendo a me livrar. Os outros tem o poder de me deixar pra baixo, mas só quando eu permito, e agora não permitirei mais. Não darei mais ouvidos aos que dizem que eu preciso emagrecer pra fazer qualquer coisa. Não darei ouvidos a quem diga o que eu preciso fazer pra ser feliz, pois isso só eu sei, e só vou descobrir quando parar de ouvir o exterior pra ouvir o interior.

Então é assim: entendi que o caminho da transformação é só a gente que constrói, ele vem de dentro, nós criamos a partir do que descobrimos sobre nós mesmos. O caminho do outro pode ter sido muito bom pra ele, mas provavelmente não será o melhor para nós.

Nessa trajetória eu precisei aprender a me impor. Não de uma maneira ruim, me colocando com ar de superioridade ou impondo minhas preferências, mas me impor como eu mesma, ser capaz de fazer minhas escolhas, ser completa, com qualidades e defeitos, com certas preferências, com certas convicções. E olha, pode parecer muito simples ser você mesmo, mas nem sempre é, pra mim não foi.

Eu sempre me preocupei muito com os outros, com o que pensariam, com o que sentiriam, sobre o que estavam esperando de mim. E muitas vezes eu agi e fiz escolhas pensando nisso. Pautei decisões importantes em “fulano recomendou, então deve ser bom”. E quando me dei conta do quanto isso foi negligente, fiquei pasma. Agora me parece óbvio que só eu posso ser responsável pelas minhas escolhas. Imagina só lidar com as consequências de uma escolha feita pra agradar outra pessoa? Tem muito potencial pra gerar raiva, desconforto, culpar o outro.

Agora me parece óbvio também que sou eu que devo tomar as decisões com base no que eu acredito e desejo, pois, afinal, serei eu que lidarei com as consequências, sejam boas ou ruins. Não me imagino mais carregando consequências de escolhas que os outros fizeram por mim, e acho que ninguém merece esse fardo. Mas, como sempre, não é fácil se desvencilhar. Porque nem sempre é fácil saber o que realmente queremos. Porque nem sempre é fácil ter coragem de assumir os riscos das nossas próprias decisões sem ter ninguém pra culpar se tudo der errado.

Mas o amor-próprio ajuda, e muito. Ele nos faz enxergar o que temos de bom. Ele nos mostra que somos capazes de tomar as melhores decisões pras nossas vidas. Ele nos deixa seguras de quem somos, mesmo que não tenhamos certeza do que isso significa. Ele nos faz confiar mais na nossa intuição, a ouvir mais o nosso coração sem medo.

O amor-próprio traz consigo o autocuidado. E quando nos cuidamos, nos amamos. E quando nos amamos, enxergamos nosso potencial. E enxergando nosso potencial, nos permitimos ir mais longe. Nos permitimos dizer não ao que nos faz mal e dizer sim para o que realmente importa em nossas vidas.

O amor-próprio nos aproxima da verdade. A verdade que está dentro de nós, geralmente escondida, esquecida, perdida debaixo de camadas e mais camadas de crenças limitantes que nos foram ensinadas desde sempre. Limpar essas camadas não é o processo mais agradável de se fazer, digo porque creio estar exatamente nesse momento. É aquela parte chata de encarar as mentiras que guardamos com tanto carinho. É a parte de desapegar de crenças confortáveis que no fundo sabemos que não dá pra manter. É a parte de entender que só nós mesmos podemos fazer essa limpeza – por mais que você tenha pessoas te auxiliando elas não podem fazer por você.

 

Dilemas da vida adulta

Esses dias vi essa frase e fiquei um pouco triste.

Quando foi que começamos a ser tão pessimistas, a achar que a vida é só dureza?

Pensei aqui: tenho 26 e já usei sim meus adesivos de caderno guardados desde a infância/adolescência. E se bobear ainda uso, pois ainda guardo, junto com algumas cartinhas, cartões postais e outras bobagens importantes. Uso quando tenho uma lembrancinha pra dar pra alguém e coloco num saquinho de presente meio sem graça – “Uma carinha de urso roxo com certeza vai alegrar essa embalagem!”, penso.

Penso também em como pode parecer infantil, mas lembro do quanto temos precisado entrar em contato com nossa criança interior para desviar dos males da vida adulta que chegam metendo o pé na porta (um deles é esse “descolado” ar de negatividade e supervalorização do sofrimento).

Sim, os males estão aí e temos o direito de reclamar. Mas a vida adulta também tem seu lado bom, assim como a infância e adolescência também tiveram seus prós e contras.

Enfim, isso tudo é só pra recomendar que guardem sim os adesivos (e se quiser gastar tudo também não tem problema) porque tem depois pra quem faz o depois, pra quem se permite acreditar e criar possibilidades.

Oi, tudo bem?
Tire os olhos dessa foto cheia de maquiagem que está no meu perfil e olha um pouquinho para as minhas palavras, puxe um pouco a minha orelha, acho que estou perdida.
Será que você, assim como eu, sente um nó na garganta sempre que começa a ouvir os planos da um adolescente de 14 ou 15 anos? Você também chora quando lembra que não planejou nada e não faz ideia de como vai começar aquilo que, segundo a visão do mercado, já era para estar concluído ha pelo menos uns 06 anos?
Você vê seus amigos casando, comprando casa, pensando em enxoval, viagem de lua de mel, casamento, filhos, Brastemp e Tramontina e se acha muito nova para isso, mas ao mesmo tempo se acha muito velha quando te perguntam se você já tem formação? Que negócio é esse de formação? Será que é só esse pedaço de papel que me deram após quatro anos de ônibus lotado, 10 quilos a menos, 03 amigos de tantos que me juraram amor eterno naquelas fotos com roupa de gala e um espaço para marcar um (x) comprovando que agora tenho um “ensino superior completo”?
Três anos se passaram, das experiências que tive nenhuma serve como verdadeira experiência que me garanta um “futuro”. Gente, o que é futuro? É esse excesso de imediatismo que me tira o ar, leva meu sono e me vicia em florais? Nem sei ao menos se lembrei daquela aula do ensino médio que me ensinava a ser coerente e obedecer a coesão e outras coisinhas que toda redação tem que ter enquanto imploro pela sua atenção em uma rede social lotada de superficialidades da qual faço 100% parte.
Desaprendi a medir o tempo e acho que ter ~só~ ou ~já~ 24 anos faz de mim alguém que não sabe em que grupo se encaixa; dos que se pode ter orgulho porque não fez nada tenebroso demais ou dos que se pode nem lembrar o nome porque não ganha mais de 10 mil e tem sobrenome SILVA (descarta). Sou utópica, quase uma desesperada, que as vezes tem total certeza do que ama nessa vida e outras não faz ideia de como foi cair nesse negócio que mais parece um manual de instruções que todo mundo parece já ter achado uma maneira de utilizá-lo, menos eu, é claro. Será que para me descrever devo usar uma lista de pós graduações, mestrados, doutorados, prêmios de melhor qualquer coisa e viagens ao exterior ou devo deixar que me conheçam fazendo um intercâmbio dentro de mim? Acreditem, estou ficando claustrofóbica com vocês e essa pressão toda para ser ALGUÉM. Senta aqui pertinho, será que você realmente consegue me dizer quem é você? Estou aqui torcendo para que sim, mas não te culpo se você ainda não conseguir se desprender desse monte de rótulos diagramados bem antes de você ter um nome. Estou aqui só pra dizer que não quero que seu eu se perca nesse monte de obrigações e que você não está sozinho. Eu também não tenho planos, tenho sonhos.

Atenciosamente,
A moça por trás desse nome esquisito: Névelyn SILVA

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Oficina de Aquarela

Nesse fim de semana participei de uma oficina de aquarela no Sesc Thermas, aqui em Presidente Prudente. Foram duas manhãs com o ilustrador Nestor Jr. aprendendo algumas técnicas bem interessantes!

Eu tenho contato com aquarela já faz um tempo, mas sempre foi uma coisa de brincar com as cores e formas, sem compromisso. Em geral eu fazia desenhos abstratos e, claro, mandalas.

Mas essa oficina foi uma oportunidade de aprender um pouco mais algumas formas de “controlar” a tinta. Na aquarela isso é bem difícil, pois em geral tudo se espalha rapidamente. Mas vi que é possível fazer algumas coisas saírem como queremos – ou quase… rsrs!

Acho que o que mais gostei de aprender foi a parte do degradê. Fizemos alguns exercícios e no fim acho que consegui pegar o jeito!

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Degradê 
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Degradê em esferas

Outra coisa que achei bem legal foi fazer detalhes com água sobre a tinta e depois remover com papel toalha, deixando assim umas marquinhas bacanas.

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Os “passarinhos” fiz usando remoção com água, e as ondas com tinta e pincel fininho.

Tivemos também um exercício que pra mim foi o mais difícil: desenhar um “objeto”. Na verdade eram folhas, flores e galhos que deveríamos tentar reproduzir. Logo de cara já fiquei preocupada com a proposta, pois não é algo que costumo fazer e não me sinto a vontade… Mas como estava lá pra me divertir, botei a mão na massa no pincel. Primeiro fizemos da forma que veio na cabeça e depois contamos com algumas dicas do Nestor. Eis o meu resultado:

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Na esquerda, o primeiro desenho, sem dicas; na direita o segundo, com dicas.

Olha, apesar de não ter ficado “uau, que lindo”, achei que melhorou bastante do primeiro pro segundo. No fim foi um exercício não só relacionado ao desenho, mas a um entendimento de mim mesma, pois pude observar esse apego que muitas vezes temos de fazer a coisa “correta”, “perfeita”, “do jeito que tem que ser” e a dificuldade de se deixar levar um pouco, de trabalhar de forma mais leve, sem tanta cobrança.

Bom, não é com uma oficina que vou simplesmente ficar “craque” – seja na aquarela, seja nas coisas da vida – mas foi bem interessante e o aprendizado é sempre válido!

Beijos!

oliviaparablog

Atualizações da vida

Oi gente, tudo bem?

Minha ausência por aqui tem motivo e como gosto muito de vocês achei válido dar uma explicada nas coisas que estão acontecendo na vida real e me afastando um pouco aqui da blogosfera.

No começo desse ano eu concluí meu mestrado e logo comecei a minha jornada como professora. No primeiro semestre peguei duas disciplinas no curso de Turismo de uma universidade particular da minha cidade e muitas coisas já começaram a mudar na minha rotina!

Junto com esse processo teve a mudança do apartamento pra casa, teve a Nikki que nos adotou, comecei a fazer atividade física com mais frequência, entrei num processo maior de imersão no meu ser através da terapia e mais recentemente do reiki (ai, preciso fazer um post pra contar mais detalhes dessa parte pra vocês!), enfim, a vida adulta chegou com tudo!

Nikki no pé e mandala na mão :)

Talvez alguns de vocês me entendam melhor e outros nem tanto, mas essa transição é complexa e envolve muitos fatores. Eu estou muito bem apesar de toda a agitação, e com certeza isso é reflexo do suporte de pessoas incríveis que tenho ao meu redor e que tenho encontrado no caminho nem um pouco por acaso.

Então é isso, muita correria na vida real (e mais ainda agora que além de duas disciplinas no Turismo também tenho mais uma no Design Gráfico e outra na Administração) e daí nem sempre consigo aparecer por aqui. Mas não esqueçam que meu carinho por vocês não mudou nadinha! (ah, e mandem notícias pelos comentários, pois não tenho conseguido acompanhar seus blogs também…).

Beijos!

Aniversário e Projetos

Aniversário, Bolo, Resumo, Vermelho, Cartão De Saudação

Oi, hoje é meu aniversário :)

São 26 anos desde que saí da barriga da mamãe pra esse mundão aqui. 26 fucking anos. Meu Deus. Como o tempo passa. Já comecei até a usar expressões de gente velha: “No meu tempo…”, “Nossa, como você cresceu…”, etc. Não me sinto velha e não me sinto jovem. Mas os 30 se aproximam! Já me considero adulta, menos pela idade e mais pelas coisas que vivi, aprendi e tenho que encarar.

Enfim, são 26 e a vida segue.

Seguem também os projetos, mais ou menos definidos, geminiana que sou.

Mas tem um projeto aí que vocês já conhecem muito bem que está chegando ao fim: o 101 coisas em 1001 dias acaba em duas semanas!

Tem muita coisa ainda a ser feita… Muita coisa que já sei que não vai ser possível. Muita coisa que já foi feita e me deixou cheia de orgulho. E algumas coisinhas que vou tentar ao máximo fazer nesses próximos dias porque sei que vão valer a pena!

E já adianto, precisarei de vocês pra realizar algumas delas, então fiquem de olho :)

Beijos!!!